ENTREVISTA COM RODRIGO E NEYLOR LASMAR

Pai e filho, um mesmo destino

 

Dr. Rodrigo, seu pai nos contou do orgulho e da alegria de te ver como médico da seleção. Gostaríamos que nos contasse sobre a influência do seu pai na sua carreira e no seu trabalho. Vemos que além de tudo vocês são colegas de profissão.

Dr. Rodrigo: a influência foi desde sempre. Minhas primeiras recordações de criança são visitando o Atlético Mineiro, a Vila Olímpica. Quando eu era novo, 7-8 anos, ele ia para o clube e eu ficava no departamento médico. Eu ficava vendo o jogador Reinaldo se recuperando, eu via depois o que virou uma fisioterapia, nem existia fisioterapia no futebol ainda. No Atlético tinha um enfermeiro que fazia a compressa de água quente, fazia lá o forno, aquelas coisas que hoje em dia nem existem mais. Então aquilo foi uma coisa que eu comecei a ver desde sempre. A primeira coisa que eu lembro é essa situação do Atlético, depois, um menino de 14 anos de idade poder ficar dentro da concentração da seleção, almoçando com os jogadores, participando do treino, no dia a dia ficava lá bisbilhotando, via o Zico tentando se recuperar de uma lesão, o tempo todo fazendo musculação.

Isso vai despertando a curiosidade o interesse, e você começa a ter aquilo como uma coisa rotineira, então isso me moldou desde quando me lembro pequeno com essas recordações do que era a medicina, o atendimento e os cuidados com o cliente, com o atleta. A gente saia do clube e ele voltando para a casa dizia “tenho que ir para o hospital, tenho que atender um paciente”, ia para o São Lucas, Santa Casa ver o paciente na sala de ortopedia e eu acompanhava.

Então, não foi por falta de aviso, saber que a profissão é difícil?

Dr. Rodrigo: Mesmo assim foi uma coisa natural. Então a história dele na profissão, foi fundamental na minha decisão por fazer medicina, depois ortopedia e depois medicina esportiva foi uma coisa natural e desde sempre existiu. E a aquela coisa de ter um pai-médico da seleção brasileira, que tratava do Zico, eu tinha os olhinhos pequeninhos e ficava deslumbrado na toca da raposa, e eu falava para os amigos da escola “eu vou levar você dentro da concentração”, e eu levava, para mim era o máximo.

Quando foi a sua primeira convocação?

Dr. Rodrigo: A seleção e uma coisa que tem que acontecer como uma consequência, natural. Eu não comecei médico e já queria ser médico da seleção, claro que eu quando pequeno o admirava (pai), era o máximo, mas isso e uma coisa…. Foi em 2001, o Leão assumiu o time da seleção e me convidou para fazer parte da comissão médica. E o Dr. Runco que era responsável pela equipe médica falou:  “seria muito bacana o Rodrigo trabalhar conosco”. Eu entrei substituindo o Joaquim Grava na mudança, quando saiu o Vanderlei Luxemburgo. Só que logo em seguida o Leão saiu e entrou o Felipão e eu nunca tinha trabalhado com ele, não o conhecia. O Felipão conversou com algumas pessoas que tinham trabalhado comigo no Atlético e teve boas informações e impressões e quis continuar com o que já vinha sendo feito. Eu fui para a Copa América em 2001 e ele gostou do trabalho que vínhamos fazendo e fui para Copa do Mundo de 2002.

E como foi para o Sr. quando o seu filho foi convocado?

Dr. Neylor: O meu filho foi convocado muito pela pessoa que ele é. Ele é uma pessoa doce, que cativa as pessoas, ele e muito estudioso, se você conversar, qualquer coisa sobre ortopedia com ele, está sempre atualizado, bem informado. Gosta muito de informática, pesquisas. Ele foi pela pessoa que ele é, não por ser meu filho. O fato de ser meu filho talvez pudesse abrir a porta pelo sobrenome, mas depois se ele não fosse o profissional que é, não daria sequência. Ninguém fica enganando muito tempo a gente. E todos aqueles que tentaram ser esse tipo de personagem, caíram, não tem jeito. Você está em um grupo e se não tem um relacionamento com o grupo, se você não é um bom profissional você não permanece. E o jogador sabe discernir se o médico é bom ou não. Se o médico não for bem qualificado pelos colegas médicos, pela AMB, enfim, se ele não for bem aceito na sociedade médica ele sai, e sai rápido. Não perdura, então graças a ele mesmo ele está em sua posição atual.

E a sua convocação, como foi?

Dr. Neylor: Eu comecei sem ter abertura, foi um pouco mais difícil do que ele, eu capinei muito para chegar. Quando eu fui convocado para a seleção brasileira foi em 79, foi por um convite do Telê. O Telê era unanimidade nacional na época… ele era uma personalidade muito dura, com princípios de não abrir mão. Quando a CBF chamou ele para fazer a primeira reunião e disseram que ele deveria escolher a equipe e perguntaram quem ele queria para preparador físico, supervisor e não perguntaram quem ele queria para médico, e ele também não falou. Porque ele era assim e ele me telefonou e ele me pediu para não comentar com ninguém porque ele saberia qual seria a reação, pois quando fosse dito que seria um mineiro, eles achariam ruim. Eu entrei no lugar de um colega muito competente que estava na seleção há mais de 20 anos, eu fui o primeiro de fora do Rio a entrar para a Seleção. Quando fizeram a primeira reunião não disseram nada, mas depois ele me telefonou e disse “fica quieto, não me perguntaram e eu não falei”. Quando foram fazer a segunda reunião, perguntaram se estava tudo certo e ele disse “não, vocês esqueceram de me perguntar quem é o médico”, eles disseram, “não o médico e o mesmo que está aí a pedido do presidente”… então ele disse “não então vocês podem convidar outro técnico”… Ele tinha uma personalidade incrível, e aí começou a minha história. Depois eu fiquei 10 anos.

Dr. Neylor, você se formou aonde?

Dr. Neylor: aqui na Faculdade de Ciências Médicas, faculdade que eu acabei de ser diretor dela. Fui 4 anos diretor da faculdade. Me formei em 66. Fui para São Paulo, fiz minha residência na USP e depois voltei. A minha vida e o retrato da dele (filho). Ele se formou, eu fui professor dele, ele fez a residência na USP e eu também, então fui tudo a mesma coisa.

Vocês devem trocar informações e experiências sempre. Como funciona essa parceria pai e filho?

Dr. Neylor: Na Copa de 86, o Rodrigo tinha 14 anos e nós estávamos em Guadalajara em uma concentração, que se chamava bosque primavera. Era um lugar bonito com vários bangalôs e depois tinha um prédio onde ficavam os jogadores. Esses bangalôs foram divididos para a comissão técnica. Tinham dois quartos e o Telê falou: “se você quiser chamar o Rodrigo, eu vou chamar o Renê”, filho do treinador.  Ai o Renê foi e o Rodrigo foi. Ele viveu aquela copa do mundo aos 14 anos. O Rodrigo acompanhou aquele esforço do Zico. Isso influenciou muito na decisão dele de fazer medicina e depois de se especializar. Na realidade o Rodrigo vive hoje a minha vida do passado. Tudo o que acontece com ele, aconteceu comigo, tudo. Praticamente tudo. E não foi planejado não, isso foi acontecendo. Eu sou professor titular da faculdade de Medicina, da faculdade de ciências médicas. Ele foi meu aluno. Eu fui homenageado pela turma dele quando ele se formou. Eu me recordo, que na formatura dele, a turma me deu uma placa de homenagem e eu colei o grau dele. Ele veio como representante da turma me entregar a placa. Aí ele me deu a placa, e terminando, ele me deu uma caixa fechada e falou “isso aí depois você lê”. Era uma carta dele para mim. Essa carta foi uma das coisas mais emocionantes que eu já li, ela está aí atrás. A globo hoje até filmou ela. A carte era ele fazendo um resumo, era muito bonita. Foi uma carta emocionante que era para eu abrir em casa, mas eu estava muito curioso, na mesa de cima, de beca. Quando eu fui ler a carta, não aguentei e me emocionei.

Então o Rodrigo foi criado nesse meio. Esse meio na época eu já estava no Atlético. Então ele ia muito comigo, aos sábados, na Vila Olímpica, ver os jogadores, via o Reinaldo que na época era um ídolo, viu o Cerezo.  E depois tudo o que aconteceu na minha vida, se você for passar um filme da minha vida e fazer um paralelo dele, como é que isso pode acontecer? Isso é a mão de Deus. Eu não planejei que o Rodrigo fizesse isso, isso foi sendo nele uma vontade, sei lá, uma coisa natural. Pois nem todo filho que segue a carreira do pai, tem o mesmo resultado, nem todos.

IV CONGRESSO BRASILEIRO DE MEDICINA LEGAL E PERÍCIAS MÉDICAS

A Associação Brasileira de Medicina Legal e Perícias Médicas – ABMLPM, responsável pelo desenvolvimento e especialização dos peritos médicos, realizará o “IV Congresso Brasileiro de Medicina Legal e Perícias Médicas” de 14 a 17 de novembro de 2018, no Expo Center Norte, em São Paulo.
O tema escolhido para este ano: “EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL E FUNDAMENTOS CIENTÍFICOS”, englobará Perícias Previdenciária, Trabalhista, Cível, Criminal, Securitária, Administrativa e Militar, além de temas do Direito Médico, Toxicologia Forense, Antropologia Forense, Auditoria e Ensino da Medicina Legal e Perícias Médicas.
O evento reunirá médicos, residentes, acadêmicos, odontólogos e advogados, com o objetivo de contribuir para ampliar os conhecimentos técnicos e éticos da especialidade de Medicina Legal e Perícias Médicas e promover o aprimoramento, intercâmbio científico e o congraçamento entre médicos, acadêmicos, pesquisadores, professores e profissionais da área.
Além da programação científica do congresso, no primeiro dia do congresso, 14 de novembro, acontecerão CURSOS PRÉ-CONGRESSO paralelos abordando 4 temas relevantes, bem como espaço reservado para “Trabalhos Científicos” para compartilhamento de experiências práticas.
Para informações e inscrições acesse: www.congressoabmlpm.com.br

DOIS DIAS IMPORTANTES PARA A ONCOLOGIA BRASILEIRA

Em reunião da Comissão Nacional de Residência Médica, 19 e 20/9, foram aprovadas as matrizes de competências para as especialidades Oncologia Clínica e Cirurgia Oncológica.

A matriz de competências é que orienta a formação do especialista no Brasil nos programas de residência médica, definindo a quantidade de anos e os objetivos a serem alcançados a cada ano na residência, a quantidade de horas semanais, o percentual de prática, plantões, repouso e férias, dentre outros.

A AMB participa da Plenária da CNRM com um Conselheiro, que na reunião do dia 19/9 foi Diogo Leite Sampaio, vice-presidente da AMB. Lincoln Ferreira, presidente da AMB, também estava presente e após os resultados comentou: “A defesa da melhoria da qualidade de ensino médico, desde a graduação até a especialização, é uma de nossas principais bandeiras. Assim, congratulamos os resultados obtidos pela Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica e Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica, como importante passo que é para a formação dos especialistas”.

“É um momento muito importante para a Oncologia Brasileira, pois as duas matrizes foram aprovadas na mesma plenária, a partir das propostas das SBCO e SBOC, e reorientam a formação dos especialistas das áreas, para um melhor ensino aos residentes e qualificação dos futuros especialistas”, complementou Diogo Sampaio.

O JURAMENTO MÉDICO É O QUE NOS MOVE

Após o lamentável episódio da tentativa de assassinato do candidato às eleições para a presidência da República Jair Bolsonaro, circularam boatos sobre a hipotética participação de médicos em um complô, objetivando simular um atendimento que não teria ocorrido ou ainda para prestar informações agravando o que teria sido um ferimento leve. Tais boatos chegaram ao cúmulo de insinuar que a falta de confiança nos médicos responsáveis pelo atendimento teria ocasionado o deslocamento de médicos de outros centros para Juiz de Fora.

Indignas as acusações feitas por mentes que muitas vezes só têm isso para se ocupar — criar teorias da conspiração sem se preocupar com a verdade ou a quem estarão atingindo com tais mentiras.

Dessa forma, torna-se indispensável que a AMB se posicione publicamente para esclarecer que o paciente acima mencionado foi atendido pelos colegas de Juiz de Fora da forma mais adequada, segura e isenta de intercorrências, numa situação grave e delicada de ferimento.

Assim, repudiamos veementemente, por entendermos totalmente infundadas, as alegações de um possível uso da medicina para outros fins, que não o interesse e a segurança do paciente. Como também ratificamos aqui o nosso mais veemente repúdio à alegação de que médicos exerçam sua nobre atividade com base em preceitos ou orientações políticas.

As inverdades que têm sido maldosamente disseminadas sobre o exercício da medicina são despropositadas e nos ofendem a todos como classe. Escolhemos a profissão e, fiéis à nossa escolha, submetemo-nos a exaustivas horas de estudo desde a graduação, a especialização e a constante atualização, com o objetivo de zelar pela saúde das pessoas e salvar vidas, empregando para tanto todos os recursos que tivermos disponíveis, não permitindo que idade, doença ou incapacidade, credo, origem étnica, gênero, nacionalidade, filiação política, raça, orientação sexual, posição social ou qualquer outro fator se interponha entre o nosso sagrado dever e o nosso paciente. Este é o nosso juramento!

AUDIÊNCIA NO MEC

 

Reunião na tarde desta quarta-feira, 19/09, na sede do Ministério da Educação (MEC), para tratar de assuntos relativos à Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM) e entregar documento produzido e assinado na última reunião do Conselho Deliberativo sobre as possíveis soluções para as demandas das Sociedades de Especialidade e Federadas da AMB, no que tange às matrizes de competências dos programas de Residência Médica.

Além do Secretário Executivo do MEC, Henrique Sartori (ao centro da mesa) e do Ministro da Educação, Rossieli Soares, participaram da reunião, Diogo Leite Sampaio, vice-presidente da Associação Médica Brasileira (AMB) e o presidente da entidade Lincoln Ferreira (da esquerda para a direita). Representando o Conselho Federal de Medicina (CFM) estava o Secretário-geral, Henrique Batista e Silva e Francisco de Assis Romeiro e Pauline Josende representando a Associação Nacional dos Médicos Residentes (ANMR).

AMB RECEBE DELEGAÇÃO DE TAIWAN

 

 O presidente da AMB, Lincoln Ferreira, e o 1º Tesoureiro, Miguel Roberto Jorge, receberam na manhã desta terça-feira (18), na sede da entidade, representantes do governo de Taiwan.

Na Foto: Tsung-che Chang, Isabel Tse-yu, Lincoln Ferreira e Miguel Roberto Jorge

Tsung-che Chang, diretor superintendente do governo de Taiwan em São Paulo, e Isabel Tse-yu vieram agradecer o posicionamento da Associação Médica Brasileira na reunião da Associação Médica Mundial (WMA), favorável a manutenção do nome da entidade médica Taiwan Medical Association.

“A AMB entende que cada entidade membro da Associação Médica Mundial, que é uma entidade médica e não política, tem autonomia para utilizar o nome que lhe convém”, sentenciou o 1º tesoureiro, Miguel Roberto, sobre o assunto, que voltará à pauta no próximo encontro da Associação Médica Mundial, o próximo do mês, na Islândia.

 

Fotos: César Teixeira

ALERTA SBOT NO DIA DO MÉDICO ORTOPEDISTA

EXCESSO DE USO DE CELULAR AUMENTA PROBLEMAS ORTOPÉDICOS, ALERTA SBOT NO DIA DO MÉDICO ORTOPEDISTA

 81% dos adolescentes e 63% dos adultos no mundo exercitam-se menos que o recomendável

 A Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia – SBOT, que comemora dia 19 de setembro tanto seu aniversário – 83 anos, como o Dia do Médico Ortopedista, aproveita a data para alertar para um problema crescente, o número de pessoas com problemas

Clique na imagem e leia o folder com recomendações sobre o uso do celular

de coluna, principalmente das vértebras cervicais – que ficam no pescoço -, decorrente do uso do celular em postura inadequada.

O diretor de Campanhas Públicas da SBOT, Rodrigo Galinari, diz que embora ainda não haja um estudo científico sobre a frequência de problemas da coluna causados pelo uso do celular, os médicos têm registrado o aumento do número de pacientes com problemas tanto da coluna cervical como torácica. “O problema decorre do uso do celular para acessar a Internet com o aparelho à altura da cintura, o que leva o usuário a manter a cabeça curvada para baixo por muito tempo, o queixo junto ao peito, o que força a coluna”.

A recomendação é levantar o celular à altura dos olhos ou usar o celular pousado numa mesa, o que também alivia o problema. Como o celular já substitui em grande parte o computador e não é cômodo usá-lo com o braço levantado, a outra recomendação é que o usuário faça exercícios que diminuam o efeito da posição inadequada. “O exercício mais importante é o alongamento da musculatura da coluna cervical com movimentos de flexão, extensão e rotação lateral do pescoço”, explica o diretor.

A presidente da SBOT, Patrícia Fucs, lembra a propósito que a Organização Mundial da Saúde também alerta para a necessidade de fazer exercício, pois concluiu que o sedentarismo se tornou a quarta maior causa de morte no mundo, perdendo apenas para as doenças cardiovasculares, o câncer e a diabetes.

A OMS calcula que 81% dos adolescentes e 63% dos adultos no mundo exercitam-se menos que o recomendável, e o exercício habitual, como a caminhada reduzem em 21% os casos de câncer de mama e colon, 27% dos casos de diabetes e, no caso da Ortopedia, destaca Patricia Fucs, “30% dos problemas da coluna, especificamente dor nas costas e hérnia de disco”.

Folder – Dia do Ortopedista -baixe clicando aqui

SETEMBRO AMARELO – SALVANDO VIDAS

Dra Carmita Abdo, que além de compor a diretoria da AMB é presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, fala sobre a prevenção ao suicídio e sobre a campanha Setembro Amarelo, que começou a ser desenvolvida pela ABP em 2014.

O número de suicídios – 12 mil por ano no Brasil, mais de 1 milhão no mundo – alerta sobre a importância dessa conscientização.

5º CONGRESSO TODOS JUNTOS CONTRA O CÂNCER PROMOVE DEBATE SOBRE O FUTURO DA ONCOLOGIA NO BRASIL

Evento vai reunir mais de 3.500 pessoas, entre profissionais de saúde, gestores sociedades médicas e representantes de pacientes

O Congresso Todos Juntos Contra o Câncer chega à 5ª edição em 2018. Neste ano, o evento terá seis macrotemas envolvendo prevenção, tratamento, gestão, financiamento e inovação no âmbito da Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer. Os desafios da Oncologia no Brasil serão debatidos pelos mais de 3.500 congressistas líderes de Saúde reunidos em São Paulo, entre os dias 25 e 27 de setembro.

O primeiro dia de atividades terá uma programação de workshops. Nos dias 26 e 27, quatro salas simultâneas receberão 25 painéis de discussão abertas ao público geral, com temas relacionados a estudos clínicos, câncer infantil, notificação compulsória da doença, prevenção e humanização no tratamento, financiamento em saúde/valor preço do tratamento no Brasil.

Parte do Movimento Todos Juntos Contra o Câncer, o Congresso tem por objetivo levantar as principais dificuldades na Oncologia brasileira e, com o apoio de especialistas, propor as soluções necessárias aos órgãos responsáveis pela Saúde.

“Precisamos trabalhar em colaboração para discutir de que forma poderemos garantir o acesso rápido ao tratamento, para que todo paciente tenha um prognóstico mais positivo”, afirma Merula Steagall, presidente da Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia, líder do Movimento Todos Juntos Contra o Câncer. “Estamos na quinta edição do Congresso e podemos enumerar várias conquistas conjuntas. No entanto, ainda há muitos desafios para reverter o avanço da doença aqui no país”, completa.

O Observatório de Oncologia, plataforma de dados abertos do Movimento Todos Juntos Contra o Câncer divulgou, em abril, estudo que mostra que cerca de 10% das cidades brasileiras já possuem o câncer como principal causa de morte. Dos 516 municípios onde os tumores matam mais, 78% ficam no Sul e Sudeste, ao passo que, das 5.570 cidades brasileiras, apenas 51% ficam nessa mesma região.

Todos Juntos Contra o Câncer

O 5º Congresso Todos Juntos Contra o Câncer é parte do Movimento Todos Juntos Contra o Câncer, idealizado pela Abrale (Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia), em parceria com mais de 120 entidades de apoio ao paciente, e objetiva influenciar as políticas na área de Oncologia e acelerar a promoção da saúde. As informações completas e as inscrições para o evento estão disponíveis em http://congresso.tjcc.com.br

 

5º Congresso Todos Juntos Contra o Câncer

Datas: de 25 a 27 de setembro de 2018

Workshops:

Dia 25/09

Painés de debate:

Dia 26/09 – das 8h às 19h

Dia 27/09 – das 8h às 18h

Local: WTC Events Center – Av. das Nações Unidas, 12551 – Brooklin – São Paulo – SP