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REVALIDA LIGHT É DERRUBADO NO CONGRESSO NACIONAL

O Congresso barrou ontem a possibilidade de escolas privadas realizarem o Revalida. Os vetos do presidente Jair Bolsonaro que impedem a possibilidade de realizar o processo de revalidação de diplomas médicos obtidos no exterior em faculdades particulares foram mantidos pelos parlamentares.

Com os vetos, o processo de revalidação poderá ser realizado apenas em faculdades de medicina públicas. Esta conquista é fruto de um longo e minucioso trabalho de investigação realizado pela Associação Médica Brasileira (AMB) para combater as fraudes na revalidação e pela Operação Vagatomia, que foram amplamente divulgadas aos congressistas e à população.

Esforços

Uma das principais bandeiras sempre defendidas pela AMB é a da qualidade no atendimento à saúde da população. E a entidade não mede esforços para isso. Durante todo o ano de 2019, e ainda em 2020, a AMB se dedicou a apurar e desmascarar os esquemas bilionários na revalidação de diplomas médicos no País. As irregularidades denunciadas foram apresentadas formalmente ao Ministério da Educação, à Controladoria-Geral da União, ao Ministério Público Federal Procuradoria-Geral da República.

Com a colaboração da imprensa a entidade conseguiu alertar a população brasileira sobre o caos que se encontrava o processo de revalidação. Toda essa ação ganhou ainda mais destaque quando a Polícia Federal deflagrou a Operação Vagatomia, que confirmou a veracidade de denúncias apresentadas pela AMB.

Ao começar os debates sobre a MPV 890, que criou o Programa Médicos Pelo Brasil, na Câmara de Deputados, foram inseridos verdadeiros jabutis, sobre revalidação em escolas particulares, e que nada tinham a ver com a MPV. A AMB realizou uma verdadeira força tarefa “Não podíamos deixar isso acontecer. Faculdades particulares aplicarem o exame seria retirar do poder público a governabilidade da revalidação, o que traria riscos à qualidade do exame devido a critérios de avaliação que poderiam ser mais flexíveis em escolas com interesses econômicos”, enfatiza o presidente da AMB, Lincoln Ferreira.

Para derrubar a possibilidade da revalidação por escolas privadas foram realizadas ações e reuniões para esclarecer deputados, senadores e o presidente Jair Bolsonaro sobre os riscos à saúde da população. “Médicos malformados que revalidam diplomas no Brasil em processos frágeis, colocam em risco a saúde da população. Fica aqui o agradecimento da AMB ao presidente da República e parlamentares que atenderam aos apelos dos médicos brasileiros”, destaca o vice-presidente da entidade, Diogo Sampaio.

As ações continuam

Na última quarta-feira (04), Diogo Sampaio entregou à Procuradoria-Geral da República um documento contendo mais de 500 páginas com novas denúncias.

“Ainda temos um caminho a percorrer até que todas as denúncias feitas ao Ministério da Educação, à Controladoria Geral da União, ao Ministério Público Federal e à Procuradoria Geral da República sejam apuradas, os responsáveis identificados e as medidas corretivas sejam tomadas, para que não haja burlas à lei nas revalidações de diplomas e na transferências de alunos do exterior”, pontua o vice-presidente da AMB.

Se você estuda em uma faculdade particular que pratica revalidação de diploma ou transferência irregular de alunos do exterior envie sua denúncia para o e-mail denuncia@amb.org.br. Nosso compromisso é te ouvir e continuar trabalhando por um atendimento seguro e de qualidade para o cidadão, realizado somente por quem comprovou habilidade para exercer medicina, seja egresso de escolas brasileiras ou estrangeiras.

Acompanhe nos links abaixo todo o histórico de ações da AMB no combate ao Revalida Ligth:

https://amb.org.br/noticias/sobre-o-exame-revalida/

https://amb.org.br/noticias/pgr-recebe-denuncias-sobre-fraudes-na-revalidacao/

https://amb.org.br/noticias/amb-apresenta-a-pgr-novas-denuncias-sobre-esquemas-na-revalidacao/

https://amb.org.br/noticias/denuncie-irregularidades-na-revalidacao/

https://amb.org.br/noticias/entenda-os-vetos-que-salvaram-o-revalida/

https://amb.org.br/noticias/bolsonaro-ouve-os-medicos-e-veta-revalida-light/

https://amb.org.br/noticias/revalida-ligth-no-correio-braziliense/

OPERAÇÃO VAGOTOMIA CONFIRMA DENÚNCIAS DA AMB

Notícia veiculada hoje pelo O Estado de S.Paulo, apresenta a deleção de Juliana da Costa e Silva, ex-diretora da Universidade Brasil de Fernandópolis, que confirma irregularidades denunciadas pela Associação Médica Brasileira ao longo de 2019.

“Levamos as denúncias a todos os níveis possíveis. Agora esperamos que os novos fatos relatados na reportagem do Estadão sensibilizem o Congresso Nacional para que os vetos presidenciais em relação à revalidação de diplomas estrangeiros por privadas sejam mantidos” comenta Diogo.

No início de 2019 a AMB começou uma investigação sobre fraudes em revalidação de diplomas médicos estrangeiros. Um relatório detalhado de como ocorrem as irregularidades, foi entregue em maio ao MEC e ,posteriormente, à CGU, à Presidência da República e apresentado a deputados da Frente Parlamentar da Medicina e ao Conselho Federal de Medicina, além de amplamente divulgado a imprensa.

Leia mais: https://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/paga-80-mil-se-quiser-fies-e-100-mil-relata-delatora-sobre-compra-de-vagas-da-medicina-na-universidade-brasil/

 

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RETROSPECTIVA AMB | VENDA DE VAGAS EM CURSOS DE MEDICINA

Reportagem exibida no Fantástico, da TV Globo, em setembro, mostrou o esquema de compra de vagas e fraudes contra o Fies. A Operação Vagatomia abrangia também os esquemas na revalidação de diplomas e foi deflagrada pela Polícia Federal que vinha investigando as falcatruas há oito meses. No dia 3/9, houve a prisão do dono da Universidade Brasil, José Fernando Pinto da Costa, e de seu filho, Stephano Bruno, além de outras 17 pessoas acusadas de participarem dos crimes.

“A Operação Vagatomia mostrou apenas a ponta do iceberg do verdadeiro balcão de negócios que criou uma indústria de fabricação de médicos fake, formados em escolas nacionais e estrangeiras de baixíssima qualidade e que não conseguem comprovar conhecimentos, competências e habilidades em exames de avaliação como Revalida ou de CRMs”, alerta Diogo Leite Sampaio, que participou da matéria do Fantástico e que coordenou a investigação sobre o esquema bilionário envolvendo a revalidação de diplomas. “É um mercado mais de 15 bilhões de reais, somente com a venda de vagas para egressos de faculdades estrangeiras entrarem nos cursos de complementação das privadas brasileiras e trilharem um caminho facilitado para revalidação de diplomas, no qual, ao final, todos são aprovados, independentemente da performance nas avaliações”, completa Diogo, vice-presidente da AMB.

Dentre os presos na operação Vagatomia estavam Andrea Santos Sousa Soares e Frank Soares, donos de empresas investigadas que oferecem cursos de complementação a alunos de medicina formados no exterior em busca da revalidação de diplomas, prática denunciada pela AMB utilizada em outras faculdades, que é vetada pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB).

Na decisão do juiz federal Bruno Valetim Barbosa, que autoriza a deflagração da operação, há destaque para a gravidade dos crimes e aponta as consequências para os futuros pacientes como “assustadoras” e “fatais”.

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