SBCCV e SBC/SBHCI assinam resolução para requisitos necessários ao TAVI

Com anuência da Associação Médica Brasileira e da Sociedade Brasileira de Cardiologia, as Sociedades de Cirurgia Cardiovascular (SBCCV) e de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista (SBHCI) assinaram resolução (01/2017), dispondo sobre recomendações e requisitos necessários para treinamento na técnica de implante por cateter de biopróteses valvar aórtica (TAVI), além de estabelecer critérios para qualificação e certificação profissional do especialista habilitado nesse procedimento.

Dentre os pontos da resolução, destaca-se que “TAVI, para tratamento de estenose aórtica, deve ser indicado e conduzido por equipe médica multidisciplinar, composta por cardiologistas, especialistas em imagem cardiovascular e cirurgiões cardiovasculares”.

Além disso, com finalidade de implementar programa de treinamento e certificação, também previsto na resolução, “a SBCCV e SBHCI reconhecerão, em comum acordo, centros de treinamento em TAVI, que devem ser divulgados, obrigatoriamente, em área pública dos portais da SBCCV e SBHCI na internet”. Essa certificação, obrigatoriamente, deverá ter chancela de ambas sociedades.

“Há um núcleo específico de cirurgiões, embora minoritário, que já realiza procedimento de TAVI por via transfemoral. A ideia da resolução foi justamente identificar esses profissionais habilitados e reconhecer sua expertise, ou seja, garantir segurança dos pacientes e harmonia dos especialistas que realizam o método, sem subordinação a questões corporativas ou mercadológicas”, explica Marcelo Queiroga, relator do tema que resultou na resolução.

NOVAS FORMAS DE REMUNERAÇÃO PARA A CATEGORIA MÉDICA É TEMA DE SIMPÓSIO EM MAIO

No dia 31 de maio, a Associação Médica Brasileira (AMB) em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) realizará o Simpósio “Novas Formas de Remuneração – Causas e Consequências: Uma Avaliação Crítica”, no Hotel Meliá Paulista, em São Paulo, com início as 8:00h e termino às 17:00h.

O evento é destinado a médicos e não tem custo, mas as vagas são limitadas e as inscrições já podem ser realizadas no site da AMB, onde também podem ser obtidas mais informações.  (https://amb.org.br/simposio/)

O dia será pautado por cinco palestras seguidas de debates. Ao término do dia Considerações finais com a plateia. Os palestrantes serão: Dr. Márcio Vinicius Balzan (FGV); Dr. Francisco Lima (Unimed); Dr. Jorge Carlos Machado Curi (CFM); Dra. Martha R. Oliveira (Diretora da ANS) e Dra. Ana Elisa Siqueira (Grupo Santa Celina).

Download da Programação

710 VAGAS NO MAIS MÉDICOS PARA BRASILEIROS: É POUCO!

Médicos brasileiros querem participar do programa e Associação Médica Brasileira dá apoio jurídico aos interessados que não foram aceitos.

Precisou que o governo cubano se recusasse a enviar 710 médicos para o Brasil (600 novos e 110 como reposição) para mais vagas serem dirigidas a brasileiros. Mas esta quantidade de vagas ainda é insuficiente, perto da quantidade de médicos brasileiros interessados, pois só no último edital se inscreveram 10.557 médicos brasileiros.

O interesse de médicos brasileiros em entrar para o programa Mais Médicos sempre foi grande, antes das inscrições de janeiro. Em outros editais a quantidade de médicos inscritos foi superior ao último. Grande quantidade de profissionais procurou a Associação Médica Brasileira (AMB),  por se sentirem preteridos ou cerceados nos seus direitos, beneficiando médicos de outros países. Assim, no início de abril, a AMB disponibilizou suporte jurídico para estes profissionais. “Os associados da AMB que se sentirem prejudicados ao tentar entrar no Mais Médicos ou aqueles que, já dentro do programa, tiverem qualquer tipo de dificuldade contarão com apoio do departamento jurídico da AMB”, explica Florentino Cardoso, presidente da entidade. Médicos interessados precisam pagar custas processuais, pois honorários advocatícios serão cobertos pela AMB.

A AMB se posicionou contrária ao programa no início pela forma atabalhoada como foi lançado, com viés político-eleitoreiro, sem que outras condições estruturais fossem olhadas para dar atendimento de qualidade à população. Mesmo assim muitos brasileiros tentaram se inscrever no programa, e tiveram dificuldades com o sistema, rejeitando suas inscrições ou não concluindo. Quando foram identificadas prefeituras que substituíram médicos brasileiros por médicos cubanos, para trocar a fonte de recursos de pagamento da esfera municipal para a federal, em função da situação orçamentária destas prefeituras. Ficou claro que não era programa para comunidades onde havia necessidade de médicos, mas sim para angariar simpatia das prefeituras e enviar recursos à Cuba, já que os médicos cubanos ficam com parte do recurso, sendo o restante encaminhada à OPAS e Cuba.

Mais fortemente a AMB se posicionou contrária à vinda de qualquer médico estrangeiro sem que tivesse revalidação do diploma no Brasil, permitido pelo Mais Médicos. Revalidar o diploma é obrigatório em qualquer país sério do mundo. Médicos brasileiros ou estrangeiros residentes no Brasil, que obtiveram diploma de graduação em instituições estrangeiras reconhecidas no país de origem, devem realizar o Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos (Revalida), com objetivo de avaliar conhecimentos, habilidades e atitudes dos médicos formados no exterior e verificar se as competências são equivalentes às exigências brasileiras.

Segundo a imprensa, questionado se o convênio com Cuba está sob risco, o ministro disse não acreditar na possibilidade de rompimento definitivo do acordo com o país, mesmo com o incômodo do governo cubano em sentenças judiciais determinando a permanência de cubanos no Brasil e pagamento diretamente aos cubanos. Para esclarecer estes pontos o Ministério da Saúde divulgou que se dispôs à ir a Cuba.

Desde o início a AMB atuou para tirar Cuba da zona de conforto. Posicionamo-nos contra o programa, acolhemos e demos refúgios a médicos cubanos que quisessem ficar no Brasil ou ir para outro país; denunciamos baixos salários recebidos pelos cubanos para que recursos fossem enviados a Cuba e ameaças de Cuba para que os profissionais retornassem suas famílias para sua pátria, separando pais e filhos. Mais recentemente propiciamos apoio jurídico a médicos brasileiros que queiram entrar no programa. O que agora se concretizou, com Cuba não querendo mais enviar seus profissionais ao Brasil.

Não somos contrários que profissionais formados no exterior se estabeleçam aqui e trabalhem, desde que realizem o Revalida. Lutamos para que médicos brasileiros tenham garantido seu direito prioritário para preenchimento das vagas no programa Mais Médicos.

Posição da Associação Médica Brasileira sobre importação da asparaginase

 

A asparaginase é uma das drogas utilizadas para tratamento da LLA (leucemia linfóide aguda). No Brasil, desde a década de 70, usamos a produzida nos Estados Unidos e Alemanha, que cumpria todo “rito” da pesquisa clínica séria, comprovando eficácia e segurança no uso. Assim ajudou a curar muitas pessoas, especialmente crianças. Temos no Brasil centros especializados no tratamento dessas crianças com resultados cada vez melhores. Médicos e outros profissionais de saúde empenhados em fazer sempre mais e melhor.

Os países sérios cumprem a legislação vigente (ou mudam-na se acham obsoleta), respeitando instituições, e notadamente “não negociando” eficácia e segurança. Saúde é nosso bem maior. Recentemente o governo federal, através do Ministério da Saúde, autorizou importar o medicamento asparaginase, oriundo de empresa do exterior, devido desabastecimento no Brasil. Por que o Ministério da Saúde permitiu chegar nessa situação? Não há planejamento? Quais alternativas (todas) possíveis no mercado mundial que mantenham resultados, atrelados à eficácia e segurança?

A asparaginase agora importada tem testes adequados comprovando eficácia e segurança? Onde, quando, em que número de pacientes? Lembremos do necessário rigor na pesquisa clínica para testar uma única droga, quando são usadas várias ao longo do demorado tempo de tratamento em pacientes com LLA. Estudo realizado pelo St. Jude Cancer Research Hospital (2012), de Memphis, TN, USA – grande e importante centro de pesquisa em LLA na infância, mostra risco seis vezes maior de recidivas no sistema nervoso central em pacientes que evoluem com níveis de asparaginase abaixo do recomendado. Reportagem investigativa de programa televisivo mostrou que o laboratório fabricante do medicamento é representado por empresa uruguaia e que sua representante no Brasil está em pequeno escritório de contabilidade no interior do estado de São Paulo.

Não podemos e nem devemos, mesmo no caos instalado no Brasil, pensar na possibilidade de causar dano aos nossos queridos pacientes, em especial crianças, utilizando droga sem comprovada eficácia e segurança, sob pretexto de “economia”. A primeira chance de tratamento sempre é a melhor oportunidade para cura. Não seria mais prudente importar menor quantidade, caso seja a única solução nesse momento emergencial, enquanto todas etapas da pesquisa clínica sejam cumpridas? Somos favoráveis à compra de medicamentos menos onerosos, desde que comprovada eficácia, igual ou maior que outros, e segurança. Existindo desfechos desfavoráveis pelo uso dessa droga ora importada, quem responsabilizaremos? O dano pode ser irreparável.

Urge que nosso Ministério da Saúde ouça também a comunidade científica séria e comprometida existente no Brasil, antes de tomar determinadas atitudes. Criticamos o processo da compra pela dúvida reinante, mesmo após reuniões no Ministério da Saúde com sociedades médicas e farmacêuticas que conhecem essa importante área do conhecimento. Pairam muitos questionamentos. O material sobre a droga, apresentado pela empresa, é ruim. O trajeto inicial desse processo pode e deve ser corrigido, além de sempre trazer ensinamentos ao staff do governo federal, relembrando-lhes que a classe médica brasileira, representada pelas suas legítimas instituições estará sempre disponível para ajudar, desde que haja seriedade, transparência, ética e respeito ao mérito.

Saúde é nosso bem maior e nossa população merece respeito!

Florentino Cardoso
Presidente da Associação Médica Brasileira

SOBRE A DECLARAÇÃO ATRIBUÍDA AO MINISTRO DA SAÚDE RICARDO BARROS EM CAMBRIGDE (EUA)

Governo mais uma vez erra no tema exames complementares. Diagnóstico preciso é condição fundamental para tratar pacientes. Exames fazem parte de vários processos diagnósticos, terapêuticos e preventivos.

Resultados “normais” não demonstram que exames são pedidos desnecessariamente. Não há referências que possam embasar a declaração do ministro. Infelizmente, esse diagnóstico feito pelo ministério da saúde também está equivocado.

É sabido que alguns médicos exageram ao pedir exames. Isso sobrecarrega o sistema e gera gastos desnecessários. Contudo, analisar isso como causa de outros problemas está equivocado. É consequência de problema maior, gerado com anuência e sob patrocínio do próprio Governo Federal, que deixa que cheguem às unidades de saúde médicos mal formados pelas inúmeras escolas médicas abertas indiscriminadamente, sem avaliações mínimas quanto a qualidade de formação. Já faz tempo defendemos avaliar os egressos das escolas médicas, assim como punir faculdades de medicina com baixa performance dos seus alunos.

Culpar todos e generalizar, além de estar errado, desrespeita a classe médica. A Associação Médica Brasileira (AMB) responderá sempre que médico e medicina forem atingidos por declarações preconceituosas e desrespeitosas como essa. Enquanto análises sobre problemas e desafios do sistema de saúde brasileiro ficarem na superficialidade ou no desconhecimento de gestão qualificada, não caminharemos para solução dos enormes problemas existentes.

A AMB continua à disposição para ajudar com vistas a melhorias do nosso sistema de saúde.

Ricardo Barros, ministro da Saúde (Foto: Reprodução/NBR)

XXXII Congresso Brasileiro de Cirurgia

Evento reunirá diversos especialistas da cirurgia mundial

Avanços no tratamento do câncer, cirurgia robótica, cirurgia metabólica, infecção na cirurgia, transplante de órgãos e trauma serão alguns dos inúmeros temas apresentados em palestras, mesas-redondas, painéis e conferências por conferencistas nacionais e internacionais.

O XXXII Congresso Brasileiro de Cirurgia, acontece de 28/04 a 1/05, no Sheraton WTC, em São Paulo. O evento é uma realização do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, considerada a maior associação cirúrgica da América Latina. Paralelo à programação científica acontecerá o V Congresso do Hospital Albert Einstein sobre cirurgia robótica.

Conferência embaixadora americana

Um dos destaques da programação será a conferência da Embaixadora americana Nancy G Brinker para um grupo de mastologistas, oncologistas e representantes do terceiro setor sobre o impacto do câncer de mama no mundo. A embaixadora é fundadora e coordenadora da Susan G Komen – principal organização para o câncer de mama dos EUA. Em sua primeira viagem ao Brasil, Nancy Brinker também visitará alguns serviços de assistência aos doentes com câncer de mama em São Paulo.

A conferência abrirá o Simpósio Susan G. Komen  – CBC no dia 29 de abril, das das 8h30 às 9h  e faz parte de uma ampla programação sobre câncer de mama, que terá a participação de especialistas da Unifesp, Sociedade Brasileira de Mastologia, Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e outras entidades.

O evento é uma realização do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, considerada a maior associação cirúrgica da América Latina.

Informações e inscrições diretamente no site do congresso: http://cirurgia2017.com.br/

 

Convidados internacionais

Avanços no tratamento do câncer, cirurgia robótica, cirurgia metabólica, infecção na cirurgia, transplante de órgãos e trauma serão alguns dos inúmeros temas apresentados em palestras, mesas-redondas, painéis e conferências internacionais nos quatro dias do evento.

O cirurgião brasileiro radicado nos EUA, Antônio Marttos, diretor do departamento de trauma e telemedicina da Universidade de Miami, integra o time de convidados internacionais.

Entre os inúmeros especialistas estrangeiros destacam-se os cirurgiões americanos John Morton, (chefe de cirurgia bariátrica e cirurgia minimamente invasiva da Faculdade de Medicina de Stanford – Califórnia), Michael J. Zinner (diretor médico executivo do Miami Câncer Institute, na Baptist Health South Florida, em Miami; Michael M. Awad (diretor do Instituto Universitário de Washington para a Educação Cirúrgica da Escola de Medicina da Universidade de Washington, em Saint Louis.) Ralph Tuffano (diretor da Divisão de cirurgia de cabeça e cirurgia endócrina do pescoço do Johns Hopkins Hospital).

Além disso, o italiano Franco Roviello (professor de cirurgia oncológica da Universidade de Siena e o belga Giovanni Dapri (departamento de Cirurgia Gastrointestinal – Escola Europeia de Cirurgia Laparoscópica – Hospital Universitário de Saint-Pierre, em Bruxelas).

AGRESSÃO CONTRA MÉDICOS: AMB APOIA O PL 7269/2017 DO MÉDICO E DEPUTADO FEDERAL (SP) DR. SINVAL MALHEIROS

O PL , que prevê a tipificação dos crimes de agressão aos profissionais de saúde, dentro e fora do ambiente de trabalho, Acrescenta o § 13 ao art. 129 do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal), para qualificar a conduta de agressão contra profissionais de saúde, com a seguinte redação:

“ Violência Hospitalar
§ 13. Se a lesão for praticada contra profissionais ligados à área de atenção à saúde, ainda que fora do ambiente de trabalho, mas em virtude da condição da vítima como profissional da área:

Pena – reclusão, de 1 (um) a 5 (cinco) anos. No caso de lesão praticada por menor de 18 (dezoito) anos, deverão ser aplicadas as penas estabelecidas no art. 112, IV a VI, da Lei Nº 8.069, de 13 de julho de 1990, conforme a gravidade do delito.” (NR)”

O Projeto de Lei foi discutido em conjunto com a Associação Médica Brasileira (AMB), até chegar ao texto final e foi protocolado na Câmara Federal no dia 30/03/2017.

O deputado Sinval Malheiros ressalta: “Minha proposta, senhores, foi elaborada em parceria com a Associação Médica Brasileira (AMB), representada pelo seu presidente, Dr. Florentino de Araújo Cardoso Filho, que contribuiu para que o PL atendesse o interesse de toda a classe”.

Pesquisa realizada pelos conselhos regionais de enfermagem e de medicina de São Paulo revela que sete em cada dez profissionais da saúde já sofreram alguma agressão cometida por paciente ou pela família dele.

A maioria das agressões acontece nos serviços públicos de saúde. Falta de profissionais, de equipamentos, de medicamentos, filas de espera e outras carências, fazem duas vítimas: a população e os profissionais da saúde. Médicos, enfermeiros e demais profissionais são o contato da população na saúde, e muitas vezes sua insatisfação se manifesta de forma agressiva contra quem o está atendendo.

“É um panorama grave. Os médicos e demais profissionais vivem uma situação de extrema vulnerabilidade. O estado precário do sistema público de saúde propicia esse cenário. As pessoas ficam horas na fila à espera de um atendimento que nem sempre é o mais adequado. Sem falar da falta de equipamentos, medicamentos básicos e inclusive especialistas. Tudo isso provoca um desgaste emocional que pode culminar em atos de agressividade”, relata o deputado.

“É impossível conviver com rotineiras agressões aos médicos e demais profissionais da saúde. Merecemos respeito e segurança. Na linha de frente do sistema tão cheio de problemas, nos tornamos alvo da insatisfação e ira de pacientes, familiares e acompanhantes. Este projeto do deputado Sinval Malherios , que apoiamos e contribuímos desde o início, dá passo importante para desestimular agressões”, comento Florentino Cardoso.
Veja o projeto na íntegra: http://bit.ly/pl7269

NOTA CONJUNTA AMB, CFM, SBCP e SBD VISANDO QUALIDADE ASSISTENCIAL E SEGURANÇA DA POPULAÇÃO

Associação Médica Brasileira (AMB), ConselhoFederal de Medicina (CFM), Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) vêm a público se manifestar a respeito da Resolução nº 176/2016, do Conselho Federal de Odontologia – CFO, que autoriza uso indiscriminado da toxina botulínica aos odontólogos.

 

Completa inexistência de autorização legal para utilização indiscriminada da toxina botulínica pelos dentistas, resultados nefastos de procedimentos estéticos decorrentes da atuação de dentistas além da região buco-maxilo-facial, publicidade tendenciosa e sem controle disseminada em meios de comunicação e ausência de atuação específica de supervisão do CFO em relação a todos esses fatos, mesmo após tentativas de iniciativas administrativas de consenso e demonstrações técnicas, jurídicas e documentais da impropriedade da edição da Resolução CFO nº 176/2016, levaram-nos formular presente comunicado e adotar medidas judiciais cabíveis.

Em 22 de março de 2017 AMB e SBCP ingressaram com Ação Civil Pública nº 0012537-52.2017.4.01.3400 – TRF1, em desfavor do CFO, onde se buscou a imediata suspensão dos efeitos e consequente anulação da Resolução CFO nº 176/2016. Em seguida, CFM e SBD também ingressaram na referida ação judicial, para subsidiar o magistrado com informações técnico-jurídicas relativas ao tema e provas dessa atuação irregular, que coloca em risco saúde e vida de nossos pacientes.

Portanto, seguindo linha de trabalho conjunto, harmonioso e colaborativo em prol da defesa das prerrogativas médicas, todas entidades signatárias da presente nota não medirão esforços para adoção desta e outras medidas judiciais e extrajudiciais para fazer valer o pensamento dominante junto ao Poder Judiciário brasileiro de que é ilegal aumentar prerrogativas profissionais, por intermédio de resolução administrativa, sendo somente a lei (stricto sensu) diploma legítimo para ampliar o campo de atuação de todas profissões, especialmente da área da saúde.

Finalmente, serve a presente também para desfazer qualquer mal-entendido que possa ter ocorrido em relação à desistência da ação judicial anteriormente proposta. Resta, assim, inequívoco o trabalho institucional conjunto, unido e harmonioso das entidades signatárias em prol da saúde da população, da medicina e do médico.

Florentino de Araújo Cardoso Filho
Presidente AMB

Luciano Ornelas Chaves
Presidente SBCP

Carlos Vital Tavares Corrêa Lima
Presidente CFM

José Antonio Sanches Junior
Presidente da SBD

Sérgio L Palma
Vice-Presidente da SBD

NÃO DÊ CARONA AO SONO!

Viajar com sono é uma das principais causas de acidentes nas estradas.
Com o objetivo de conscientizar motoristas e o público leigo sobre a importância do sono e da fadiga como causa de acidentes, a ABN (Academia Brasileira de Neurologia), em parceria com a ARTESP (Agência de Transporte do Estado de São Paulo), a ABRAMET (Associação Brasileira de Medicina de Tráfego) e a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), estará presente durante o mês de março na mídia e em estradas brasileiras. Confira neste site as ações e os locais da campanha.

Site oficial da campanha: Não dê carona ao sono!
www.naodecaronaaosono.com.br

I Encontro Latino-Americano sobre Dilemas Éticos Relativos ao Fim da Vida acontece no Brasil.

Encontro realizado pela Confemel, reúne AMB (Associação Médica Brasileira), CFM (Conselho Federal de Medicina) e WMA (Associação Médica Mundial) em debate acerca dos dilemas éticos enfrentados pelos médicos no cuidado de pacientes em estado terminal.

 Realizado pela Confederação Médica Latino-americana e do Caribe (Confemel), que agora também tem como integrantes Espanha e Portugal, o I Encontro Latino-Americano sobre Dilemas Éticos Relativos ao Fim da Vida reúne representantes da entidade, da AMB, CFM e WMA, com objetivo de discutir aspectos éticos relacionados ao fim da vida. O evento acontece no Rio de Janeiro, dias 17 e 18 de março, no Hotel Windsor Oceanico e tem organização da AMB e CFM.

A WMA estará presente no evento observando a primeira discussão sobre dilemas éticos relativos ao fim da vida e elaboração de documento formal sobre o assunto na região de abrangência da Confemel, levando a discussão para demais países vinculados à WMA. O tema central da reunião surgiu de uma demanda encabeçada pelo Brasil, representada por suas entidades médicas AMB e CFM, em encontros na WMA. Para Florentino Cardoso, presidente da AMB, “O encontro é de suma importância para medicina brasileira e latino-americana pois a partir dele haverá posicionamento formal e unificado entre países membros da Confemel, inclusive Espanha e Portugal”.

A falta de orientação formal aos médicos acerca dos dilemas éticos relativos ao fim da vida polemiza ainda mais um assunto já delicado. Eutanásia, pacientes terminais, direitos dos pacientes, suicídio assistido entre outros tópicos fazem parte da programação, que conta com palestrantes como o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Carlos Ayres Britto, e o professor de Teologia Moral, Bioeticista e o Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro, Dom Antônio Augusto Dias Duarte.

O encontro também aborda aspectos como cuidados paliativos, tendo debates sobre limites para tratamento, decisões sobre uso de medicamentos, alimentação e sedação, além de direitos do paciente e objeção consciente a medidas de sustentação da vida.

PROGRAMAÇÃO DO ENCONTRO LATINO-AMERICANO SOBRE DILEMAS ÉTICOS RELATIVOS AO FIM DA VIDA

Data: 17 e 18 de março de 2017
Local: Hotel Windsor Oceanico. R. Martinho de Mesquita, 129 – Barra da Tijuca, Rio de Janeiro – RJ

Programação:

Dia 17/03/2017 – Sexta-Feira

14:30 – 15:00      ABERTURA
Florentino de Araújo Cardoso Filho (AMB)
Carlos Vital Tavares Corrêa Lima (CFM)
Jeancarlo Fernandes Cavalcante (CONFEMEL)
Otmar Kloiber (WMA)

15:00 – 15:30    POLÍTICAS DA ASSOCIAÇÃO MÉDICA MUNDIAL (WMA) SOBRE ASPECTOS RELATIVOS AO FIM DA VIDA (EUTANÁSIA, SUICÍDIO ASSISTIDO POR MÉDICO, CUIDADOS PALIATIVOS, DIREITOS DOS PACIENTES)
Presidente: Miguel Roberto Jorge (Brasil)
Conferencista: Otmar Kloiber (WMA)

15:30 – 16:00        ASPECTOS MORAIS E ÉTICOS DO FIM DA VIDA
Presidente: Jeancarlo Fernandes Cavalcante (CONFEMEL)
Conferencista: Dom Antônio Augusto Dias Duarte (Médico, Professor de Teologia Moral, Bioeticista e Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro)

16:00 – 16:30        INTERVALO

16:30 – 18:00    ASPECTOS JURÍDICOS E SOCIAIS RELATIVOS À ATENÇÃO MÉDICA AO FIM DA VIDA
Presidente: Alarico Rodriguez (Uruguai)
Conferencista: Min. Carlos Ayres Brito (Brasil)

DIA 18/03/2017 – Sábado

09:00-10:30HS   ASPECTOS ÉTICOS DA EUTANÁSIA E DO SUICÍDIO ASSISTIDO POR MÉDICOS
Presidente: Alexis Castilho (Costa Rica)
Conferencista: Juan Sendin (Espanha)

10:30 – 11:00        INTERVALO

11:00 – 12:30    LIMITES PARA O TRATAMENTO, DECISÕES SOBRE MEDICAR, ALIMENTAR E SEDAR. DIREITOS DO PACIENTE E OBJEÇÃO CONSCIENTE A MEDIDAS DE SUSTENTAÇÃO DA VIDA

Presidente:
Palestrante: Anibal Gil Gomes (Brasil)

12:30 – 14:00         ALMOÇO

14:00 – 15:30         GRUPOS DE DISCUSSÃO

15:30 – 16:00         INTERVALO

16:00 – 17:30         PLENÁRIA
Coordenação: Miguel Roberto Jorge e Jeancarlo Fernandes Cavalcante

17:30 – 18:00        ENCERRAMENTO
AMB, CFM, CONFEMEL, WMA