AMB APOIA MOBILIZAÇÃO PELA MANUTENÇÃO DO FARMÁCIA POPULAR

Dr. Antonio Carlos Chagas, Diretor Científico da AMB (Associação Médica Brasileira), reitera o apoio da Associação à Sociedade Brasileira de Cardiologia, Hipertensão e de Nefrologia na mobilização pela manutenção do Farmácia Popular, programa que fornece medicamentos gratuitos ou com descontos de até 90% para pacientes com doenças crônicas, como hipertensão e diabetes.

Uma portaria (739/12) do Ministério da Saúde publicada para o programa no mês passado reduz recursos para o programa. No dia 23 de abril as sociedades médicas irão redigir um documento que será entregue aos órgãos governamentais, agências reguladoras e parlamentares.

CARDIOLOGISTAS SE MOBILIZAM PELA MANUTENÇÃO DO FARMÁCIA POPULAR

No dia 23/04 sociedades médicas irão redigir um documento a ser entregue aos órgãos governamentais, agências reguladoras e parlamentares

A Sociedade Brasileira de Cardiologia – SBC – vê com indignação iniciativas do Governo Federal que trilham para o fim do programa Farmácia Popular. Uma Portaria (739/12) do Ministério da Saúde, publicada no Diário Oficial no final do mês passado, reduz na prática recursos para o programa, que são essenciais para fornecer medicamentos gratuitos ou com descontos de até 90% para pacientes com doenças crônicas, como hipertensão e diabetes por exemplo. Atualmente as doenças cardiovasculares são a principal causa de mortes no Brasil e somente nos primeiros meses do ano já provocaram a morte de 100 mil pessoas, conforme dados estimados do Cardiômetro da SBC.

O presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia, Oscar Dutra, designou o também cardiologista Carlos Alberto Machado para representar a SBC e organizar uma mobilização para pressionar o Governo Federal a não abandonar o Farmácia Popular, que atende 20 milhões de brasileiros. “O Programa é muito importante e uma antiga reivindicação da entidade, que unida com outras sociedades médicas, trouxe essa grande conquista para o país”, lembra Oscar Dutra.

Carlos Alberto Machado, que foi um dos protagonistas desse trabalho no passado, já entrou em contato com as Sociedades Brasileiras de Hipertensão e Nefrologia para, no dia 23 de abril, redigir um documento conjunto de repúdio à Portaria. O ofício será entregue no Ministério da Saúde, Palácio do Planalto, Agências reguladoras – Anvisa e ANS, Conselho Nacional de Saúde, deputados federais e senadores. “Pretendemos entregar o documento em 26 de abril, Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão, uma data histórica na luta por melhores condições de saúde e enfrentamento das doenças crônicas”, adianta Machado.

Segundo o cardiologista, vários médicos por todo o Brasil já estão reportando desabastecimento de medicamentos para hipertensão, diabetes e outros.

Criado na década de 90, o Programa de Assistência Farmacêutica para Hipertensão e Diabetes previa investimentos tripartite – do Ministério da Saúde, de Estados e de Municípios – e foi ampliado, em 2004, com o Farmácia Popular. O Programa oferece gratuitamente medicamentos para diabetes e hipertensão e subsidia outros remédios de uso contínuo ou abaixo do custo, em rede própria ou farmácias conveniadas. Em 2017, a rede própria deixou de ser financiada pelo Governo Federal, que manteve apenas a parceria com as farmácias privadas, com uma variedade menor de medicamentos. Atualmente 28 mil farmácias particulares participam do Programa, em 5.600 municípios brasileiros.

No último dia 12 de abril, o Conselho Nacional de Saúde aprovou, por unanimidade, que o Governo Federal prorrogue por 30 dias a Portaria do Ministério da Saúde que reduz o valor pago para as farmácias credenciadas ao Programa. “É uma corrida contra o tempo e precisamos ir além. O Ministério da Saúde tem que rever essa medida urgentemente. O Farmácia Popular não pode acabar. Ele é determinante para reduzir o número de mortes e internações por doenças cardiovasculares, entre outras patologias”, defende o representante da Sociedade Brasileira de Cardiologia, Carlos Alberto Machado.

SEMANA NACIONAL DA VOZ ALERTA PARA SINTOMAS QUE NECESSITAM DE DIAGNÓSTICO DE UM ESPECIALISTA

SEMANA NACIONAL DA VOZ ALERTA PARA SINTOMAS QUE NECESSITAM DE DIAGNÓSTICO DE UM ESPECIALISTA


Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF), Academia Brasileira de Laringologia e Voz (ABLV) e Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP) realizam mutirão de atendimento durante a semana do Dia Mundial da Voz, comemorado em 16 de abril.

A campanha, com o slogan “Afine a sua Saúde. Cuide da sua voz”, tem a participação de médicos otorrinolaringologistas e cirurgiões de cabeça e pescoço que atenderão pacientes em postos voluntários, avaliando e orientando na 20ª Campanha Nacional da Voz, durante a semana do Dia Mundial da Voz (16).

Será realizado um mutirão de laringoscopias para avaliações e triagem em diversas cidades do país, com encaminhamento para o tratamento adequado do paciente.

O mutirão tem como objetivo prevenir, diagnosticar e corrigir moléstias e imperfeições, aspectos médicos essenciais, atuando para informar e evitar sofrimentos e sequelas à população.

Foi criado para a Campanha o site http://semanadavoz.com.br/ , onde médicos e pacientes se informam e consultam a lista de postos de atendimento voluntário.

Artistas como Ney Matogrosso participam alertando a população para a necessidade de consultar um médico especialista ao perceber qualquer problema em sua voz.

Confira o vídeo do cantor e compositor Ney Matogrosso para a Semana da Voz:

http://www.ablv.com.br/secao_detalhes.asp?s=49&id=461

DIA MUNDIAL DA SAÚDE

Na semana de comemoração do Dia Mundial da Saúde, também comemoramos o grande passo dado na defesa da saúde dos brasileiros, a assinatura de portarias do MEC que definem a moratória de cinco anos na abertura de novas escolas médicas e a criação de grupo de trabalho para a reorganização da formação médica no Brasil.

Parabéns a todos: médicos e população atendida!

AMB COMEMORA MORATÓRIA DE CINCO ANOS PARA ABERTURA DE NOVAS ESCOLAS DE MEDICINA

Duas Portarias, assinadas hoje em Brasília, atendem às reivindicações da Associação Médica Brasileira (AMB), do Conselho Federal de Medicina (CFM) e de outras entidades médicas, a moratória e a criação de grupo de trabalho para a reorganização da formação médica.

A assinatura das portarias pelo Ministério da Educação ocorreu hoje em Brasília, no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Michel Temer. A Associação Médica Brasileira (AMB), o Conselho Federal de Medicina (CFM) e outras entidades médicas, vinham denunciando ao Governo Federal os problemas da abertura desenfreada de escolas médicas no Brasil, como tem acontecido nos últimos 15 anos. Além da moratória na abertura de escolas médicas por 5 anos, a portaria assinada hoje também atende outra reivindicação da AMB, a criação de um grupo de trabalho para subsidiar a reorganização da formação médica, com foco na melhoria da qualidade profissional dos médicos.

O presidente da AMB, Lincoln Lopes Ferreira, vê este momento como “um marco na história, pois o Brasil não tem condições de formar médicos na quantidade de estudantes que hoje são aprovados para as escolas de medicina. Ao estabelecer bases para a reorganização da formação médica, e tendo como foco a melhoria da qualidade profissional, estará sendo preservada a qualidade assistencial da medicina à população”.

“O que vimos nos últimos quinze anos tem servido somente para atender interesses políticos e econômicos e pouco tem contribuído para melhorar a Saúde no Brasil. Isso devido à baixíssima qualidade dos profissionais que a maioria das novas escolas está diplomando, colocando em risco a saúde da população e sobrecarregando ainda mais o sistema de saúde. A maioria das novas escolas não tem conseguido garantir uma formação adequada aos estudantes de medicina devido a inúmeros problemas e deficiências que apresentam”, declara Lincoln Ferreira, presidente da AMB.

A grande preocupação, conforme nos relata Dra. Maria José Martins Maldonado, Diretora Acadêmica da AMB, é que “a abertura das escolas nos últimos anos foi na sua grande maioria de cunho particular, com forte apelo comercial. A grande preocupação é que muitas destas escolas vieram sem professores doutores suficientes e sem hospitais universitários correspondentes, assim o acadêmico fica mal formado, indo para o mercado de trabalho despreparado, colocando em risco a saúde da população. As portarias assinadas hoje são de grande importância para a melhoria da qualidade do ensino médico no Brasil”.

A verdade nua e crua é que o ensino virou um balcão de negócios com o aval dos governos que administraram o Brasil nos últimos 20 anos, e a qualidade ficou em segundo lugar. Sessenta por cento são escolas particulares e cobram entre R$ 5 mil e R$ 15 mil mensais por aluno.

O Dr. Diogo Leite Sampaio, 1º. Vice-Presidente da AMB, que também esteve presente ao evento no Palácio do Planalto, fala de sua satisfação em ver que “as portarias assinadas e as discussões que se seguirão no Grupo de Trabalho estarão pautadas na qualidade do médico e não na quantidade de médicos, como anteriormente vinha sendo feito”. Isto ficou claro tanto no discurso como nas conversas do Presidente da República. Dr. Diogo complementa: “Projetando-se os formados em medicina, daqui a 10 anos, já considerando os últimos editais que ainda serão respeitados, quando teremos 33 mil pessoas ingressando nas escolas de medicina, em 30 anos serão mais de um milhão de médicos, quantidade maior que a soma de médicos no restante do mundo”.

A AMB, está satisfeita e confiante com o encaminhamento dado, e reafirma que também há necessidade de que se estabeleça o Exame Nacional de Proficiência para os egressos de escolas de Medicina. “Nosso compromisso, a partir da decisão do Conselho Deliberativo da AMB, em março de 2018, em reunião ocorrida em natal/RN, é de atuar e tomar todas as medidas para a instituição do Exame de Proficiência para egressos, pois um mau médico custa muito caro à sociedade, pela insegurança, pelo excesso de exames solicitados, pelos erros de diagnóstico e consequentes tratamentos, e que podem representar, inclusive, a perda da vida de pacientes”.

Dr Diogo complementa, “este freio de arrumação, consolidado pelas portarias de hoje é necessário, mas precisamos também implementar o exame de Proficiência. Além das avaliações das escolas, precisamos de avaliações pautadas na pessoa e não somente nas instituições de ensino. Maus médicos podem ser formados por boas escolas, também. Temos como exemplo o exame do Cremesp, onde somente 60% dos inscritos foram aprovados, e mesmo dentre estes, houve erros muito primários nas respostas da prova”.

Dos 2.636 médicos que participaram da prova do Cremesp de 2017, mais de 35% acertaram menos de 60% das 120 questões da prova, porcentagem considerada mínima para a aprovação. O quadro fica pior quando se descobre que 88% dos recém-formados não souberam interpretar o resultado de uma mamografia, 78% erraram o diagnóstico de diabetes, 60% demonstraram pouco conhecimento sobre doenças parasitárias e 40% não souberam elaborar a suspeita de um caso de apendicite aguda.

A AMB defende que todos os egressos da formação em Medicina e todos os que passaram pelo processo do Revalida, sejam submetidos a exame para receberem o CRM, demonstrando que estão aptos a atender a população.

Excesso de cursos de medicina
No Brasil, existem atualmente 302 escolas de medicina. Entre 2003 e 2018, foram criadas 178 escolas médicas. Um número surreal, se comparado com países como a China, onde existem 150 faculdades para 1,3 bilhão de pessoas, ou quando olhamos para os Estados Unidos, que tem 131 cursos para 300 milhões de habitantes e as escolas mais respeitadas do mundo.

 

Foto: Rodrigo Aguiar

STF REAFIRMA QUE NINGUÉM ESTÁ ACIMA DA LEI!

#NinguemEstaAcimaDaLei #MedicosContraCorrupcao #Democracia #AMB #ColarinhoBrancoNão #EstadoDemocraticoDeDireito

Para o Brasil que vive momentos historicamente dramáticos, decisão do STF traz uma esperança de melhores dias, onde a impunidade não prevaleça e o mal da corrupção seja afastado.

A AMB se orgulha de participar de movimentos contra a impunidade e contra a corrupção. Mais uma vez os médicos foram às ruas, em 03/04, defender a democracia, o respeito às leis e o futuro da nação.

#NinguemEstaAcimaDaLei #MedicosContraCorrupcao #Democracia #AMB #ColarinhoBrancoNão #EstadoDemocraticoDeDireito

https://g1.globo.com/politica/noticia/stf-julgamento-habeas-corpus-lula-4-de-abril.ghtml

Foto: Fellipe Sampaio/SCO/STF (04/04/2018)

MORATÓRIA NA ABERTURA DE ESCOLAS MÉDICAS

MORATÓRIA NA ABERTURA DE ESCOLAS MÉDICAS. Na manhã desta quinta-feira, 5/4, a AMB participará da assinatura da…

Posted by AMB – Associação Médica Brasileira on Wednesday, April 4, 2018

Na manhã desta quinta-feira, 5/4, a AMB participará da assinatura da moratória que deve impedir abertura de novas escolas médicas pelos próximos cinco anos. “Há muito tempo temos denunciado os problemas da abertura desenfreada de escolas médicas. Desde o segundo semestre de 2017, juntamente com outras entidades médicas, vem cobrando do Governo medidas no sentido de acabar com essa verdadeira “farra” das novas escolas médicas, que nos últimos quinze anos tem servido somente para atender interesses políticos e econômicos. A maioria das novas escolas não tem conseguido garantir uma formação adequada aos estudantes de medicina devido a inúmeros problemas e deficiências que apresentam”, declara Lincoln Ferreira, presidente da AMB.

Para o presidente da AMB, a moratória não resolve todos os problemas envolvendo as escolas médicas, mas pode ajudar a estancar a sangria. A AMB também tem cobrado maior fiscalização nas escolas existentes e um Exame Nacional de Proficiência em Medicina para os estudantes e os egressos de todas as escolas. “A moratória, nos termos que foram conversados nos últimos seis meses, terá um impacto importante neste processo. É fundamental barrar imediatamente que novas escolas sigam sendo criadas de forma irresponsável como vem acontecendo. É preciso inclusive avaliar as que foram autorizadas recentemente. Muitas dessas novas escolas não apresentam instalações adequadas. Há falta de professores e, quando tem, não há condições necessárias para o ensino.

Lincoln Ferreira, tem afirmado que “formar médicos custa caro. Formar maus médicos custa muito mais caro. E por um longo período. Médicos malformados são mais inseguros, solicitam exames desnecessários, não utilizam os tratamentos apropriados, não seguem os protocolos corretos, aumentando o tempo de internação dos pacientes e de intervenção médica sem real necessidade. Sobrecarregam o sistema de saúde, principalmente o público, que carece de mecanismos de gestão, precarizam a prevenção dos agravos e, pior, colocam em risco a vida dos brasileiros”. “A moratória pode ser um marco inicial importante na luta pela melhoria da qualidade do ensino médico no Brasil. O que resultará fatalmente na melhoria da qualidade da saúde para a população”, concluiu Lincoln.

AMB APOIA ESTUDO COORDENADO PELO ONCOLOGISTA PAULO HOFF

A AMB (Associação Médica Brasileira) sempre se posicionou veementemente contrária a testes que não seguissem os ritos científicos necessários para a comprovação de sua eficácia, como no caso da chamada “pílula do câncer”.

A entidade foi responsável pela liminar concedida pelo STF (Supremo Tribunal Federal) que suspendeu a chamada “pílula do câncer” em maio de 2016, justamente pela falta de comprovação científica.

Em março, o diretor geral do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), Paulo Hoff, foi ouvido na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga eventuais falhas na pesquisa sobre a fosfoetanolamina sintética, propagada como “pílula do câncer”. O estudo coordenado pelo oncologista e financiado pelo governo paulista não demonstrou a eficácia da pílula do câncer.

É preocupante o uso de forças políticas como instrumento para questionar a validade de um estudo científico. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) recomendou o veto à pílula do câncer, enviando nota técnica, justamente por não haver estudos clínicos que demonstrassem sua segurança e eficácia, trazendo riscos à saúde dos pacientes.

No entanto, o senado e a então presidente da República, Dilma Rousseff, aprovaram a liberação da pílula, sem as competências necessárias para julgarem o rito científico. O STF julgou não haver testes científicos suficientes que comprovem que a pílula seja segura e eficaz sem colocar em risco a saúde dos pacientes e que a norma editada pelo Congresso invadiu a competência da própria Anvisa.

Os testes em humanos da fosfoetanolamina sintética coordenados pelo oncologista Paulo Hoff, apresentados durante o 20° Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica, mostraram que em testes com 73 pacientes, apenas um teve resultado positivo parcial, de modo que o Icesp não pretende mais conduzir pesquisas sobrea pílula. A baixa eficácia demonstrada autoriza técnica e eticamente a suspensão dos testes e evita colocar mais pacientes em risco. A AMB apoia a decisão técnica do Instituto, justamente por não ser ético submeter mais pessoas a um tratamento sem efeito.

Considera, ainda, que legislar sobre fármacos é inaceitável, pois a responsabilidade legal e criminal recai sobre o médico na prescrição do tratamento, e a utilização de drogas sem o reconhecido efeito vai nos levar a um retrocesso de 300 anos, quando se acreditava em poções e magias para o tratamento de pessoas.

A AMB aconselha sempre aos pacientes que não abandonem seus tratamentos na busca de soluções rápidas e milagrosas. Sigam as recomendações de seus médicos especialistas, pois para cada tipo de câncer há um tratamento adequado que visa à remissão do mal, e quando isso não é possível, à ampliação da qualidade e da expectativa de vida.

Paulo Hoff é um dos oncologistas mais reconhecidos no Brasil, com mais de 300 publicações, e desde março de 2017 ocupa a cadeira 58 como membro titular da Academia Nacional de Medicina.

Após sua formação no Brasil, com graduação em Medicina pela Universidade de Brasília (1991) e doutorado em Ciências pela Universidade de São Paulo (2007), teve longa e sólida formação nos EUA durante sete anos. Depois passou a atuar na assistência e pesquisa, sendo por vários anos professor associado e vice-chefe do Departamento de Gastroenterologia do M. D. Anderson Cancer Center da University of Texas, um dos maiores centros de oncologia do mundo.

No Brasil e no exterior, esteve e está à frente de grandes entidades no estudo do câncer, o que, em conjunto com seu currículo, lhe dá legitimidade para tratar do assunto.

ASSOCIAÇÃO MÉDICA BRASILEIRA

AMB CONFIA NOS ESTUDOS CONDUZIDOS PELO ICESP SOBRE A “PÍLULA DO CÂNCER”

AMB CONFIA NOS ESTUDOS CONDUZIDOS PELO ICESP SOBRE A “PÍLULA DO CÂNCER”

 

O Programa SBT Brasil realizou matéria sobre a fosfoetanolamina, com entrevista do presidente da Associação Médica Brasileira (AMB),  Lincoln Lopes Ferreira, pois amanhã (04/04) será apresentado o relatório Comissão Parlamentar de Inquérito da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo sobre o assunto.

Os testes em humanos da fosfoetanolamina sintética coordenados pelo oncologista Paulo Hoff, apresentados durante o 20° Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica, mostraram que em testes com 73 pacientes, apenas um teve resultado positivo parcial, de modo que o Instituto do Câncer de São Paulo (Icesp) não pretende mais conduzir pesquisas sobrea pílula. A baixa eficácia demonstrada autoriza técnica e eticamente a suspensão dos testes e evita colocar mais pacientes em risco. A AMB apoia a decisão técnica do Instituto, justamente por não ser ético submeter mais pessoas a um tratamento sem efeito.

A Associação Médica Brasileira é totalmente contra se empregar uma droga sem a devida constatação de seus efeitos, “imputar ao médico a responsabilidade de prescrever uma droga que não tem efeitos terapêuticos estabelecidos, sem efeitos colaterais estabelecidos, sem as relações com outras drogas estabelecidas, é algo que não podemos aceitar. Nós atuamos hoje com base me fundamentos”, comenta Dr Lincoln Lopes Ferreira, presidente da AMB.

Veja a matéria do Programa SBT Brasil: https://www.youtube.com/watch?time_continue=7&v=FW9_TE2EgIc