COMISSÃO DE COMBATE AO TABAGISMO DEFINE ESTRATÉGIAS DE ENFRENTAMENTO AO CIGARRO ELETRÔNICO

A busca por ações de enfrentamento ao consumo de tabaco é constante na AMB. A Comissão de Combate ao Tabagismo da entidade se reuniu nesta terça-feira (6) com o objetivo de desenvolver estratégias para frear o avanço no Brasil de dispositivos eletrônicos para fumar, entre eles, os cigarros eletrônicos e vaporizadores.

O movimento pela liberação desses produtos no país, proibidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), acende o alerta dos especialistas e cria a necessidade de um debate periódico e bem embasado, que chame a atenção para as consequências catastróficas que a medida poderia causar para a bem-sucedida política de controle do tabaco do Brasil.

“Nosso trabalho é desenvolver estratégias para alcançarmos um mundo livre de tabaco, não somente de fumaça. Os dispositivos eletrônicos representam um alto risco, especialmente para crianças, adolescentes e adultos jovens. A maioria dos cigarros eletrônicos contêm nicotina, que é altamente viciante. Além disso, jovens que usam e-cigarros têm maior chance de se tornarem fumantes de cigarros tradicionais quando adultos”, ressalta Alberto Araújo, presidente da Comissão de Combate ao Tabagismo da AMB.

A reunião da comissão, que teve a participação do presidente da AMB, Lincoln Ferreira, contou com a presença de representantes da ACT, entidade que trabalha com políticas públicas de controle do tabagismo e outras frentes de promoção da saúde, como combate ao consumo excessivo de álcool e incentivo à alimentação saudável e atividade física. Os participantes discutiram propostas de ações conjuntas para alertar sobre os riscos dos novos produtos da indústria tabagista.

O encontro também abriu espaço para as discussões sobre a argumentação que a AMB vai apresentar durante a audiência pública que a Anvisa vai realizar nesta quinta-feira (8), com o objetivo de reunir dados atualizados sobre o uso de dispositivos eletrônicos para fumar.

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