AMB E CFM RESPONDEM A COMENTÁRIOS FEITOS POR GESTORES SOBRE MÉDICOS

Hoje, 30/06/2016, a Associação Médica Brasileira (AMB) e o Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgaram nota à sociedade sobre comentários feitos por gestores a respeito dos médicos do Sistema Único de Saúde (SUS), por ser inadequada a emissão de comentários pejorativos e distantes da realidade a respeito dos profissionais da saúde.

Confira a nota:

NOTA A SOCIEDADE

Diante da necessidade premente de união construtiva de esforços em torno de um objetivo comum, a superação dos inúmeros problemas que afetam o Sistema Único de Saúde (SUS), é completamente inadequada a emissão de comentários pejorativos e distantes da realidade a respeito dos profissionais da saúde.

Fato é que frequentemente pacientes, médicos e demais profissionais da saúde são constrangidos por comentários feitos por gestores, inclusive do ministro Ricardo Barros, que distorcem as dificuldades enfrentadas pelo SUS. A tentativa de transferir para as categorias da área da saúde, em especial os médicos, a culpa pela grave crise que afeta a rede pública não exime o Estado de suas responsabilidades ou afasta a compreensão da falta da indispensável atenção administrativa.

Apenas o trabalho articulado de gestores e de todos os setores envolvidos com essa crise, o que inclui os médicos e os demais profissionais da área, assim como a sociedade em geral, ajudará a trazer as respostas esperadas pelos brasileiros, em especial os 150 milhões que dependem exclusivamente do SUS.

Assim, o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação Médica Brasileira (AMB) reiteram seu compromisso com o SUS e conclamam a todos que comungam do mesmo ideal, inclusive os gestores – nas esferas municipal, estadual e federal – a somarem esforços evitando contendas ou divisões, as quais somente afastam o País da oferta de uma saúde pública de qualidade para todos.

 

Brasília, 30 de junho de 2017.

 

CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA

ASSOCIAÇÃO MÉDICA BRASILEIRA

 

Ramb está entre as revistas mais acessadas no Scielo

O blog Divulga Ciência, dedicado a valorizar as revistas científicas brasileiras por meio da divulgação, publicou post assinado pela jornalista Carolina Medeiros citando as revistas mais acessadas no Scielo.

A Revista da Associação Médica Brasileira aparece entre as 10 mais acessadas do país na área de ciências da saúde, com mais de 4 milhões de acessos (veja quadro abaixo). Os dados foram coletados de setembro de 2015 a agosto de 2016, a partir do site SciELO Analytics, que divulga as estatísticas de acesso às publicações.
Segundo o blog, “O SciELO tem se configurado como uma importante base de dados que reúne revistas científicas de acesso aberto do Brasil e outros 14 países de língua portuguesa e espanhola. Há 16 anos estabelece critérios de publicação que, apesar de polêmicos, têm mudado consideravelmente o padrão de qualidade das publicações”.

A notícia completa pode acessada por este link: http://www.blogs.ea2.unicamp.br/cienciaemrevista/2016/10/19/ranking-scielo/

ANS COLOCA EM CONSULTA PÚBLICA NOVOS PROCEDIMENTOS PARA INCLUSÃO NOS PLANOS DE SAÚDE.

 

A consulta pública foi iniciada hoje (27/06/2017) e estará disponível até o dia 26/07/2017.

O Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde é obrigatório para todos os planos de saúde contratados a partir da entrada em vigor da Lei nº 9.656/98, os chamados planos novos, ou aqueles que foram adaptados à lei. O objetivo da ANS para a atualização do Rol de procedimentos é garantir o acesso ao diagnóstico, tratamento e acompanhamento das doenças através de técnicas que possibilitem o melhor resultado em saúde, sempre obedecendo a critérios científicos de segurança e eficiência comprovados.

A Associação Médica Brasileira (AMB) participou das discussões e apresentou à ANS as solicitações com base na Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos – CBHPM da AMB. A lista de demandas apresentadas à ANS é maior do que os procedimentos que são aprovados para inclusão no Rol de Procedimentos, pois lá um viés econômico, enquanto na CBHPM o viés mais forte é a qualidade de atendimento.

É importante que médicos e população opinem na consulta pública, pois este é um instrumento para a revisão pretendida pela ANS.

A proposta prevê:

15 incorporações de PROCEDIMENTOS

02 inclusões e 09 alterações de DIRETRIZ ES DE UTILIZAÇÃO

Participe: http://www.ans.gov.br/participacao-da-sociedade/consultas-e-participacoes-publicas/consulta-publica-61-rn-do-rol-de-procedimentos-e-eventos-em-saude

 

Sobre a CBHPM:

A CBHPM da AMB é atualizada constantemente, sendo editada e publicada a cada 2 anos com a lista classificando, sob o ponto de vista de complexidade de forma hierarquizada, os procedimentos médicos reconhecidos cientificamente que podem ser realizados pelos médicos em território nacional. As atualizações, entre uma edição e outra, são divulgadas por meio de Resoluções da Comissão Nacional de Honorários Médicos CNHM.

As solicitações de inclusão/exclusão ou alteração de procedimentos na CBHPM é feita pelas Sociedades de Especialidade Médica, com uma metodologia para apresentação e análise embasadas tecnicamente com apresentação de estudos científicos, que são analisados pela Câmara Técnica Permanente da CBHPM.

Para a AMB as operadoras pressionam para que alguns procedimentos não entrem no rol alegando que eles incorporam custos, o que é uma meia verdade, pois muitos tem uma frequência de utilização muito baixa, mas mesmo assim acabam não entrando na lista da ANS.

Este trabalho, hoje reconhecido pelo sistema de Saúde Suplementar Brasileiro, vem sendo incorporado progressivamente pelas mais importantes operadoras de planos de saúde e é entendido pela agência reguladora, ANS, como a condição básica para que procedimentos possam ser incorporados ao Rol de Procedimentos.

AMB endossa declaração contra o Tabagismo

A AMB é signatária da Declaração da 5a Conferência Latino-Americana e do Caribe sobre Tabaco ou Saúde Denuncia Produtos de Tabaco Aromatizados, que apela para que os governos proíbam os produtos de tabacos aromatizados e suas propagandas e promoções associadas.

Este é um documento importante neste momento no qual retornou à pauta do STF, a ADIN 4874, na qual a CNI propõe a suspensão da proibição de aditivos e sabores nos produtos derivados do tabaco, determinada pela RDC ANVISA 014-12. Cerca de 127 organizações de 16 países assinaram o documento que  pode ser visualizado clicando no link abaixo.
 
http://bit.ly/DeclaraçãoOrgs

 

Download da Declaração

MPF recomenda suspensão de compra e distribuição da Asparaginase chinesa. AMB e CFM apoiam a decisão.

Em nome de 4 mil crianças e adolescentes que enfrentam tratamento em busca de cura contra a leucemia linfoide aguda, um dos tipos de câncer que mais afetam essa faixa etária, e dos profissionais que os acompanham o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação Médica Brasileira (AMB) expressam seu total apoio à decisão do Ministério Público Federal (MPF) de recomendar ao Ministério da Saúde a suspensão da compra e da distribuição em unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) de todos os lotes do medicamento Leuginase, produzido pelo laboratório chinês Beijing. A posição do MPF, em decorrência de suspeitas de falta de segurança e de eficácia no referido medicamento, representa um importante passo na proteção dos direitos individuais no País. Se acatada, a recomendação contribuirá para evitar que esses jovens pacientes sejam expostos, desnecessariamente, a situações de risco de morte e os ajudará em sua jornada em busca da cura. O CFM e a AMB reiteram a importância de que todos os medicamentos só possam ser comercializados e distribuídos no Brasil, após avaliação rigorosa sobre sua qualidade, inclusive pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a partir de evidências científicas irrefutáveis relativas à sua segurança e eficácia. Da mesma forma, considerando o contexto de possível desabastecimento desse princípio ativo, o CFM e a AMB pedem que sejam tomadas todas as providências para que o Governo garanta acesso aos pacientes a frascos da l-asparaginase produzida por laboratórios que, reconhecidamente, cumpram esses requisitos, permitindo a continuidade dos tratamentos.

ALERTA DA AMB SOBRE O USO DE DISPOSITIVOS ELETRÔNICOS PARA ENTREGA DA NICOTINA: CIGARRO ELETRÔNICO E CIGARRO AQUECIDO.

A Associação Médica Brasileira (AMB), que congrega as sociedades de especialidades médicas, vêm à público manifestar-se aos médicos e à sociedade brasileira quanto aos riscos relacionados tanto à segurança no manuseio quanto nos efeitos para a saúde no consumo do cigarro eletrônico; e sobre a falta de estudos científicos independentes sobre o cigarro aquecido. Esses produtos vêm sendo divulgados por seus fabricantes, na mídia e na internet, como menos nocivos ao consumo humano, além do fato de omitirem que o seu consumo torna seus usuários dependentes da nicotina, como qualquer produto derivado do tabaco.

A Agência de Vigilância Sanitária (ANVISA), que é a responsável pela regulação de produtos derivados do tabaco no Brasil, já se posicionou firmemente em relação às formas de liberação de nicotina – substância causadora de dependência contida em qualquer tipo de tabaco –, através de dispositivos eletrônicos para fumar.

A Resolução RDC 46/2009, proíbe a comercialização, importação e propaganda de quaisquer dispositivos eletrônicos para fumar – que inclui o cigarro eletrônico e o cigarro aquecido-, especialmente aqueles que aleguem substituição de cigarro, cigarrilha, charuto, cachimbo e similares ou que objetivem ser uma alternativa à cessação do tabagismo.

A Comissão do Combate ao Tabagismo da AMB alerta que não há comprovação científica que o uso do cigarro eletrônico seja eficaz para a redução do consumo de cigarros tradicionais nem para a cessação do tabagismo.

No cigarro tradicional ocorre a queima do tabaco que produz milhares de substâncias tóxicas e cancerígenas, tanto para o fumante ativo quanto para o fumante passivo, entre elas o monóxido de carbono (fator de risco para infarto do miocárdio) e os alcaloides do alcatrão (cancerígeno).

No cigarro eletrônico, ainda que não haja a combustão do tabaco, esse produto não é inócuo como erroneamente vem sendo propagado. Nesse produto a nicotina encontra-se na forma líquida, sendo aquecida, aspirada e também liberada no meio ambiente sob a forma de vapor, imitando do ponto de vista comportamental o cigarro convencional, e carreando para as vias respiratórias substâncias também nocivas aos seus usuários.

É fato que o vapor do cigarro eletrônico contém várias substâncias em quantidades menores do que as encontradas no cigarro tradicional, mas por outro lado encerra outras tantas substâncias tóxicas e cancerígenas em concentrações mais elevadas no vapor do que as encontradas na fumaça do cigarro e outras tantas substâncias tóxicas que não estão presentes na fumaça do cigarro tradicional.

Além disso, esses produtos utilizam sabores e elementos flavorizantes em sua composição, o que favorece a sedução de jovens para a experimentação e iniciação tabágica, este segmento do mercado tem sido historicamente explorado pela indústria do tabaco, para potencializar o ingresso de novos tabagistas e manter os lucros de seus negócios.

No que diz respeito ao novo produto conhecido como cigarro aquecido não há, até a presente data, estudo científico disponível que tenha sido conduzido pela comunidade de pesquisadores independentes, portanto sem conflitos de interesses com os fabricantes.

Afinal, a indústria do tabaco não tem primado no curso de sua história por veicular informações sobre os conteúdos e danos inerentes ao consumo de seus produtos, primeiro negaram “acreditar que a nicotina causasse dependência” na Suprema Corte Americana, depois alegaram “desconhecer as doenças tabaco-relacionadas”, embora em seus próprios documentos internos – obrigados a disponibilizar publicamente pelo judiciário britânico e americano – mostrassem que adicionavam, dentre outros produtos nocivos à saúde, as substâncias anfetamínicas.

A indústria do tabaco nunca se preocupou, e não será agora, em contribuir com tecnologias para a redução ou, mesmo a cessação do tabagismo de seus fiéis consumidores, pois a indústria do tabaco não produz bens para a humanidade, o seu produto mata 7 milhões de pessoas a cada ano (OMS, 2017), sendo 156 mil somente no Brasil (FIOCRUZ, 2017).

Com as evidências científicas disponíveis e os indicadores robustos de pesquisas atuais de controle da prevalência do tabagismo no Brasil (VIGITEL, VIGESCOLA, PNS-IBGE) que vem mostrando uma significativa redução tanto na experimentação, iniciação e consumo de tabaco no país; a AMB considera temerária do ponto de vista da saúde pública, a entrada desses dois produtos no país, os quais tem sido objeto de controvérsia em outros países.

Considerando finalmente, que o “princípio da prevenção e da precaução” deve ser adotado no surgimento de qualquer tecnologia ou produto, que potencialmente possa afetar a saúde de seus usuários, cujos riscos não tenham sido adequadamente mensurados, a AMB não recomenda o uso dos dois produtos como um produto de risco reduzido, nem para a redução do consumo de cigarros, tampouco para a cessação do tabagismo.

 

São Paulo, 6 de junho de 2017

 

Associação Médica Brasileira (AMB)

DR. EMÍLIO ZILLI, DIRETOR DA AMB, FALOU SOBRE PLANOS DE SAÚDE EM AUDIÊNCIA PÚBLICA DE COMISSÃO ESPECIAL DA CÂMARA DOS DEPUTADOS.

 

 

Ontem, 06/06/2017, a Associação Médica Brasileira, representada pelo seu Diretor de Defesa Profissional, Dr. Emilio Zilli, esteve presente na Câmara dos Deputados na audiência pública da Comissão Especial destinada a proferir parecer ao Projeto de Lei nº 7419, de 2006, do Senado Federal, que “altera a Lei nº 9.656, de 3 de junho de 1998, que dispõe sobre os planos e seguros privados de assistência à saúde”.

Dentre os pontos abordados pelo Dr. Zilli, está a dificuldade de se discutir preços de planos de saúde em razão das falhas na gestão das operadoras, que necessitam rever seus processos e controles, identificando o que se perde nesta administração e não simplesmente ter como regra o aumento do plano para o beneficiário e a diminuição dos percentuais de aumento aos médicos. Hoje, por exemplo, as operadoras não têm dados a respeito de fatores impactantes em seus custos, como a quantidade de tabagistas, hipertensos e diabéticos.

Em maio de 2017, Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) fixou em até 13,55% o índice de reajuste a ser aplicado aos planos de saúde médico-hospitalares individuais/familiares no período compreendido entre maio de 2017 e abril de 2018. Entretanto para os médicos o aumento está  4,5%, ainda em negociação.

Fica claro que tanto pacientes quanto médicos pagam a conta da má gestão e a AMB atuará firme, para a mudança destes paradigmas e para a melhor remuneração do médico, ficando claro que está à disposição para sentar à mesa e discutir modelos de remuneração, como já tem  feito inclusive com ampla discussão entre a categoria, como recentemente o fez (31/5) quando realizou o Simpósio: “Novas Formas de Remuneração Causas e Consequências: Uma Avaliação Crítica”,  com o CFM e ANS e maciça presença de representantes de nossas Federadas e Sociedades de Especialidade.

http://bit.ly/2rLvNYS

Assista o vídeo no portal da Câmara com a apresentação do Dr. Zilli http://bit.ly/2sSMEIA

FLORENTINO CARDOSO, PRESIDENTE DA AMB, RECEBE PRÊMIO NO 6º FÓRUM DA SAÚDE E BEM- ESTAR.

 

O evento, que aconteceu em São Paulo, promovido pelo LIDE – Grupo de Líderes Empresariais e pelo LIDE SAÚDE, reuniu mais de 350 grandes nomes da medicina brasileira, entre médicos, dirigentes de empresas e entidades, além de diversas autoridades públicas, para debater temas relevantes ligados à saúde.

Além dos painéis, o fórum reconheceu o Dr. Florentino Cardoso, como um dos destaques da medicina brasileira com o PRÊMIO LIDE DE SAÚDE 2017.