Sociedade Brasileira de Infectologia

SBI divulga nota oficial sobre Vírus Ebola

Apesar de considerada improvável a introdução do vírus no país, a detecção do primeiro caso suspeito da doença, no último dia 9, deixou as autoridades de saúde e os médicos em alerta. Procedente da Guiné, o individuo estava em Cascavel, Paraná, quando os sintomas surgiram. Foi a oportunidade de testar os planos de contingência elaborados, comprovando sua necessidade e importância no cenário atual, assim como a possibilidade do Ebola chegar ao Brasil.

“É evidente que o Ebola se tornou uma ameaça global, uma Emergência Internacional em Saúde Pública segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Ainda que endêmica em países africanos, o que diferencia a magnitude deste surto, entre outras coisas, são número de vítimas significativamente maior, envolvimento de 3 países simultâneos e a globalização que permite  que doenças emergentes se dissipem pelo mundo”, comenta Rodrigo Angerami, coordenador do Comitê Científico de Doenças Emergentes/reemergentes/negligenciadas da SBI.

Com intensa transmissão e elevada incidência nos países afetados – Libéria, Serra Leoa e Guiné –, o vírus mantém sua letalidade. Dados da OMS, até 17 de outubro, mostram 9.191 os casos de doença, com 4.596 mortes.

Para a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), é mandatória a existência de planos de contingência bem estruturados e atualizados, amplamente divulgados e de fácil aplicação em serviços de saúde, públicos e privados, de todo o território nacional.

“A SBI possui um contingente de infectologistas que representam um papel fundamental no âmbito da saúde pública, como avaliador de casos suspeitos, agente divulgador de informações técnicas e científicas e como consultores junto aos órgãos de Governo, na elaboração de documentos e planos norteadores das ações de vigilância, assistência, prevenção e controle de infecção pelo vírus Ebola”, destaca dr. Rodrigo.

Além disso, o especialista tem forte atuação na adoção de medidas preventivas para evitar a transmissão da infecção em serviços de saúde – com especial preocupação à vulnerabilidade nesta situação, com 416 de profissionais infectados; destes, 233 com evolução fatal.

Confira a nota na íntegra em www.infectologia.org.br/pdf/nota_sobre_ebola.pdf. Acompanhe também o vídeo com orientações sobre o uso de EPI (transportes) em www.alscience.com.br

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