AMB APOIA AÇÃO PELA MANUTENÇÃO DO FARMÁCIA POPULAR.

Hoje, Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão, documento de repúdio às recentes medidas do Ministério da Saúde será protocolado em órgãos governamentais, agências reguladoras e no Congresso Nacional. Em São Paulo, a SBC promove ações de conscientização com aferição de Pressão Arterial no Terminal Metropolitano Jabaquara.

As Sociedades Brasileiras de Cardiologia (SBC), Hipertensão (SBH) e Nefrologia (SBN), com apoio da Associação Médica Brasileira (AMB), redigiram um documento, nesta segunda, dia 23, que será entregue hoje, dia 26, data Nacional de Prevenção e

Combate à Hipertensão, propondo a rejeição de algumas medidas da portaria 739/12 do Ministério da Saúde que, na prática, trilham para o fim do Aqui Tem Farmácia Popular e de outros programas de acesso à medicamentos.

O documento “Carta de São Paulo” será protocolado no Ministério da Saúde, Conselho Nacional de Saúde, Palácio do Planalto, Casa Civil, Anvisa, ANS e no Congresso Nacional. Os médicos pedem ao Governo Federal que rejeite iniciativas que “visam diminuir a disponibilização de medicamentos para as pessoas com hipertensão arterial”, “dificultem o acesso das pessoas com hipertensão arterial às Unidades Básicas de Saúde e aos diferentes níveis de complexidade do Sistema Único de Saúde, e o acesso à informação e às ações de prevenção de doenças e de suas graves complicações, bem como de promoção de Saúde”.

A “Carta de São Paulo”, como foi batizada o documento por ter sido redigida na capital paulista e onde nasceram esses programas sociais, lembra que hipertensão arterial atinge 32,5% de indivíduos adultos, cerca de 36 milhões de brasileiros, sendo que mais de 60% são idosos. A doença contribui direta ou indiretamente para 50% ou mais das mortes por doenças cardiovasculares e renais no país. Atualmente o Farmácia Popular oferece acesso contínuo aos medicamentos para controle da hipertensão arterial para 14,4 milhões de pessoas.

O documento ainda cita referências do próprio Ministério da Saúde que editou a portaria 739/12 e que, em 2008, na publicação “Saúde Brasil” afirmava com muita clareza, que as reduções na mortalidade por doenças cardiovasculares no país, eram decorrentes do controle de diversos fatores de risco, entre eles, o melhor controle da hipertensão arterial.

“As sociedades signatárias conclamam as autoridades governamentais a rever as ações previstas na portaria 739/12 publicada no Diário Oficial da União, em 27/03/2018, que altera a portaria de Consolidação no 5 GM/MS de 28/09/2017, pois ameaçam a universalidade, a integralidade e a equidade de acesso ao tratamento dos indivíduos hipertensos. Nossas entidades e os cidadãos que as compõem se colocam, portanto, na defesa inconteste da manutenção dos Programas de distribuição de medicamentos para hipertensão e diabetes, sejam aqueles subsidiados nas redes de farmácias privadas ou gratuitos da “Assistência Farmacêutica Básica” nas Unidades Básicas de Saúde”, conclui o documento dos médicos.

SERVIÇO

Data: 26 de abril de 2018

Horário: das 8h às 14h

Local: Terminal Metropolitano Jabaquara – Plataforma A (EMTU)

Endereço: Rua Nelson Fernandes, s/n

Atividades: Teste de aferição de pressão arterial (haverá 1.000 testes disponíveis com distribuição de senhas). Atendimento gratuito. Não é necessária inscrição.

“INVESTIGAÇÃO E DIAGNÓSTICO PRECOCES DAS IMUNODEFICIÊNCIAS PRIMÁRIAS” É O TEMA DA SEMANA MUNDIAL DE IDP

Entre 70% a 90% dos pacientes ainda não estão diagnosticados

#semanamundialdeIDP2018

Entre os dias 22 e 29 de abril acontece a Semana Mundial das Imunodeficiências Primárias, organizada pela Immune Deficiency Foundation (IDF) e que traz como tema central este ano “Meu Futuro Começa com Investigação e Diagnóstico Precoces das IDPs”.

As imunodeficiências primárias (IDPs) ocorrem em pessoas nascidas com o sistema imunológico deficiente em algum setor e manifestam-se por meio de infecções comuns como otites, pneumonia, sinusites, entre outras. São mais de 300 doenças diferentes e, por isso, a prevalência varia muito.

“As mais comuns são aquelas em que há defeitos na produção de anticorpos. Assim, o fundamental para o tratamento dessas doenças é garantir aos pacientes o acesso à reposição de imunoglobulina por via venosa ou subcutânea regularmente”, explica o Coordenador do Departamento Científico de Imunodeficiências da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), Dr. Antonio Condino. Atualmente, cerca de 70% a 90% dos pacientes ainda não estão diagnosticados.

Suspeita-se do diagnóstico das IDPs sempre que há processos infecciosos graves ou difíceis de tratar e/ou muito frequentes e/ou por agentes infecciosos não comuns. Febre, sinais de inflamação sem infecções ou doenças autoimunes em crianças pequenas também são sinais de alerta.

O tratamento das IDPs envolve diferentes recursos terapêuticos dentre os quais a reposição de imunoglobulina humana e outros imunobiológicos, o uso de antibióticos preventivos e o transplante de células hematopoiéticas (medula óssea ou cordão umbilical).

 Os 10 Sinais de Alerta para Imunodeficiências Primárias em Adultos

  • Duas ou mais novas otites por ano;
  • Duas ou mais novas sinusites no período de um ano, na ausência de alergia;
  • Uma pneumonia por ano;
  • Diarreia crônica com perda de peso;
  • Infecções virais de repetição (resfriados, herpes, verrugas);
  • Uso de antibiótico intravenoso de repetição para tratar infecção;
  • Abcessos profundos de repetição na pele ou órgãos internos;
  • Monilíase persistente ou infecção fungica na pele ou qualquer lugar,
  • Infecção por micobactéria da tuberculose ou atípica,
  • História familiar positiva de imunodeficiência.

Os 10 Sinais de Alerta para Imunodeficiências Primárias em Crianças

  • Duas ou mais pneumonias no ano;
  • Quatro ou mais otites no último ano;
  • Estomatites de repetição ou monilíase por mais de dois meses;
  • Abcessos de repetição ou ectima;
  • Um episódio de infecção sistêmica grave (meningite, osteoartrite, septicemia);
  • Infecções intestinais de repetição/diarreia crônica;
  • Asma grave, doença do colágeno ou doença autoimune;
  • Efeito adverso ao BCG e/ou infecção por micobactéria
  • Fenótipo clínico sugestivo de síndrome associada à imunodeficiência,
  • História familiar positiva de imunodeficiência.

 

 

DERMATITE ATÓPICA É O TEMA DA SEMANA MUNDIAL DE ALERGIA

Doença é hereditária e está associada à rinite e asma

#semanamundialdealergia2018

“Dermatite Atópica: Uma Coceira que Causa Erupções na Pele” é o tema deste ano para a Semana Mundial de Alergia, entre os dias 22 e 28 de abril, organizada pela World Allergy Organization (WAO).

A DA (dermatite atópica) tem origem genética e é considerada crônica, caracterizada por pele seca, que coça bastante, deixando a pele vermelha e muitas vezes formando feridas, devido à essa coçadura intensa. A DA se caracteriza por um processo inflamatório da pele com períodos de melhora alternando com períodos de piora, com intervalos que vão de meses ou anos entre uma crise e outra, mas quando mais grave pode manter coceira e feridas continuamente. É mais comum na infância, com início após os três meses de idade.

No bebê as lesões predominam na face (bochechas), pescoço, couro cabeludo e ocasionalmente no resto do corpo. Em crianças maiores, adolescentes e adultos a DA atinge as dobras dos braços e pernas, face (em pálpebras) e pescoço

“A pele atópica tem menor produção de gorduras naturais, por isso, é mais seca, áspera, provocando coceira e facilitando a infecção por bactérias e fungos. Apesar do aspecto, não é uma doença contagiosa, mas está associada com rinite e asma, conhecidas como doenças alérgicas, explica a Dra. Márcia Carvalho Mallozi, Coordenadora do Departamento Científico de Dermatite Atópica da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI).

Além do fator hereditário, a DA pode ser desencadeada também por alimentos e aeroalérgenos tais como ácaros, e outros agentes perfumes, suor. Aspectos emocionais podem agravar a DA.

Tratamento: O objetivo é o controle da doença com o alívio dos sintomas, o tratamento da DA engloba a melhora e controle permanente das condições da pele para evitar as crises.  A necessidade de medicamentos varia para cada pessoa, seja criança ou adulto, de acordo com o tipo e intensidade das lesões na pele.

Recomenda-se um banho por dia (não mais), rápido e com água morna. Hidratante e sabonete orientados pelo médico são outras indicações. A imunoterapia, também conhecida como vacina de alergia, está indicada em alguns casos, a critério do médico especialista em Alergia. Além disso, é essencial tratar as doenças associadas.

A Dra. Márcia apresenta algumas dicas que podem auxiliar o tratamento e controle da DA. São elas:

– Manter a hidratação da pele contínua mesmo que esteja bem, no período fora de crise.

– Não tomar remédios por conta própria e não passar produtos na pele, sem orientação médica.

– Usar roupas leves. Evitar roupas apertadas e de cor escura no verão. Preferir tecidos de algodão e malhas. Evitar tecidos sintéticos, lycra ou jeans.

– Banhos de sol devem ser, de preferência, nas primeiras horas da manhã ou ao entardecer. Ao sair da piscina ou praia, tirar a roupa molhada e tomar um banho rápido, com aplicação de creme hidratante em seguida. Usar protetor solar sempre que se expuser ao sol.

AMB APOIA MOBILIZAÇÃO PELA MANUTENÇÃO DO FARMÁCIA POPULAR

Dr. Antonio Carlos Chagas, Diretor Científico da AMB (Associação Médica Brasileira), reitera o apoio da Associação à Sociedade Brasileira de Cardiologia, Hipertensão e de Nefrologia na mobilização pela manutenção do Farmácia Popular, programa que fornece medicamentos gratuitos ou com descontos de até 90% para pacientes com doenças crônicas, como hipertensão e diabetes.

Uma portaria (739/12) do Ministério da Saúde publicada para o programa no mês passado reduz recursos para o programa. No dia 23 de abril as sociedades médicas irão redigir um documento que será entregue aos órgãos governamentais, agências reguladoras e parlamentares.

CARDIOLOGISTAS SE MOBILIZAM PELA MANUTENÇÃO DO FARMÁCIA POPULAR

No dia 23/04 sociedades médicas irão redigir um documento a ser entregue aos órgãos governamentais, agências reguladoras e parlamentares

A Sociedade Brasileira de Cardiologia – SBC – vê com indignação iniciativas do Governo Federal que trilham para o fim do programa Farmácia Popular. Uma Portaria (739/12) do Ministério da Saúde, publicada no Diário Oficial no final do mês passado, reduz na prática recursos para o programa, que são essenciais para fornecer medicamentos gratuitos ou com descontos de até 90% para pacientes com doenças crônicas, como hipertensão e diabetes por exemplo. Atualmente as doenças cardiovasculares são a principal causa de mortes no Brasil e somente nos primeiros meses do ano já provocaram a morte de 100 mil pessoas, conforme dados estimados do Cardiômetro da SBC.

O presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia, Oscar Dutra, designou o também cardiologista Carlos Alberto Machado para representar a SBC e organizar uma mobilização para pressionar o Governo Federal a não abandonar o Farmácia Popular, que atende 20 milhões de brasileiros. “O Programa é muito importante e uma antiga reivindicação da entidade, que unida com outras sociedades médicas, trouxe essa grande conquista para o país”, lembra Oscar Dutra.

Carlos Alberto Machado, que foi um dos protagonistas desse trabalho no passado, já entrou em contato com as Sociedades Brasileiras de Hipertensão e Nefrologia para, no dia 23 de abril, redigir um documento conjunto de repúdio à Portaria. O ofício será entregue no Ministério da Saúde, Palácio do Planalto, Agências reguladoras – Anvisa e ANS, Conselho Nacional de Saúde, deputados federais e senadores. “Pretendemos entregar o documento em 26 de abril, Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão, uma data histórica na luta por melhores condições de saúde e enfrentamento das doenças crônicas”, adianta Machado.

Segundo o cardiologista, vários médicos por todo o Brasil já estão reportando desabastecimento de medicamentos para hipertensão, diabetes e outros.

Criado na década de 90, o Programa de Assistência Farmacêutica para Hipertensão e Diabetes previa investimentos tripartite – do Ministério da Saúde, de Estados e de Municípios – e foi ampliado, em 2004, com o Farmácia Popular. O Programa oferece gratuitamente medicamentos para diabetes e hipertensão e subsidia outros remédios de uso contínuo ou abaixo do custo, em rede própria ou farmácias conveniadas. Em 2017, a rede própria deixou de ser financiada pelo Governo Federal, que manteve apenas a parceria com as farmácias privadas, com uma variedade menor de medicamentos. Atualmente 28 mil farmácias particulares participam do Programa, em 5.600 municípios brasileiros.

No último dia 12 de abril, o Conselho Nacional de Saúde aprovou, por unanimidade, que o Governo Federal prorrogue por 30 dias a Portaria do Ministério da Saúde que reduz o valor pago para as farmácias credenciadas ao Programa. “É uma corrida contra o tempo e precisamos ir além. O Ministério da Saúde tem que rever essa medida urgentemente. O Farmácia Popular não pode acabar. Ele é determinante para reduzir o número de mortes e internações por doenças cardiovasculares, entre outras patologias”, defende o representante da Sociedade Brasileira de Cardiologia, Carlos Alberto Machado.

SEMANA NACIONAL DA VOZ ALERTA PARA SINTOMAS QUE NECESSITAM DE DIAGNÓSTICO DE UM ESPECIALISTA

SEMANA NACIONAL DA VOZ ALERTA PARA SINTOMAS QUE NECESSITAM DE DIAGNÓSTICO DE UM ESPECIALISTA


Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF), Academia Brasileira de Laringologia e Voz (ABLV) e Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP) realizam mutirão de atendimento durante a semana do Dia Mundial da Voz, comemorado em 16 de abril.

A campanha, com o slogan “Afine a sua Saúde. Cuide da sua voz”, tem a participação de médicos otorrinolaringologistas e cirurgiões de cabeça e pescoço que atenderão pacientes em postos voluntários, avaliando e orientando na 20ª Campanha Nacional da Voz, durante a semana do Dia Mundial da Voz (16).

Será realizado um mutirão de laringoscopias para avaliações e triagem em diversas cidades do país, com encaminhamento para o tratamento adequado do paciente.

O mutirão tem como objetivo prevenir, diagnosticar e corrigir moléstias e imperfeições, aspectos médicos essenciais, atuando para informar e evitar sofrimentos e sequelas à população.

Foi criado para a Campanha o site http://semanadavoz.com.br/ , onde médicos e pacientes se informam e consultam a lista de postos de atendimento voluntário.

Artistas como Ney Matogrosso participam alertando a população para a necessidade de consultar um médico especialista ao perceber qualquer problema em sua voz.

Confira o vídeo do cantor e compositor Ney Matogrosso para a Semana da Voz:

http://www.ablv.com.br/secao_detalhes.asp?s=49&id=461

RESPEITO À SAÚDE DO TRABALHADOR

 

Especialistas em Medicina do Trabalho se reuniram para debater sobre o que pode avançar e o que deve ser preservado na Resolução CFM Nº1488/1988. A resolução vem normatizando as relações entre médicos e trabalhadores há 20 anos.

A iniciativa foi da Associação Nacional de Medicina do Trabalho (ANAMT), sociedade de especialidade filiada à AMB, que organizou o evento Resolução CFM Nº1488/1998: 20 anos depois, o que deve avançar e o que deve ser preservado? O evento foi realizado nesta quarta-feira, dia 21 de março, em parceria com o Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp).

O presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), Dr. Lincoln Lopes Ferreira, participou do evento e ressaltou a importância do debate. “É uma iniciativa muito importante. Precisamos entender melhor o que mudou nesses 20 anos e o que pode ser melhorado efetivamente. Durante este período, a realidade do trabalho no Brasil passou por diversas mudanças, como novas tecnologias, legislações e a própria evolução da Sociedade. Mas independente da modernidade, é fundamental preservar a autonomia do médico do trabalho e respeitar o sigilo das informações dos pacientes atendidos, que só devem ser utilizadas para promoção da saúde do trabalhador”.

A presidente da ANAMT, Márcia Bandini, ressaltou o apoio da AMB no evento. “Ao completar 20 anos de existência, a Resolução CFM nº1488/1998 está em revisão e, por isso, a ANAMT em parceria com o Cremesp promoveu este debate. Uma resolução para médicos que atendem trabalhadores e de interesse para todos os médicos. Por isso, contar com a participação da AMB é fundamental. O Dr. Lincoln trouxe uma grande contribuição para o evento, mostrando mais uma vez o apoio que a AMB dá à medicina do trabalho”.

A Resolução CFM nº1488/1998, estabelecida com base na Resolução nº 76/1996 do Cremesp, normatiza questões importantes na prática profissional dos médicos que prestam assistência ao trabalhador, como considerações para estabelecimento de nexo causal, órgãos e entidades a serem informadas sobre as condições ambientais de trabalho e responsabilidade dos médicos e empregadores em relação à saúde dos funcionários.

AMB QUER EXAME NACIONAL DE PROFICIÊNCIA EM MEDICINA

 

Para a Associação Médica Brasileira, os estudantes de medicina ou mesmo os médicos recém-formados, diplomados pelas universidades, só podem ter licença para atuar (registro profissional no CFM) depois que forem aprovados pelo Exame Nacional de Proficiência em Medicina. “Precisamos de um filtro minimamente razoável e seguro para evitar que profissionais malformados entrem no sistema de saúde. Isso é condição fundamental para garantirmos um atendimento de qualidade à população”, alertou Lincoln Ferreira, presidente da AMB, durante a reunião do Conselho Deliberativo da entidade, ocorrida nesta sexta-feira, 15, em Natal/RN. O encaminhamento do tema nesta direção foi aprovado em votação por unanimidade pelo Deliberativo.

A entidade há muito vem se posicionando sobre a necessidade de uma avaliação que realmente preserve o cidadão do risco que é ser atendido por um médico malformado. As escolas médicas precisam ser avaliadas e os alunos também. E quem não está preparado não pode exercer a medicina. “Não podemos permitir que a população seja enganada. Se sabemos que os médicos estão sendo formados sem as condições necessárias para atender a população, por que motivo devemos deixar que atuem? ”, questiona Lincoln.

“Médico bem formado custa caro. Mas médico malformado custa mais caro ainda. Ele é um risco para a saúde pública, pois está muito mais suscetível a erros e porque sobrecarrega o sistema: diagnósticos mal feitos geram exames desnecessários, medicação inadequada e aumento de internações. Já temos um sistema de saúde subfinanciado, que acaba ainda sendo sacrificado por conta deste quadro que só vem aumentando. E, infelizmente, todas as ações do governo são na direção contrária à solução necessária”, argumenta o presidente da AMB.

91% DOS BRASILEIROS APOIAM CRIAÇÃO DE EXAME – Segundo o Datafolha, é quase total o apoio da população à exigência de um exame para garantir a qualidade da formação dos médicos ao ingressarem no mercado de trabalho. Foram ouvidas 4.060 pessoas acima de 16 anos na pesquisa. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos; 35% dos entrevistados disseram que a qualificação dos médicos brasileiros piorou nos últimos anos.

Há grande convergência de opinião em torno do tema. Quase todas entidades médicas são a favor de exame semelhante ao proposto pela AMB. Há quem discorde do formato. Mas é quase unânime a concordância de que deve haver um “exame da ordem”, para os egressos dos cursos de medicina, como ocorre com os advogados há muito tempo. Os conselhos de medicina precisam da prerrogativa de não registrar o profissional que não tiver sido aprovado pelo Exame Nacional de Proficiência em Medicina. Hoje não há esta prerrogativa, e mesmo os médicos que tiveram performance insuficiente nos exames, ou nem participaram destes, podem receber o registro profissional.

“Diante deste quadro, é praticamente inconcebível não avançarmos para resolver a situação. A quem interessa que a coisas sigam desta forma, em clara afronta aos interesses da saúde da população? Se todos querem e as divergências são pontuais, não há razões para que isso não seja implementado. Esta será uma das principais bandeiras da Associação Médica Brasileira em 2018”, anunciou Lincoln.

MODELO DE EXAME NACIONAL DE PROFICIÊNCIA EM MEDICINA – Para a AMB, é fundamental que o exame seja nacional e obrigatório. Além disso, o aluno não pode ser avaliado somente depois de concluído o curso. São necessárias avaliações seriadas, como é feito em diversos países, ao final do segundo, do quarto e do sexto ano. Isso permite que o estudante identifique seus pontos fracos e, junto com a escola, possa atuar para correção destas fragilidades. Desta forma, as próprias escolas podem avaliar e corrigir os problemas identificados nas avaliações. “O Exame Nacional de Proficiência em Medicina terá grande impacto na qualificação do estudante de medicina e garantirá maior qualidade no atendimento da população. E também será importante para avaliação das escolas médicas, principalmente das que foram abertas sem as condições necessárias para formação de bons profissionais”, explica Lincoln.

DIPLOMAS ESTRANGEIROS – A proposta da AMB é de que brasileiros ou estrangeiros formados em medicina fora do país também passem pelo mesmo Exame de Proficiência em Medicina. E só depois de aprovados poderão receber o registro profissional que autoriza para atuar como médico no território nacional. O exame só poderá ser feito depois de o médico ter passado pelo Revalida, processo do Ministério da Educação que avalia a adequação do curso feito no exterior aos parâmetros brasileiros.

NÍVEL BAIXO – Diversos exames semelhantes têm sido realizados por entidades médicas brasileiras, mas de forma isolada, como o Exame do Cremesp e do Cremers. Os resultados são alarmantes. E deixam claro que há em curso um verdadeiro descaso com a qualidade do ensino médico no Brasil. “Precisamos de um exame nacional, construído de forma que se possa avaliar realmente e de forma assertiva o nível do ensino médico que está sendo dado aos alunos e a qualidade dos profissionais que estão sendo formados”, afirma Lincoln.
O último exame do Cremesp, divulgado em fevereiro, revela de forma clara o total despreparo de um contingente grande de médicos formados:
• 81% não souberam interpretar uma mamografia
• 78% erraram o diagnóstico de diabetes
• 75% não identificaram tratamento para hemorragia digestiva alta

PROJETO DE LEI – Para viabilizar essas mudanças, principalmente com a segurança jurídica necessária, a Associação Médica Brasileira levará, em breve, ao Governo Federal e ao Congresso uma proposta de Projeto de Lei.

 

NESTE DIA 8 DE MARÇO, A SOCIEDADE BRASILEIRA DE CARDIOLOGIA RESSALTA A IMPORTÂNCIA DA PREVENÇÃO CARDIOVASCULAR ENTRE AS MULHERES

Segundo dados do Cardiômetro da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) (www.cardiometro.com.br), as doenças cardiovasculares são líderes de mortes no Brasil e vem aumentando entre as mulheres, representando 29% dos óbitos e, nos primeiros meses do ano, foram responsáveis por mais de 60 mil mortes.

Em diversos estados, as mulheres serão estimuladas a usarem roupas vermelhas no Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março. As doenças do coração matam duas vezes mais que todos os tipos de câncer, incluindo o de mama, 2,5 vezes mais que os acidentes e mortes decorrentes por violência e 6 vezes mais que as infecções, incluídas as mortes por Aids.

Pela primeira vez, o número de mulheres que morreram em consequência de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) ultrapassou o número de homens que perderam a vida pela mesma doença: Foram 50.252 mortes de mulheres contra 50.251 óbitos masculinos, levantados em 2015, apesar de estatisticamente ser considerado 50%, a curva do gráfico é o que é relevante na análise.

Nos últimos anos (de 2010 a 2015), as mortes por AVC em homens têm seguido uma tendência de queda, enquanto nas mulheres, verificou-se uma elevação quase constante.

Segundo a presidente do Departamento de Cardiologia da Mulher da SBC, Marildes Luiza Castro, “A mulher tem duplas e até triplas jornadas, ao se dividir entre o trabalho, cuidado com os filhos e afazeres domésticos. Isso eleva o estresse, associado, muitas vezes, à falta de atividade física, má alimentação. Em algumas situações ainda há o tabagismo”.

Em relação aos infartos, as mulheres estão morrendo mais também: Há sessenta anos de cada 10 mortes, nove eram homens e apenas uma mulher. No último ano de dados disponíveis (2015) morreram 65.224 homens e 46.625 mulheres por infarto.

Para a presidente do Departamento de Cardiologia da Mulher, é preciso ficar atento aos sintomas do infarto nas mulheres que são, em muitos casos, diferentes da clássica dor no peito relatada por homens, como náuseas, vômitos, dor nas costas e no pescoço, falta de ar e indigestão.

Algumas hipóteses para essa diferenciação nos sintomas são as características biológicas, como variação hormonal; a negação ou subestimação do problema, o que dificultaria o diagnóstico e causaria atraso no tratamento; uma maior resistência à dor e fatores físicos e psicológicos, entre outros.

Para saber mais sobre o Cardiômetro da SBC, acesse:

http://www.cardiometro.com.br/

NO DIA MUNDIAL DO RIM, SOCIEDADE BRASILEIRA DE NEFROLOGIA FAZ CAMPANHA VOLTADA A DOENÇA RENAL DA MULHER

 

O dia Mundial do Rim é comemorado, desde 2006, na segunda quinta-feira do mês de março e em 2018 coincide com o Dia Internacional da Mulher.

Pensando nisso, com o tema “Saúde da Mulher – Cuide dos seus rins”, a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) lança campanha voltada à saúde das mulheres.

A Campanha abordará os fatores de risco para a Doença Renal Crônica (DRC), em eventos que acontecerão por todo o Brasil, além da iluminação de pontos turísticos de diversas partes do país, como o Obelisco do Ibirapuera, para chamar a atenção para o risco da DRC.

Estimulando o cuidado com a saúde dos rins femininos, a SBN também programa a tradicional pedalada noturna de 20 km em São Paulo no dia 08 de março, onde todas as inscritas receberão uma camisa de ciclista comemorativa do evento. Informações sobre o evento e inscrições no site: http://sampabikers.com.br/passeio/sampa-bikers-mulher/ .

O craque brasileiro, Neymar, também vestiu a camisa da campanha “Saúde da Mulher – Cuide dos seus rins”.

Para saber mais sobre as atividades programadas para o Dia Mundial do Rim, acesse:

https://sbn.org.br/dia-mundial-do-rim/ano-2018/#fndtn-sobre