ANS lança pesquisa sobre celebração de contratos entre operadoras e prestadores

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) está fazendo uma pesquisa sobre contratualização entre operadoras e prestadores de serviços. O objetivo, de acordo com a diretora de Desenvolvimento Setorial da ANS, Martha Oliveira, é obter um panorama detalhado sobre a celebração de contratos estabelecida a partir da edição da Lei nº 13.003/2014, para que a Agência possa aprimorar as ações nas relações entre os planos de saúde e seus estabelecimentos ou prestadores conveniados.

 

As operadoras responderão perguntas relacionadas ao aumento dos contratos por escrito após a edição da Lei 13.003, às formas de reajuste aplicadas aos hospitais, consultórios e profissionais, às causas de glosas e às medidas adotadas para a resolução de conflitos com a rede conveniada.

 

Para os prestadores, as perguntas versarão sobre os pontos de desacordo mais frequentes na celebração dos contratos, as forma de reajuste, os prazos para pagamento e o percentual de guias glosadas.

 

A pesquisa estará disponível até 31/05/2016. A participação é voluntária e as respostas não ensejarão a aplicação de multas. Cabe ressaltar, ainda, que não haverá a divulgação de dados individualizados por operadora ou por prestador.

 

Acesse a pesquisa sobre contratualização entre operadoras e prestadores clicando nos seguintes links:

 

Questionário para prestadores 

Questionário para operadoras 

 

Atenciosamente,
Diretoria de Desenvolvimento Setorial – DIDES

AMB orienta médicos sobre Lei 13.003/2014

A Associação Médica Brasileira (AMB) orienta os médicos que possuem contratos com operadoras de saúde para observar detalhes previstos na lei 13.003/2014, que entrou em vigor no final de 2015.

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É importante que os médicos estejam atentos às regras que garantem seus direitos e só assinem contratos que estejam de acordo com a nova legislação. O dispositivo altera a lei 9.656 de 1998, determinando que exista contrato formal assinado entre as partes, discriminando todos os serviços contratados, bem como valores, forma e periodicidade do reajuste, prazos e procedimentos para faturamento e pagamento. Não cumprir as obrigações prevê penalidades para o prestador de serviços e operadora de saúde.

A AMB orienta seus associados a verificar se o contrato contempla cláusula de livre negociação entre as partes, regras sobre glosa e reajuste anual utilizando IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) pleno.

Contratos não em conformidade com essas novas regras devem ser comunicados diretamente à AMB, através do e-mail cbhpm@amb.org.br.

XIII Fórum Internacional de Sepse reúne profissionais para discutir sobre a principal causa de morte nas UTIs

O XIII Fórum Internacional de Sepse, organizado pelo Instituto Latino-Americano de Sepse (ILAS), acontece nos dias 07 e 08 de abril em São Paulo, no Centro de Convenções Frei Caneca. Com o tema “Melhorando o tratamento da sepse em países em desenvolvimento”, o evento abordará a alta taxa de mortalidade ocasionada pela doença, que é uma das principais causas de óbito em UTIs brasileiras.

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Conhecida como infecção generalizada, a sepse é um conjunto de manifestações graves em todo o organismo produzidas por uma infecção em um órgão que pode vir a comprometer o funcionamento de todo o corpo do paciente, levando-o à morte.

O tema será abordado por 70 profissionais nacionais e cinco internacionais que irão apresentar as novas estratégias para a mudança do cenário brasileiro e em outros países. Entre os especialistas presentes no evento, estão os canadenses John Marshall, que analisa intervenções para o tratamento da sepse, e Neill Adhikari, que estuda a doença em países em desenvolvimento, como é o caso do Brasil.

A doença é responsável por 25% da ocupação de leitos em UTIs no Brasil e é uma das principais causas de mortalidade hospitalar tardia. Possui alta taxa de óbitos no país, chegando a 65% dos casos, enquanto a média mundial varia entre 30% e 40%.

O encontro contará com uma programação mais dinâmica do que as outras edições, de acordo com o presidente do ILAS, Luciano Azevedo. “Este ano teremos um evento muito mais interativo, com aulas expositivas, discussões, trocas de experiências e opiniões entre os palestrantes”, afirma o presidente.

“Será um evento mais informal, com uma festa de confraternização na noite do primeiro dia. Teremos uma parte social bem interessante do fórum, sem aquele ar sisudo de congresso de medicina”, conclui Azevedo.

O evento também abordará temas mais intrigantes, como as controvérsias nos estudos e o estado atual de pesquisas. “Vamos discutir as novas definições da doença que mudaram neste ano. Existe um novo leque de definições que geraram polêmicas e controvérsias quando foram divulgados”, diz.

Entre outros temas que serão abordados estão os principais tratamentos a pacientes com antimicrobianos, medicamentos avançados e outras estratégias terapêuticas ainda em fase de estudos.

AMIB lança livro que comemora seus 35 anos e conta a história da medicina intensiva brasileira

Entidade que representa médicos intensivistas do país apresenta obra com destaque para a defesa da profissão

São Paulo, março de 2016 – A AMIB (Associação de Medicina Intensiva Brasileira)lança, com evento na próxima sexta-feira (1º de abril), livro sobre seus 35 anos de fundação. Editado pela Atheneu, o título traz uma coletânea de memórias dos médicos que ajudaram a construir a história da especialidade no país, desde o desenvolvimento das primeiras UTIs (Unidades de Terapia Intensiva) até a formação do profissional que hoje atua sob essa titulação.

Coordenado por Mariza D’Agostino Dias, uma das fundadoras e primeira presidente da associação, a obra tem prefácio de Jean-Louis Vincent, professor-doutor de Medicina Intensiva na Universidade Livre de Bruxelas. David Uip, médico infectologista e secretário de Saúde do Governo de São Paulo, é outro prefacista, que em seu texto relembra que “a atuação da entidade, indubitavelmente, foi crucial para o desenvolvimento, fortalecimento e reconhecimento da Medicina Intensiva brasileira, como uma especialidade médica altamente capacitada e qualificada, não apenas sob o ponto de vista da assistência, como também da formação de profissionais e da vasta produção científica”.

O livro destaca que hoje as UTIs brasileiras estão alinhadas com os principais centros mundiais, tanto em equipamentos, quanto na formação de seus profissionais. As primeiras atividades da especialidade remontam a 1955, quando chegaram ao país os primeiros pulmões de aço, então o aparelho mais tecnologicamente avançado em respiração mecânica, que deram origem à primeira unidade respiratória no Hospital Federal dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro. Aos poucos, outras unidades se espalharam para o Sul, Centro-Oeste e demais estados do país.

A construção do texto utilizou artigos de membros antigos e atuais da AMIB. Os relatos ajudam a reafirmar o propósito da entidade de fomentar a pesquisa, formação, titulação e defesa do médico intensivista, integrando e valorizando os demais profissionais de saúde que atuam em terapia intensiva. A maior demonstração do sucesso da entidade em suas metas é o número de médicos inscritos: se, em seu primeiro ano, havia 200 associados, hoje conta com mais de 7 mil profissionais, com representação em 25 estados do Brasil.     

O evento de lançamento será dia 1º de abril no hotel Grand Mercure Ibirapuera, com fala dos médicos Mariza D’Agostino Dias, primeira presidente da AMIB; Elias Knobel, professor adjunto da Escola Paulista de Medicina; e Dario Birolini, professor emérito da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

AMIB 35 anos: A História da Medicina Intensiva no Brasil
Editora: Atheneu
Páginas: 152
Preço sugerido: R$ 75
Prefácio: Davi Uip, secretário de Saúde do Governo do Estado de São Paulo

Evento de lançamento
Dia 1º de abril, às 19h
Grand Mercure Ibirapuera
rua Sena Madureira, 1355
São Paulo – SP

Sobre a AMIB

A AMIB (Associação de Medicina Intensiva Brasileira) foi fundada em 1981, com a intenção de fortalecer a especialidade e levar informações qualificadas para os profissionais que atuam em unidades de terapia intensiva. É a Associação de Especialidade reconhecida pela AMB (Associação Médica Brasileira) e pelo CFM (Conselho Federal de Medicina) para aplicar o concurso para obtenção do Título de Especialista em Medicina Intensiva Adulto e Pediátrico. Está igualmente em seu escopo de atividades atuar  pela valorização do médico intensivista, buscando não só a melhoria das condições de trabalho, mas também a qualidade da formação e capacitação dos profissionais de UTIs em todo o país. Atualmente, são mais de 7 mil profissionais associados, organizados em 25 representações estaduais. Afiliada à FEPIMCTI (Federación Panamericana e Ibérica de Medicina Crítica e Terapia Intensiva) e da WFSCCM (World Federation of Societies of Critical Care Medicine).