AMB, CMBA E CFM ACOMPANHAM DEFESA DA ACUPUNTURA NA CÂMARA

O deputado Hiran Golçalves conquistou o adiamento da votação do relatório final da Comissão de Constituição e Justiça, sobre a regulamentação da acupuntura no país. Na comissão 4 relatórios aceitam a prática por não médicos.

A sessão foi acompanhada por Lincoln Ferreira, presidente da Associação Médica Brasileira, Fernando Genschow, presidente do Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura e Napoleão Puentes, assessor parlamentar da AMB e CFM.

“Somos contra a prática de acupuntura por profissionais que não tem formação em Medicina. Esse será o meu relatório que defenderei na Comissão de Constituição e Justiça. Junto com o Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura e a Associação Médica Brasileira, vamos convencer os demais membros do colegiado do perigo desse projeto para saúde da população” comenta o deputado Hiran.

LINCOLN PARTICIPA DE REUNIÃO NA AMPE

O presidente da AMB, Lincoln Lopes Ferreira, visitou a Associação Médica de Pernambuco (AMPE), uma das entidades médicas mais antigas do Brasil, com 177 anos de existência.
O objetivo foi o de participar de reunião de Diretoria da federada, onde forma debatidos diversos temas: alternativas de maior integração entre a AMPE e a AMB; propostas conjuntas para ampliação do número de sócios; auxílio para a reforma do espaço e atualização do acervo literário da biblioteca, dentre outros.
“Nosso compromisso é de uma administração participativa na AMB e colaborativa, onde todas as Federadas e Sociedades de Especialidade são ouvidas para termos planos de atuação que reflitam as necessidades regionais e componham a pauta nacional”, enfatiza Lincoln.

Nas fotos: com Helena Carneiro Leão, presidente da AMBP e durante a reunião com a Diretoria da AMPE.

OS MOMENTOS MAIS DIFÍCEIS DA CARREIRA

 

Como é ter de cortar um jogador?

Dr. Neylor: Além do caso do Careca. Houve um outro caso onde eu fiquei muito triste, por ter de cortar o Toninho Cerezo, que era jogador do meu clube Atlético Mineiro e meu amigo. Ele não entendeu muito bem o corte dele. Mas o que aconteceu é que o Telê me disse que queria os jogadores que estivessem bem para o primeiro jogo. Porém no primeiro jogo ele não estaria bem, sabe? Teve uma jogada no treino, no último treino, onde ele correu para a esquerda, parou e teve de jogar com a outra perna. Ele estava com receio, eu falei que ele estaria bem lá pelo terceiro jogo da Copa, mas Telê disse que queria para o primeiro. O Telê colocou esse critério, queria todos para o primeiro. Então, infelizmente, tivemos de cortar o Cerezo e ele teve de sair.

Dr Rodrigo: Eu vivenciei dois momentos difíceis e diferentes, primeiro do Emerson que era véspera da estreia do Brasil na Copa do Mundo de 2002. Lembro porque era o prazo máximo de 24 horas antes para poder trocar um jogador ou para fazer a desconvocação e poder chamar um novo jogador. Senão, depois disso, já não podia mais trocar. Então o Emerson teve a luxação. Imediatamente informamos a Fifa. Nos pediram exames confirmando, terminados os exames, nós mandamos a ressonância magnética e tudo foi acertado, então ele foi desconvocado. Aquele foi um momento muito difícil, o início de uma caminhada para uma Copa do Mundo.

Nós estávamos ali no campo, quando ele luxou, eu entrei correndo, vi que estava fora do lugar e iniciei as manobras para colocar o ombro no lugar, é difícil dentro do campo. Esse foi um momento muito difícil, mas um momento que talvez tenha sido o momento mais triste, mais impactante para mim foi anunciar a lesão doNeymar, durante a Copa de 2014, porque nós estávamos no Brasil, ele era o jogador mais importante da nossa equipe e foi ainda durante o jogo.

Como tudo aconteceu?

Dr Rodrigo: Isso foi um choque, porque aconteceu durante o jogo. Nós estávamos nos classificando e perdemos nosso maior jogador na semifinal. Naquele momento, foi realmente muito complicado e o Neymar teve uma fratura. Ele saiu removido naquele mesmo momento, já estava terminando o jogo. Ele foi levado para o Hospital. Um médico foi com ele e eu fiquei sozinho no estádio. Quando fizeram o exame, o raio-x e a tomografia, confirmou-se a fratura que ele teve. Eu fui informado pelo telefone e me coube a incumbência de divulgar isso. Então olha como mudou e evoluiu a medicina esportiva nesses 30 anos. Olha a rapidez… A imprensa ainda estava no estádio. Uma hora e meia depois do jogo, o Neymar tinha saído do estádio, já tinha ido para o hospital referência, já tinha feito uma tomografia, já tinha confirmado o exame, já tinha feito o diagnóstico e já estávamos no Estádio, informando que infelizmente ele tinha uma fratura e estaria fora do próximo jogo, em uma hora e meia, então veja como tudo virou muito mais dinâmico

Mais dinâmico, mas também mais assertivo e transparente também, porque anos depois você percebe que não houve um erro na informação?

Dr Rodrigo: E isso foi uma preocupação nossa naquele momento de tentar ser rápido e transparente exatamente porque cada 10 minutos, cada uma hora, cada um dia que nós atrasássemos, se criariam expectativas, teorias “estão escondendo, não estão”. Olha, eu lembro que quando eu fui dar essa notícia eu fiquei muito triste, “infelizmente o Neymar teve uma fratura, no processo lombar, processo transverso de uma vértebra lombar e está fora dos próximos jogos da copa do mundo, não vai jogar a copa do mundo, pois vai precisar de um período longo de recuperação”. Em 1982 o repórter ia lá tirava uma foto, demorava quanto tempo para foto chegar, hoje não, o cara tem o celular, ele filma se quiser ele está filmando o jogador entrando no hospital, então é muito mais rápido, a gente tem que se adaptar a essa mudança em termo de exposição de mídia, mídia social, imprensa, isso hoje é um outro mundo.

O seu pai falou em cortar jogadores, o Dr. Rodrigo, prefere dizer desconvocar. Isso também é uma mudança nesses mais de 30 anos? 

Dr. Rodrigo: é muito raro eu utilizar, eu costumo dizer foi convocado, porém, não estará mais. Principalmente pelo fato de se tratar de uma situação muito dolorosa.

  

E como é sentir que conseguiu recuperar um jogador a tempo? Em 1986, o tratamento do jogador Zico foi acompanhado como se fosse uma novela. Com a tecnologia de hoje, haveria algo diferente em tudo o que foi feito. Seria possível fazer a cirurgia antes da Copa?

Dr. Neylor: Zico recebeu uma entrada muito violenta num jogo do Flamengo e rompeu um ligamento na perna. O fato é que naquela época, a gente não tinha condição de operar o Zico, e dizer que ele estaria pronto para Copa, ele ficaria muito tempo parado. Mesmo hoje, a gente opera um ligamento cruzado e a volta normalmente é em torno de 6 a 8 meses.

O que foi feito, então?

Dr. Neylor:  Antes da convocação o Telê me chamou e pediu: “arruma o Zico para mim, eu preciso demais dele”. O Zico era na época o maior jogador do Brasil. Era um líder como é até hoje. Então nós optamos por um tratamento conservador, um reequilíbrio muscular, trabalhando bem a musculatura anterior e posterior, para estabilizar o joelho. Conseguimos levar o Zico até a Copa do Mundo.  O Zico era o seguinte: você mandava ele fazer de manhã. Ele fazia de manhã, de tarde e de noite. Ele foi um cara muito aplicado. Jogou todos os jogos, se não me engano, e entrava normalmente no segundo tempo. O Telê falava assim: “ deixa os adversários botarem a língua para fora, que vou botar o Zico no segundo tempo”, – a Copa do Mundo no México era meio dia, num Sol de rachar. Foi assim em quase todos os jogos, inclusive contra a França, onde teve um pênalti, faltando 5 minutos para terminar o jogo. Ninguém queria bater o pênalti. Zico bateu e perdeu. No fim do jogo, teve cobranças de pênaltis. Aí ele bateu de novo e acertou.

Mas aí quem perdeu foi o Dr. Sócrates, que no dia anterior havia apostado com o goleiro reserva da seleção…

Dr. Neylor:  Vi essa aposta, eu estava do lado. O Sócrates apostou com o Paulo Vitor. Falou assim “Eu vou bater 20 pênaltis e vou acertar os 20. Se eu acertar todos eu ganho”. Ele pegava a bola, dava dois passos para atrás, no máximo três, não corria, e botava no ângulo, na gaveta, e botou os 20 no mesmo lugar e o goleiro não consegui pegar, mas chegou no jogo ele perdeu. O Brasil saiu da Copa invicto. Perdemos nos pênaltis para a França.

Como era essa seleção de Telê?

Dr. Neylor: Nas duas copas era uma seleção maravilhosa, estupenda, uma coisa que me marcou muito foi quando perdemos da Itália de 3×2. A Itália fez 1×0, nós empatamos, 2×1, 2×2, o jogo 2×2 era nosso, nós nos classificávamos. Mas o nosso time jogava tão bem, parecia que jogava como uma música. Eu acho que os jogadores pensaram que empatar com a Itália seria uma vergonha, que tinham de ganhar. Não perceberam que era só fazer o que esses times fazem hoje, mas não, querendo fazer um terceiro gol e tomamos um gol. Foi uma tristeza muito grande para todos.

 

JOÃO PESSOA RECEBE 48ª EDIÇÃO DO CONGRESSO BRASILEIRO DE OTORRINOLARINGOLOGIA

Encontro ocorre de 31 de outubro a 3 de novembro no Centro de Convenções da capital paraibana

A Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF) promove, entre os dias 31 de outubro e 3 de novembro, o 48º Congresso Brasileiro da especialidade. O evento será realizado no Centro de Convenções de João Pessoa e a expectativa é de que aproximadamente 3 mil profissionais participem do encontro, que já conta com a presença confirmada de 10 convidados internacionais.

O 48º Congresso trará para os participantes a transmissão de cirurgias ao vivo de diversas áreas da especialidade, para que a experiência de todos possa ser a mais abrangente e completa possível. “O grande destaque desta edição fica por conta da realização e transmissão das cirurgias ao vivo. A confluência da prática com a teoria é o grande objetivo do Congresso, bem como a possibilidade de trocar conhecimentos e experiências com colegas de profissão. Estamos preparando uma grade científica repleta das maiores novidades da especialidade e que dialoga com outros assuntos importantes para nós otorrinos, indo desde aspectos legais do cotidiano médico até a própria gestão da carreira”, declarou o Presidente da ABORL-CCF, Dr. Márcio Abrahão.

Entre os temas que serão apresentados durante o encontro, destaque para:

  • Realização e transmissão de cirurgias ao vivo;
  • Tratamento de perfuração timpânica;
  • Tremor vocal na doença de Parkinson;
  • Técnicas Reconstrutivas para cirurgia de câncer de laringe;
  • Tratamento do ronco e da apneia obstrutiva do sono;
  • Otorrinogeriatria, abordando questões como “audição pré demência”, “disfagia e disfonia no idoso” e “envelhecimento nasal”.

Para mais informações a respeito, acesse o site: http://www.otorrino2018.org.br/

Serviço:

O que: 48º Congresso Brasileiro de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico Facial;

Quando: 31 de outubro a 3 de novembro de 2018;

Onde: Centro de Convenções de João Pessoa (PB);

Realização: Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF).

(texto: ABORL-CCF)

 

SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA (SBP) LANÇA CAMPANHA IMAGE GENTLY

A campanha, já reconhecida mundialmente, será lançada 12 de outubro, dia das Crianças e, também, segundo dia do 47 º Congresso Brasileiro de Radiologia, que acontecerá no Rio de Janeiro. O objetivo é conscientizar sobre o uso adequado dos exames que utilizam radiação ionizante na faixa etária pediátrica, notadamente os RX e a Tomografia Computadorizada.

“A Associação Médica Brasileira, uma das apoiadoras da campanha, considera a iniciativa, além de importante, oportuna, tendo em vista que a abertura indiscriminada de escolas médicas, muitas que  não reúnem as condições para formar médicos de maneira adequada, colocam no mercado profissionais, que pela insegurança, tendem a pedir exames desnecessários, e alguns deles podendo gerar consequências à saúde do paciente”, contextualiza, Dr. Lincoln Lopes Ferreira, presidente da AMB.

Saiba mais: http://www.sbp.com.br/especiais/image-gently/

1ª. JORNADA CIENTÍFICA DE MEDICINA E SAÚDE DO ACRE

 


ASSOCIAÇÃO MÉDICA DO ACRE PREPARA PROGRAMAÇÃO ESPECIAL NO MÊS DO MÉDICO

A Associação Médica do Acre (AMAC) e o Núcleo de Pesquisa Interdisciplinar em Saúde Pública e áreas afins (NUPISP) promovem a 1ª Jornada Científica de Medicina e Saúde, no dia 12 de outubro, na Universidade Federal do Acre, em Rio Branco.

A Jornada faz parte da programação especial em comemoração ao Dia dos Médicos (18) a fim de promover discussões e atualizações em temáticas científicas de importante conteúdo para a formação acadêmica e para a educação médica continuada. Estudantes pagam R$ 20,00 médicos R$ 50,00 e associadas da AMAC contam com 50%¨de desconto. Para conhecer a programação e realizar inscrições clique aqui.

Mais eventos:
No dia 11, a AMAC vai realizar atendimento médico voluntário para crianças em parceria com a Casa da Amizade. E no dia 13, haverá uma festa para comemorar o Dia dos Médicos, com a realização da Noite Dançante.

Durante todo o mês, a diretoria da AMAC também vai participar de entrevistas em rádio e televisão sobre o Outubro Rosa, conscientizando as mulheres acerca da prevenção e do tratamento do câncer de mama

PROGRAMAÇÃO 1ª Jornada Científica de Medicina e Saúde
Manhã – 08h00-12h00
A Bioética e a Formação Médica – Profa. Dra. Jene Greyce Cruz (UFAC)
Antimicrobianos e a Prática Médica – Dr. Alan Hudson Areal (HCAC)
Exames Laboratoriais: quando e para quê? – Dr. Marcelos Barros (HCAC)
Radiologia Médica e as Afecções Mais Comuns – Dr. Carlos Silvestre (HCAC)

Tarde – 14h00-16h00
Manejo da Diabetes Mellitus – Dr. Abraão Alencar Miranda (HCAC)
Manejo da Hipertensão Arterial Sistêmica – Dr. Thiago Costa Santos (HCAC)
Manejo do Infarto Agudo do Miocárdio – Prof. Dr. Odilson Silvestre (UFAC)
Condutas em Pneumonias – Prof. Dr. Marcelus Motta Negreiros (UFAC)

DIRETOR DA AMB ASSUME A PRESIDÊNCIA DA WORLD MEDICAL ASSOCIATION (WMA)

 

Miguel Jorge, logo após a eleição.

O médico psiquiatra brasileiro, Miguel Roberto Jorge, foi eleito para presidir a Associação Médica Mundial (WMA- World Medical Association), um ano como Presidente-Eleito, um ano como Presidente (outubro de 2019 a outubro de 2020) e um ano como Ex-Presidente Imediato.

A eleição ocorreu durante a Assembleia Geral Anual da WMA, realizada neste sábado (06/10) na cidade de Reykjavik, na Islândia. Miguel Jorge é atualmente 1º Tesoureiro da AMB e Presidente do Comitê de Assuntos Médico-Sociais da Associação Médica Mundial e no momento da eleição estava acompanhado pelos colegas de diretoria da AMB: Lincoln Lopes Ferreira, presidente; Eduardo Nagib Gaui, diretor de Relações Internacionais e José Luiz Bonamigo Filho, 2º. Tesoureiro, que também participaram da Conferência de Ética

Miguel Jorge apresentando sua candidatura à presidência da WMA.

Médica e da Assembleia Geral Anual da Associação Médica Mundial (WMA). Ainda compuseram a delegaçao do Brasil,
Nivio Lemos Moreira Junior, representante do Junior Doctors,  Jeancarlo Fernandes Cavalcante, representando o CFM e Florentino Cardoso, presidente da CONFEMEL.

Miguel Jorge falou da importância do cargo. “O maior desafio na área da saúde é melhorar o acesso e a qualidade da assistência prestada à população, o que inclui melhorar as condições de trabalho do médico. Sinto-me profundamente honrado e extremamente comprometido com a imensa responsabilidade que esta posição representa. Estou grato aos colegas por terem me concedido tal privilégio de poder representar mais de 10 milhões de médicos, reunidos nas 114 associações médicas nacionais de diferentes países do mundo que são membros da WMA”, declarou Miguel Jorge.

“O Miguel Jorge é um profissional extraordinário, além de um gestor extremamente competente e experiente, com extensa atividade associativa tanto no Brasil como no Exterior. Tem profundo entendimento das problemáticas mundiais e brasileiras que afligem a saúde e as questões profissionais dos médicos. Tenho certeza de que será um grande presidente da WMA, sempre trabalhando e defendendo a importância da atuação dos médicos na atenção à saúde da população mundial. Terá sempre nosso apoio na AMB”, declarou o presidente da AMB que acredita que entidade não poderia estar melhor representada.

Eduardo e Lincoln durante a assembleia da WMA

O Diretor de Relações Internacionais da AMB, Eduardo Nagib Gaui, também ressaltou a experiência de Miguel Jorge. “ O Miguel já foi Diretor da Associação Mundial de Psiquiatria e Diretor de Relações Internacionais da Associação Médica Brasileira, além de membro do Painel da Especialistas em Saúde Mental e Abuso de Substâncias da Organização Mundial da Saúde. Tenho certeza de que toda essa experiência internacional será de grande valor e muito bem utilizada agora na presidência da WMA”.

Para Bonamigo  “a eleição do Professor Miguel Jorge é um reconhecimento ao trabalho diligente no Comitê de Assuntos Médico-Sociais e como membro do Conselho da WMA. Também é um reconhecimento do protagonismo da Associação Médica Brasileira nas atividades da Associação Médica Mundial. Estamos muito orgulhosos por essa conquista!”

Saiba mais sobre Miguel Roberto Jorge

Nasceu em 25 de dezembro de 1950 em Catanduva-SP e formou-se em Medicina na Escola Paulista de Medicina (EPM) em 1976, instituição onde também cursou a Residência Médica em Psiquiatria e obteve os títulos de Mestre e Doutor em psicofarmacologia.

Fez pós-doutorado no Departamento de Psiquiatria da Universidade de Pittsburgh (EUA), onde obteve em 1996 o título de Livre-Docência em Psiquiatria Clínica na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).

Miguel Jorge é Professor Associado do Departamento de Psiquiatria da EPM/UNIFESP desde 1986, onde tem desenvolvido inúmeras atividades de ensino, pesquisa, extensão e administrativas. Ocupou diversos cargos na instituição e é atualmente o Coordenador do Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade.

Além de manter atividade clínica profissional privada como psiquiatra e psicoterapeuta, Dr. Miguel Jorge tem extensa atividade associativa tanto no Brasil como no Exterior.

Cargos ocupados por ele:
•Presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (1998-2001);
•Diretor da Associação Mundial de Psiquiatria (2005-2011);
•Diretor de Relações Internacionais da Associação Médica Brasileira (2008-2014);
•Membro do Painel da Especialistas em Saúde Mental e Abuso de Substâncias da Organização Mundial da Saúde desde 1994;
•Presidente do Comitê de Assuntos Médico-Sociais (2017-2018);
•1º Tesoureiro da Associação Médica Brasileira, sendo seu representante no Conselho da Associação Médica Mundial, onde foi eleito membro do Comitê Executivo e agora presidente da WMA.

O DEVER ÉTICO DO MÉDICO NÃO SE CONFUNDE COM INTERESSES POLÍTICOS

O dever ético do Médico não se confunde com interesses políticos

Os acalorados momentos de debates pré-eleitorais deveriam primar-se pelas discussões a respeito das pautas de candidatos e não como um momento para denegrir a imagem de categorias profissionais com o objetivo de justificar insultos de tentar desqualificar candidatos, como ocorreu quando o candidato Ciro Gomes acusou um qualificado colega médico de fornecer atestado falso para que o seu paciente sob cuidados pós-operatórios, o também candidato Jair Bolsonaro, não comparecesse a um debate televisivo.

Nosso juramento e nosso dever ético não nos permitem sequer cogitar que possam ocorrer conflitos entre o exercício da medicina e política partidária. Não dedicaríamos anos de intensa e esmerada formação para vê-las empregadas em finalidades diferentes das de preservar a saúde e a segurança a de nossos pacientes, de modo que registramos aqui o nosso mais veemente repúdio à este ato ofensivo a toda a Medicina brasileira.

DILEMAS ÉTICOS RELATIVOS AO FIM DA VIDA

Este foi o tema da palestra Miguel Roberto Jorge diretor de da AMB e Presidente do Comitê de Assuntos Médico-Sociais da Associação Médica Mundial, na Medical Ethics Conference at WMA Assembly , Reykjavik.

Este assunto teve início no Brasil, após a WMA haver demandado às suas associações médicas nacionais que promovessem eventos em suas regiões para coletar opiniões dos médicos de todo o mundo sobre dilemas éticos ao fim da vida.

O evento DILEMAS ÉTICOS RELATIVOS AO FIM DA VIDA da Confederação Médica Ibero-Latina-Americana e do Caribe (CONFEMEL), com realização da AMB e CFM, e acompanhamento da WMA ocorreu no Rio de Janeiro em março de 2017.

A falta de orientação formal aos médicos acerca dos dilemas éticos relativos ao fim da vida polemiza ainda mais um assunto já delicado. Eutanásia, pacientes terminais, direitos dos pacientes, suicídio assistido entre outros tópicos tem sido discutidos. A discussão envolve também aspectos como cuidados paliativos, limites para tratamento, decisões sobre uso de medicamentos, alimentação e sedação, além de direitos do paciente e objeção consciente a medidas de sustentação da vida.

Em novembro de 2017 Miguel Jorge acompanhou a reunião da Região Europeia da WMA sobre Questões do Fim da Vida. Eventos similares ocorreram também na África e Ásia.

As discussões sobre o assunto tem sido realizadas por profissionais médicos, autoridades legais, especialistas em cuidados paliativos e ética médica, estudiosos teológicos e filósofos para debater as diferentes políticas sobre essas questões, explorar os direitos dos pacientes e as limitações de tratamento e compreender melhor a opinião pública sobre questões de fim de vida.

DURAS ESCOLHAS

As limitações orçamentárias na saúde e suas consequências no Brasil, foram abordadas em palestra de Lincoln Ferreira, presidente da AMB, durante na reunião da World Medical Association (WMA) durante o Seminário Hard Choices – Medical Ethics Conference.

A dificuldade de acesso a tratamentos de alto custo, fazendo com que milhares de pessoas tenham que recorrer ao Judiciário para tentarem conseguir exames e tratamentos, assinala Dr Lincoln em sua apresentação.

Na oportunidade Dr Lincoln fez uma radiografia sobre o Brasil, mostrando nossas principais diferenças em relação ao restante do mundo, em população, área e outros indicadores, ressaltando o baixo financiamento da saúde pública que leva a termos situações de caos em alguns hospitais, com atendimento em corredores.

Descreveu as medidas implantadas com sucesso pelo Ministério da Saúde, como os programas de tratamento e prevenção da AIDS e da Hepatite C, que contam com protocolos e as drogas disponíveis. Mas abordou também as nefastas consequências da progressiva redução da cobertura vacinal, que resultou num surto de febre amarela, assim como na disponibilização de drogas de baixo custo, tais como medicamentos para lepra e sífilis, cujos números de acometidos vêm apresentando um veloz e significativo incremento.