CAP ACOMPANHA PROJETO QUE OBRIGA GRATUIDADE NO RETORNO DA CONSULTA ATÉ 60 DIAS

Objetivando favorecer o consumidor, o PL 8321/2017, Deputado Franklin (PP/MG), que dispõe sobre o prazo de no mínimo 60 dias para o retorno às consultas médicas, sem nenhuma cobrança adicional de novo honorário, pode dificultar o prazo para realização de exames necessários para diagnóstico, pois as operadoras poderão se valer disso para postergar ainda mais as autorizações de exames, hoje um dos principais problemas enfrentados pelos pacientes com os planos de saúde.

A Comissão de Assuntos Políticos CFM/AMB (CAP), que é coordenada pelo Dr Alceu Pimentel, acompanhou dia 25/04 a reunião da Comissão de Defesa do Consumidor (CDC), onde seria votado o relatório do PL 8321/2017, o que não ocorreu, por ter sido pedido vista pelos Deputados Ivan Valente (PSOL/SP) e Rodrigo Martins (PSB/PI).

A diretora de Assuntos parlamentares da AMB, Dra Débora Cavalcanti e o Dr Etelvino de Souza Trindade, um dos representantes da AMB na CAP, acompanharam a reunião, em que foi apresentado o voto de rejeição ao PL pelo relator, o Deputado José Carlos Araújo (PR / BA). Dra Débora salienta que “O projeto está fora de contexto e realidade. Mostra desconhecimento da prática médica, da relação entre médicos e pacientes com as operadoras de saúde e poderá dar um manto de legalidade para a demora nas autorizações de exames para diagnósticos, com isso atrasando inícios de tratamentos.”

O relator, o Deputado José Carlos Araújo (PR / BA), em seu voto pela rejeição do projeto de lei, salientou dentre outras questões que: “a práxis médica já se consolidou no sentido de admitir prazo geral para retorno de trinta dias”. E que “Há razoabilidade nesse intervalo: permite que o paciente realize os exames prescritos e/ou administre a medicação receitada, de modo que o profissional possa confirmar ou reavaliar a sua anamnese com redução do risco de agravamento da enfermidade, passível de ocorrer em um decurso maior de tempo”.

O deputado José Carlos Araújo também observou que apesar de aparentemente benéfica ao consumidor, poderá produzir um efeito contrário, em detrimento ao paciente: “Considerando as dificuldades hoje já constatadas, que demostram um atendimento que deixa a desejar nas relações médico/paciente com planos de saúde, a medicina complementar poderá se valer dessa dilatação de prazo, com amparo legal, para postergar ainda mais as autorizações de exames, hoje um dos principais flagelos enfrentados pelos pacientes. Isto certamente viria a acarretar maiores transtornos e prejuízos ao paciente , obrigando-o a aguardar por tempo exagerado para seu diagnóstico, com consequências para sua saúde, motivadas por esse atraso. Pior ainda se admitirmos a possibilidade de, diante do retardo na obtenção de autorização de exame, o paciente se sentir forçado a dispender recursos próprios para fazer frente a sua necessidade de tratamento, e optar pelo pagamento do exame, que caberia a prestadora de serviço. Mais grave ainda quando o paciente não dispuser de recursos para tal.”

A CAP se reúne uma vez por mês na sede do CFM e é apoiada pela competente assessoria parlamentar de Napoleão Puentes, que realiza completo monitorando os projetos de interesse, posicionando o CFM e a AMB do andamento de cada um. Também orienta sobre as tendências dentro da Câmara e Senado e acompanha os membros das entidades em todas as reuniões e participações nas duas casas.

a

AMB APOIA AÇÃO PELA MANUTENÇÃO DO FARMÁCIA POPULAR.

Hoje, Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão, documento de repúdio às recentes medidas do Ministério da Saúde será protocolado em órgãos governamentais, agências reguladoras e no Congresso Nacional. Em São Paulo, a SBC promove ações de conscientização com aferição de Pressão Arterial no Terminal Metropolitano Jabaquara.

As Sociedades Brasileiras de Cardiologia (SBC), Hipertensão (SBH) e Nefrologia (SBN), com apoio da Associação Médica Brasileira (AMB), redigiram um documento, nesta segunda, dia 23, que será entregue hoje, dia 26, data Nacional de Prevenção e

Combate à Hipertensão, propondo a rejeição de algumas medidas da portaria 739/12 do Ministério da Saúde que, na prática, trilham para o fim do Aqui Tem Farmácia Popular e de outros programas de acesso à medicamentos.

O documento “Carta de São Paulo” será protocolado no Ministério da Saúde, Conselho Nacional de Saúde, Palácio do Planalto, Casa Civil, Anvisa, ANS e no Congresso Nacional. Os médicos pedem ao Governo Federal que rejeite iniciativas que “visam diminuir a disponibilização de medicamentos para as pessoas com hipertensão arterial”, “dificultem o acesso das pessoas com hipertensão arterial às Unidades Básicas de Saúde e aos diferentes níveis de complexidade do Sistema Único de Saúde, e o acesso à informação e às ações de prevenção de doenças e de suas graves complicações, bem como de promoção de Saúde”.

A “Carta de São Paulo”, como foi batizada o documento por ter sido redigida na capital paulista e onde nasceram esses programas sociais, lembra que hipertensão arterial atinge 32,5% de indivíduos adultos, cerca de 36 milhões de brasileiros, sendo que mais de 60% são idosos. A doença contribui direta ou indiretamente para 50% ou mais das mortes por doenças cardiovasculares e renais no país. Atualmente o Farmácia Popular oferece acesso contínuo aos medicamentos para controle da hipertensão arterial para 14,4 milhões de pessoas.

O documento ainda cita referências do próprio Ministério da Saúde que editou a portaria 739/12 e que, em 2008, na publicação “Saúde Brasil” afirmava com muita clareza, que as reduções na mortalidade por doenças cardiovasculares no país, eram decorrentes do controle de diversos fatores de risco, entre eles, o melhor controle da hipertensão arterial.

“As sociedades signatárias conclamam as autoridades governamentais a rever as ações previstas na portaria 739/12 publicada no Diário Oficial da União, em 27/03/2018, que altera a portaria de Consolidação no 5 GM/MS de 28/09/2017, pois ameaçam a universalidade, a integralidade e a equidade de acesso ao tratamento dos indivíduos hipertensos. Nossas entidades e os cidadãos que as compõem se colocam, portanto, na defesa inconteste da manutenção dos Programas de distribuição de medicamentos para hipertensão e diabetes, sejam aqueles subsidiados nas redes de farmácias privadas ou gratuitos da “Assistência Farmacêutica Básica” nas Unidades Básicas de Saúde”, conclui o documento dos médicos.

SERVIÇO

Data: 26 de abril de 2018

Horário: das 8h às 14h

Local: Terminal Metropolitano Jabaquara – Plataforma A (EMTU)

Endereço: Rua Nelson Fernandes, s/n

Atividades: Teste de aferição de pressão arterial (haverá 1.000 testes disponíveis com distribuição de senhas). Atendimento gratuito. Não é necessária inscrição.

PROJETO PREVÊ PENA DE 5 ANOS PARA VIOLÊNCIA CONTRA MÉDICOS.

 

Importante passo foi dado ontem (24/04) quando a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC), da Câmara Federal, aprovou o parecer do relator, deputado Hiran Gonçalves, dos Projetos de Lei Nº 6.749/16 e Nº7269/2017, que propõem tornar mais rígidas as penas para quem cometer atos de violência contra médicos e demais profissionais da saúde. Agora o projeto segue para o Senado Federal.

Ambos os projetos propõem alteração do Decreto-Lei nº 2.848 de 1940, aumentando a pena em caso de lesões corporais, visando à proteção de profissionais da saúde contra diversas formas de violência, caracterizadas por ameaças, agressões verbais e físicas e até homicídios.

O Projeto de Lei 7269/2017, do médico e Deputado Federal Dr. Sinval Malheiros, foi discutido em conjunto com a Associação Médica Brasileira (AMB), até chegar ao texto final e foi protocolizado pelo deputado na Câmara Federal em 30/03/2017. Prevê a tipificação dos crimes de agressão aos profissionais de saúde, dentro e fora do ambiente de trabalho e acrescenta o § 13 ao art. 129 do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal), para qualificar a conduta de agressão contra profissionais de saúde, com a seguinte redação:

Violência Hospitalar

§ 13. Se a lesão for praticada contra profissionais ligados à área de atenção à saúde, ainda que fora do ambiente de trabalho, mas em virtude da condição da vítima como profissional da área:

No caso de lesão praticada por menor de 18 (dezoito) anos, deverão ser aplicadas as penas estabelecidas no art. 112, IV a VI, da Lei Nº 8.069, de 13 de julho de 1990, conforme a gravidade do delito.

Pena – Reclusão de 1 (um) a 5 (cinco) anos para quem praticar crime de lesão corporal contra funcionários da saúde. No caso de lesão praticada por menor de 18 (dezoito) anos, deverão ser aplicadas as penas estabelecidas no art. 112, IV a VI, da Lei Nº 8.069, de 13 de julho de 1990, conforme a gravidade do delito.

O deputado Sinval Malheiros, que também é médico, justifica a propositura em razão de índices de violência contra profissionais da área. “Agressões físicas, depredações e ameaças. A missão de salvar vidas tem se tornado cada vez mais perigosa para os médicos e profissionais de Saúde no Brasil. Os relatos de violência abrangem todo o sistema, mas são mais comuns na rede pública, onde os pacientes sofrem com a precariedade no atendimento”, informa o deputado na defesa do PL.

Já o Projeto de Lei (PL) nº 6.749/16, quer tornar mais rígidas as penas para quem cometer atos de violência contra médicos e demais profissionais da saúde. De autoria do deputado federal Antônio Goulart dos Reis, o PL está em tramitação final na Câmara dos Deputados. Proposta prevê aumento de pena, tipificando de forma mais gravosa os crimes de lesão corporal, contra a honra, ameaça e desacato, quando cometidos contra médicos e demais profissionais da saúde no exercício de sua profissão.

Dados alarmantes

Pesquisa divulgada, em março de 2017, pelos conselhos regionais de Enfermagem de São Paulo (Coren) e de Medicina de São Paulo (Cremesp) indica que 59,7% dos médicos e 54,7% dos profissionais de enfermagem sofreram, por mais de uma vez, situações de violência no trabalho. Revela ainda que sete em cada dez profissionais da saúde já sofreram alguma agressão cometida por paciente ou pela família dele.

A maioria das agressões acontece nos serviços públicos de saúde. Falta de profissionais, de equipamentos, de medicamentos, filas de espera e outras carências, fazem duas vítimas: a população e os profissionais da saúde. Médicos, enfermeiros e demais profissionais são o contato da população na saúde, e muitas vezes sua insatisfação se manifesta de forma agressiva contra quem o está atendendo.

Foram entrevistadas 5.658 pessoas entre os meses de janeiro e fevereiro de 2017.

Foto: Will Shutter/Câmara dos Deputados

NOTIFICAÇÃO EXTRAJUDICIAL É ENTREGUE PELA AMB AO DIRETOR DA GEAP

 

Associação Médica Brasileira (AMB) requer explicações do diretor executivo que afirmou que os médicos “roubam” os planos de saúde.

A Associação Médica Brasileira (AMB) considerou gravíssima a afirmação do novo diretor executivo da Geap Autogestão em Saúde, Roberto Sérgio Fontenele Candido. O diretor disse que hospitais e médicos “roubam” os planos de saúde, em áudio ao qual teve acesso o Blog do Vicente, dos jornalistas Vicente Nunes e Antônio Timóteo. A declaração e o áudio foram publicados no último sábado, dia 21/04, no Blog do Jornal Correio Brasiliense, http://blogs.correiobraziliense.com.br/vicente/hospitais-e-medicos-roubam-planos-diz-diretor-da-geap/.

No áudio dentro da matéria https://soundcloud.com/correio-braziliense/posse-de-gerentes-da-geap-no-distrito-federal, que tem duração de 16 minutos, o diretor diz que “Quem quer trabalhar com a gente, vai trabalhar sem roubo, porque hospital também rouba. E rouba muito. Médico rouba muito”, afirmou. Os supostos “roubos” se dariam por meio de superfaturamento de preços de serviços de procedimentos médicos, os quais por vezes não seriam nem ao menos prestados pelos profissionais.

Para a AMB é muito grave acusar toda uma classe profissional, colocando em dúvida a honestidade de profissionais sérios e trabalhadores. A associação quer saber se existem realmente fatos que comprovem as denúncias e casos ocorridos. A AMB está disposta a cobrar na justiça que o diretor diga, claramente, quem são essas pessoas a quem se refere. “É preciso esclarecer as declarações, para que não pairem dúvidas sobre os fatos. Como também não podemos aceitar a generalização num caso como esse” afirma o presidente da AMB Dr Lincoln Lopes Ferreira.

Na condição de entidade representativa dos médicos em âmbito nacional, e diante da gravidade das afirmações que ofende a toda uma categoria profissional, a AMB enviou NOTIFICAÇÃO EXTRAJUDICIAL, ao diretor executivo da Geap, onde cobra as informações:

1- Especifique em relação a que médicos e hospitais se refere;

2- Especifique se as condutas apontadas seriam generalizadas ou estariam restritas, temporal ou geograficamente, a algum contexto específico.

“INVESTIGAÇÃO E DIAGNÓSTICO PRECOCES DAS IMUNODEFICIÊNCIAS PRIMÁRIAS” É O TEMA DA SEMANA MUNDIAL DE IDP

Entre 70% a 90% dos pacientes ainda não estão diagnosticados

#semanamundialdeIDP2018

Entre os dias 22 e 29 de abril acontece a Semana Mundial das Imunodeficiências Primárias, organizada pela Immune Deficiency Foundation (IDF) e que traz como tema central este ano “Meu Futuro Começa com Investigação e Diagnóstico Precoces das IDPs”.

As imunodeficiências primárias (IDPs) ocorrem em pessoas nascidas com o sistema imunológico deficiente em algum setor e manifestam-se por meio de infecções comuns como otites, pneumonia, sinusites, entre outras. São mais de 300 doenças diferentes e, por isso, a prevalência varia muito.

“As mais comuns são aquelas em que há defeitos na produção de anticorpos. Assim, o fundamental para o tratamento dessas doenças é garantir aos pacientes o acesso à reposição de imunoglobulina por via venosa ou subcutânea regularmente”, explica o Coordenador do Departamento Científico de Imunodeficiências da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), Dr. Antonio Condino. Atualmente, cerca de 70% a 90% dos pacientes ainda não estão diagnosticados.

Suspeita-se do diagnóstico das IDPs sempre que há processos infecciosos graves ou difíceis de tratar e/ou muito frequentes e/ou por agentes infecciosos não comuns. Febre, sinais de inflamação sem infecções ou doenças autoimunes em crianças pequenas também são sinais de alerta.

O tratamento das IDPs envolve diferentes recursos terapêuticos dentre os quais a reposição de imunoglobulina humana e outros imunobiológicos, o uso de antibióticos preventivos e o transplante de células hematopoiéticas (medula óssea ou cordão umbilical).

 Os 10 Sinais de Alerta para Imunodeficiências Primárias em Adultos

  • Duas ou mais novas otites por ano;
  • Duas ou mais novas sinusites no período de um ano, na ausência de alergia;
  • Uma pneumonia por ano;
  • Diarreia crônica com perda de peso;
  • Infecções virais de repetição (resfriados, herpes, verrugas);
  • Uso de antibiótico intravenoso de repetição para tratar infecção;
  • Abcessos profundos de repetição na pele ou órgãos internos;
  • Monilíase persistente ou infecção fungica na pele ou qualquer lugar,
  • Infecção por micobactéria da tuberculose ou atípica,
  • História familiar positiva de imunodeficiência.

Os 10 Sinais de Alerta para Imunodeficiências Primárias em Crianças

  • Duas ou mais pneumonias no ano;
  • Quatro ou mais otites no último ano;
  • Estomatites de repetição ou monilíase por mais de dois meses;
  • Abcessos de repetição ou ectima;
  • Um episódio de infecção sistêmica grave (meningite, osteoartrite, septicemia);
  • Infecções intestinais de repetição/diarreia crônica;
  • Asma grave, doença do colágeno ou doença autoimune;
  • Efeito adverso ao BCG e/ou infecção por micobactéria
  • Fenótipo clínico sugestivo de síndrome associada à imunodeficiência,
  • História familiar positiva de imunodeficiência.

 

 

DERMATITE ATÓPICA É O TEMA DA SEMANA MUNDIAL DE ALERGIA

Doença é hereditária e está associada à rinite e asma

#semanamundialdealergia2018

“Dermatite Atópica: Uma Coceira que Causa Erupções na Pele” é o tema deste ano para a Semana Mundial de Alergia, entre os dias 22 e 28 de abril, organizada pela World Allergy Organization (WAO).

A DA (dermatite atópica) tem origem genética e é considerada crônica, caracterizada por pele seca, que coça bastante, deixando a pele vermelha e muitas vezes formando feridas, devido à essa coçadura intensa. A DA se caracteriza por um processo inflamatório da pele com períodos de melhora alternando com períodos de piora, com intervalos que vão de meses ou anos entre uma crise e outra, mas quando mais grave pode manter coceira e feridas continuamente. É mais comum na infância, com início após os três meses de idade.

No bebê as lesões predominam na face (bochechas), pescoço, couro cabeludo e ocasionalmente no resto do corpo. Em crianças maiores, adolescentes e adultos a DA atinge as dobras dos braços e pernas, face (em pálpebras) e pescoço

“A pele atópica tem menor produção de gorduras naturais, por isso, é mais seca, áspera, provocando coceira e facilitando a infecção por bactérias e fungos. Apesar do aspecto, não é uma doença contagiosa, mas está associada com rinite e asma, conhecidas como doenças alérgicas, explica a Dra. Márcia Carvalho Mallozi, Coordenadora do Departamento Científico de Dermatite Atópica da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI).

Além do fator hereditário, a DA pode ser desencadeada também por alimentos e aeroalérgenos tais como ácaros, e outros agentes perfumes, suor. Aspectos emocionais podem agravar a DA.

Tratamento: O objetivo é o controle da doença com o alívio dos sintomas, o tratamento da DA engloba a melhora e controle permanente das condições da pele para evitar as crises.  A necessidade de medicamentos varia para cada pessoa, seja criança ou adulto, de acordo com o tipo e intensidade das lesões na pele.

Recomenda-se um banho por dia (não mais), rápido e com água morna. Hidratante e sabonete orientados pelo médico são outras indicações. A imunoterapia, também conhecida como vacina de alergia, está indicada em alguns casos, a critério do médico especialista em Alergia. Além disso, é essencial tratar as doenças associadas.

A Dra. Márcia apresenta algumas dicas que podem auxiliar o tratamento e controle da DA. São elas:

– Manter a hidratação da pele contínua mesmo que esteja bem, no período fora de crise.

– Não tomar remédios por conta própria e não passar produtos na pele, sem orientação médica.

– Usar roupas leves. Evitar roupas apertadas e de cor escura no verão. Preferir tecidos de algodão e malhas. Evitar tecidos sintéticos, lycra ou jeans.

– Banhos de sol devem ser, de preferência, nas primeiras horas da manhã ou ao entardecer. Ao sair da piscina ou praia, tirar a roupa molhada e tomar um banho rápido, com aplicação de creme hidratante em seguida. Usar protetor solar sempre que se expuser ao sol.

AMB APOIA MOBILIZAÇÃO PELA MANUTENÇÃO DO FARMÁCIA POPULAR

Dr. Antonio Carlos Chagas, Diretor Científico da AMB (Associação Médica Brasileira), reitera o apoio da Associação à Sociedade Brasileira de Cardiologia, Hipertensão e de Nefrologia na mobilização pela manutenção do Farmácia Popular, programa que fornece medicamentos gratuitos ou com descontos de até 90% para pacientes com doenças crônicas, como hipertensão e diabetes.

Uma portaria (739/12) do Ministério da Saúde publicada para o programa no mês passado reduz recursos para o programa. No dia 23 de abril as sociedades médicas irão redigir um documento que será entregue aos órgãos governamentais, agências reguladoras e parlamentares.

CARDIOLOGISTAS SE MOBILIZAM PELA MANUTENÇÃO DO FARMÁCIA POPULAR

No dia 23/04 sociedades médicas irão redigir um documento a ser entregue aos órgãos governamentais, agências reguladoras e parlamentares

A Sociedade Brasileira de Cardiologia – SBC – vê com indignação iniciativas do Governo Federal que trilham para o fim do programa Farmácia Popular. Uma Portaria (739/12) do Ministério da Saúde, publicada no Diário Oficial no final do mês passado, reduz na prática recursos para o programa, que são essenciais para fornecer medicamentos gratuitos ou com descontos de até 90% para pacientes com doenças crônicas, como hipertensão e diabetes por exemplo. Atualmente as doenças cardiovasculares são a principal causa de mortes no Brasil e somente nos primeiros meses do ano já provocaram a morte de 100 mil pessoas, conforme dados estimados do Cardiômetro da SBC.

O presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia, Oscar Dutra, designou o também cardiologista Carlos Alberto Machado para representar a SBC e organizar uma mobilização para pressionar o Governo Federal a não abandonar o Farmácia Popular, que atende 20 milhões de brasileiros. “O Programa é muito importante e uma antiga reivindicação da entidade, que unida com outras sociedades médicas, trouxe essa grande conquista para o país”, lembra Oscar Dutra.

Carlos Alberto Machado, que foi um dos protagonistas desse trabalho no passado, já entrou em contato com as Sociedades Brasileiras de Hipertensão e Nefrologia para, no dia 23 de abril, redigir um documento conjunto de repúdio à Portaria. O ofício será entregue no Ministério da Saúde, Palácio do Planalto, Agências reguladoras – Anvisa e ANS, Conselho Nacional de Saúde, deputados federais e senadores. “Pretendemos entregar o documento em 26 de abril, Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão, uma data histórica na luta por melhores condições de saúde e enfrentamento das doenças crônicas”, adianta Machado.

Segundo o cardiologista, vários médicos por todo o Brasil já estão reportando desabastecimento de medicamentos para hipertensão, diabetes e outros.

Criado na década de 90, o Programa de Assistência Farmacêutica para Hipertensão e Diabetes previa investimentos tripartite – do Ministério da Saúde, de Estados e de Municípios – e foi ampliado, em 2004, com o Farmácia Popular. O Programa oferece gratuitamente medicamentos para diabetes e hipertensão e subsidia outros remédios de uso contínuo ou abaixo do custo, em rede própria ou farmácias conveniadas. Em 2017, a rede própria deixou de ser financiada pelo Governo Federal, que manteve apenas a parceria com as farmácias privadas, com uma variedade menor de medicamentos. Atualmente 28 mil farmácias particulares participam do Programa, em 5.600 municípios brasileiros.

No último dia 12 de abril, o Conselho Nacional de Saúde aprovou, por unanimidade, que o Governo Federal prorrogue por 30 dias a Portaria do Ministério da Saúde que reduz o valor pago para as farmácias credenciadas ao Programa. “É uma corrida contra o tempo e precisamos ir além. O Ministério da Saúde tem que rever essa medida urgentemente. O Farmácia Popular não pode acabar. Ele é determinante para reduzir o número de mortes e internações por doenças cardiovasculares, entre outras patologias”, defende o representante da Sociedade Brasileira de Cardiologia, Carlos Alberto Machado.

SEMANA NACIONAL DA VOZ ALERTA PARA SINTOMAS QUE NECESSITAM DE DIAGNÓSTICO DE UM ESPECIALISTA

SEMANA NACIONAL DA VOZ ALERTA PARA SINTOMAS QUE NECESSITAM DE DIAGNÓSTICO DE UM ESPECIALISTA


Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF), Academia Brasileira de Laringologia e Voz (ABLV) e Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP) realizam mutirão de atendimento durante a semana do Dia Mundial da Voz, comemorado em 16 de abril.

A campanha, com o slogan “Afine a sua Saúde. Cuide da sua voz”, tem a participação de médicos otorrinolaringologistas e cirurgiões de cabeça e pescoço que atenderão pacientes em postos voluntários, avaliando e orientando na 20ª Campanha Nacional da Voz, durante a semana do Dia Mundial da Voz (16).

Será realizado um mutirão de laringoscopias para avaliações e triagem em diversas cidades do país, com encaminhamento para o tratamento adequado do paciente.

O mutirão tem como objetivo prevenir, diagnosticar e corrigir moléstias e imperfeições, aspectos médicos essenciais, atuando para informar e evitar sofrimentos e sequelas à população.

Foi criado para a Campanha o site http://semanadavoz.com.br/ , onde médicos e pacientes se informam e consultam a lista de postos de atendimento voluntário.

Artistas como Ney Matogrosso participam alertando a população para a necessidade de consultar um médico especialista ao perceber qualquer problema em sua voz.

Confira o vídeo do cantor e compositor Ney Matogrosso para a Semana da Voz:

http://www.ablv.com.br/secao_detalhes.asp?s=49&id=461

DIA MUNDIAL DA SAÚDE

Na semana de comemoração do Dia Mundial da Saúde, também comemoramos o grande passo dado na defesa da saúde dos brasileiros, a assinatura de portarias do MEC que definem a moratória de cinco anos na abertura de novas escolas médicas e a criação de grupo de trabalho para a reorganização da formação médica no Brasil.

Parabéns a todos: médicos e população atendida!