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MEC QUER VOLTAR À VELHA POLÍTICA E REATIVAR BALCÃO DE NEGÓCIOS DE ESCOLAS MÉDICAS

As reportagens em vários veículos de circulação nacional, com declarações atribuídas ao diretor de Regulação da Educação Superior da Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres) do MEC, Marco Aurélio de Oliveira, trouxeram grande preocupação para o meio médico brasileiro. A intenção do MEC de “estudar a liberação de vagas e ofertas de cursos de medicina” pode significar um grande retrocesso no processo de avaliação e qualificação das escolas de medicina, iniciado com a moratória de cinco anos publicada pelo próprio MEC em 2018.

“Durante 15 anos, o Governo Federal abriu indiscriminadamente mais de 200 novos cursos de medicina no país, promovendo um verdadeiro balcão de negócios, com fins econômicos e políticos. Foram autorizadas escolas que estão formando médicos sem as devidas qualificações pela falta de condições mínimas para a formação dos profissionais. Tem escolas funcionando a base de liminares de tão desestruturadas que são. Há bastante tempo a AMB e demais entidades médicas vem denunciando esse verdadeiro caos na formação médica”, explica o vice-presidente da AMB, Diogo Sampaio.

As denúncias apresentadas ao longo do tempo levaram ao caminho para que se pudesse realizar a reorientação da formação médica no Brasil. Foram assinadas duas portarias pelo MEC em abril de 2018, suspendendo por 5 anos a publicação de editais para autorização de novos cursos e para pedidos de aumento de vagas em escolas de medicina. Além disso, foi instituído Grupo de Trabalho para “subsidiar a reorientação da formação médica em cursos de graduação em Medicina”.  O GT criado pela portaria do MEC Nº 328, de 5 de abril de 2018, inclui representantes das entidades médicas (AMB e CFM).  “Esta proposta anunciada pelo diretor da Seres não teve nossa participação e pelas notícias veiculadas tem alta pressão de interesses políticos e financeiros de outros segmentos, menos interessados na qualificação da formação médica. Não podemos regredir e atuaremos firmemente com este propósito”, declara Diogo.

A Associação Médica Brasileira (AMB) é absolutamente contrária à volta da abertura de novos cursos de medicina, sem que O Grupo de Trabalho Instituído portaria 328/2018 tenha concluído seu trabalho, tanto para os critérios de abertura de novas escolas e escolha dos municípios, quanto para a avaliação das atuais. E considera extremamente preocupante a notícia que foi veiculada nesta sexta-feira (07/06) na grande imprensa, informando a intenção do Ministério da Educação (MEC) de estar estudando formas de liberar a abertura de novas vagas e ampliar a oferta de cursos de medicina em instituições de ensino superior em todo o país, acabando com a moratória conquistada no governo anterior pelas entidades médicas. “A AMB fortalecerá sua atuação junto ao MEC e ao Ministério da Saúde para que não se volte a abrir escolas sem que os critérios sejam muito claros e suficientes para uma boa formação e sem que se faça uma rigorosa avaliação das atuais escolas. Inclusive com o fechamento das que não cumprirem as exigências que forem definidas após conclusão deste trabalho, que deve incluir a participação e a colaboração das entidades médicas.”, explica o presidente da entidade, Lincoln Ferreira.

“Não há justificativa republicana para esta proposta estapafúrdia. O MEC deveria estar preocupado em como fiscalizar as escolas existentes, em como fiscalizar a revalidação de diplomas no país e em como financiar o Revalida, que não é realizado desde 2017, fato que vem abrindo flanco para propostas estapafúrdias de novas modalidades revalidação”, critica Diogo Sampaio. E completa: “Não há falta de médicos no Brasil e abertura de escolas não resolve o problema de distribuição de médicos no país. Resolver isso depende de um projeto que dê estabilidade para os médicos irem para locais de difícil provimento. Carreira de Médico de Estado é a alternativa. Mas não podemos esquecer a precariedade da infraestrutura nestes locais, que também precisa ser melhorada para que os médicos possam cumprir seu papel sem riscos.”

Leia a notícia do O Globo, com entrevista da AMB:

https://oglobo.globo.com/sociedade/mec-estuda-rever-suspensao-de-abertura-de-novos-cursos-de-medicina-23725095

AGENDA LEGISLATIVA CONTRA O TABACO

O Dia Mundial sem Tabaco também foi lembrado na Câmara dos Deputados. O presidente da Comissão de Combate ao Tabagismo da AMB e coordenador do Núcleo de Estudos e Tratamento do Tabagismo do IDT/HUCFF- UFRJ, Alberto Araújo, acompanhou de perto as discussões de três agendas nos últimos dias.

Ele participou da sessão solene em comemoração à data no plenário da Câmara dos Deputados; e dos debates públicos sobre a importância da implementação da Agenda 2030, dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável no Brasil; e sobre o Programa Nacional de Diversificação em Áreas Cultivadas com Tabaco (PNDACT).

Lembre-se: tabaco faz mal à saúde, independentemente da forma que é consumido. #VoceConsegue se livrar dele!

Acesse o site da campanha Viva sem Tabaco, promovida pela AMB: https://amb.org.br/voceconsegue/.

MIGUEL JORGE, PRESIDENTE DA WMA, NO CONSELHO DELIBERATIVO

 

 

Na reunião do Conselho Deliberativo da AMB realizada nesta sexta-feira (15), no auditório da Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS), em Porto Alegre, o presidente da AMB, Lincoln Ferreira, convidou o presidente eleito da WMA – World Medical Association, Miguel Roberto Jorge, para fazer parte da mesa.

 

Miguel Jorge, que também é membro da diretoria da AMB, agradeceu o apoio que recebeu da Associação e do presidente Lincoln Ferreira, na eleição da WMA quando foi eleito logo no primeiro turno com maioria expressiva dos votos. A eleição aconteceu em outubro, durante a Assembleia Geral Anual da WMA na cidade de Reykjavik, na Islândia.

O presidente eleito da WMA contou aos participantes, que vem trabalhando para dar ênfase ao tema: A Relação Médico-Paciente. A WMA é composta por associações médicas de 113 países e representa mais de 10 milhões de profissionais a área e produz orientações relacionadas ao trabalho dos médicos para todo o mundo.

 

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REUNIÃO DO CONSELHO DELIBERATIVO FORMA PAUTA DE TRABALHO

 

 

Leonardo Lessa Arantes, Presidente da Associação Médica do Espírito Santo, esteve presente à reunião do Conselho Deliberativo da AMB (15/3), no auditório da AMRIGS, em Porto Alegre (RS). Salienta a importância do encontro para a troca de informações e incorporação de itens à pauta de trabalho da AMB.

Assista ao vídeo.

#ConselhoDeliberativoAMB ##ConselhoDeliberativo #AMB #AMRIGS #AMES

REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA DO CONSELHO CIENTÍFICO DA AMB DISCUTE RESOLUÇÃO SOBRE TELEMEDICINA

Começou há pouco a Reunião Extraordinária do Conselho Científico da Associação Médica Brasileira, para tratar sobre a resolução nº 2.227/18, publicação do CFM que busca definir a telemedicina e a teleconsulta no país.

O Conselho Científico é composto pelas 54 Sociedades de Especialidade filiadas à AMB, e nesta reunião, extraordinariamente, conta com a presença do CFM e das federadas da AMB.

O trabalho foi aberto pelo presidente da AMB, Lincoln Lopes Ferreira, e na composição da mesa ainda se encontram Antonio Carlos Palandri Chagas, diretor científico da AMB, Antonio Jorge Salomão, secretário geral da AMB, além do presidente do CFM, Carlos Vital Tavares Corrêa Lima, do vice-presidente, Mauro Luiz de Britto Ribeiro, e do conselheiro federal e relator da resolução, Aldemir Soares.

REVISTA CIENTÍFICA DA AMB TRAZ EDIÇÃO ESPECIAL SOBRE CARDIOLOGIA EM JANEIRO

 

Na sua primeira publicação de 2019, a Revista Científica da AMB (RAMB) apresenta uma edição especial dedicada à Cardiologia. A revista, que é digital, traz 102 páginas e 12 artigos, a maioria com estudos de pesquisadores brasileiros, mas também traz artigos da China e da Turquia. Por ser considerado importante causa de mortalidade cardiovascular, artigos que tratam do Diabetes tem destaque na edição.

 

A RAMB aparece, nos últimos 3 anos, entre as publicações mais acessadas no Brasil, segundo a base de dados Scielo que indexa os periódicos nacionais. São mais de 4 milhões de acessos por ano, que demonstram a força e a credibilidade da revista científica da AMB, além do interesse que os artigos publicados despertam na classe médica nacional e internacional. São recebidos cerca de 550 artigos por ano, com textos originários do Brasil, da Ásia, da Europa e de outros países da América Latina.

 

Para ler a RAMB basta clicar: https://ramb.amb.org.br/ultimas-edicoes/

DEMOGRAFIA MÉDICA 2018: NÚMERO DE MÉDICOS AUMENTA E PERSISTEM DESIGUALDADES DE DISTRIBUIÇÃO E PROBLEMAS NA ASSISTÊNCIA.

Para o presidente da AMB, Lincoln Lopes Ferreira, a Demografia Médica ajuda a sociedade a compreender melhor a distribuição dos médicos no país, já que o que se tinha até então eram dados e números dispersos, que não permitem uma visão do todo. “A atualização constante da Demografia Médica nos fornece insumos na busca de soluções para as questões da medicina, do médico e da saúde no Brasil, com base em análise de fatos e dados, e não puramente em ideologias”, afirma. Lincoln Ferreira enfatiza que a Demografia Médica 2018 consolida o entendimento de que não há falta de médicos no país, mas condições, estratégias e gestão para todas as regiões onde há necessidade. “Não precisamos de médicos importados, precisamos de carreira médica de Estado e de condições de trabalho nas mais diversas localidades”, defendeu Ferreira, durante a coletiva.

Leia mais e conheça os dados:

https://amb.org.br/wp-content/uploads/2018/03/DEMOGRAFIA-MÉDICA.pdf

 

 

 

 

NOVA DIRETORIA DO CAPÍTULO DE SÃO PAULO DO CBC TOMA POSSE EM SESSÃO SOLENE

A diretoria do Capítulo de São Paulo do Colégio Brasileiro de Cirurgiões – CBC, para o biênio 2018/2019, tomou posse em Sessão Solene, em 3 de fevereiro, quando também ocorreram a posse de novos membros do CBC, homenagens e o lançamento do Congresso Paulista de Cirurgia, que será realizado de 31 de agosto a 1 de setembro.

A Sessão Solene foi prestigiada por colegas e de diversas entidades e do próprio CBC-SP, como o presidente do Diretório Nacional do CBC, TCBC Savino Gasparini Neto; o Mestre do Capítulo de São Paulo (biênio 2016/2017), TCBC Sidney Roberto Nadal; o Mestre do Capítulo de São Paulo (biênio 2018/2019), TCBC Carlos Eduardo Jacob; o Diretor Científico da AMB, Antônio Carlos Palandri Chagas; o vice-presidente do Cremesp, TCBC Renato Françoso; o presidente do Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva, TCBC Nicolau Gregori Czeczko; e o presidente da Academia de Medicina de São Paulo, TCBC José Roberto de Souza Baratella.

O presidente do CBC, Savino Gasparini Neto, abriu o evento e lembrou que Capítulo, criado em 1941, estabeleceu a primeira quebra de paradigma no ensino do país. “Benedicto Montenegro, que foi o primeiro Mestre de São Paulo, se formou nos EUA. Naquela época, todos os conhecidos eram advindos da Europa e Montenegro trouxe a influência da cirurgia moderna americana para cá. Os demais Mestres que o sucederam mostraram a força e a pujança deste Estado que é um exemplo para todos nós”.

Dr Antonio Carlos Palandri Chagas comenta que “Para a AMB foi uma honra participar de um evento tão importante e de rara beleza, que mostra toda a pujança do CBC – Capítulo São Paulo, e ouvir sobre as perspectivas científicas e de formação para o próximo biênio.” Pessoalmente o Dr Chagas ficou emocionado com a entrega do prêmio a Samir Rasslan que “além de amigo e ter sido colega no Instituto do Coração da USP é médico de minha família, por quem tenho alta e estima e reconheço seu brilhantismo.” Para completar o cenário de emoção o prêmio foi entregue pelo ECBC Dário Birolini, que foi professor do Dr Chagas.

Coube ao ECBC Dário Birolini fazer a entrega do Prêmio Benedicto Montenegro ao TCBC Samir Rasslan. Dário Birolini destacou a trajetória do homenageado e frisou: “entre ressaltar o perfil acadêmico e profissional ou fazer considerações pessoais, de amizade e o convívio de décadas, optei pelas duas”. Birolini contou que pode testemunhar a força moral de Samir Rasslan, a determinação, a liderança e a incrível capacidade de comunicação. “Samir Rasslan teve uma brilhante carreira na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e depois na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, após prestar concurso para professor titular. Publicou mais de 200 trabalhos, inúmeros livros e capítulos, além de todo engajamento e trabalho associativo no Brasil e no mundo”.

Samir Rasslan, em seu discurso, confessou que não pode conter a emoção com a honraria, depois de conferir os colegas que receberam o galardão no passado. Citou as figuras ilustres e lembrou a história do próprio Benedicto Montenegro. “O Colégio me encanta e sempre me encantou pela sua grandiosidade e pelo que representa, durante esses quase 90 anos. Eu devo muito ao CBC. Ninguém recebe um prêmio sozinho. Eu divido com um grande número de pessoas, os meus mestres, companheiros de trabalho, na Santa Casa e na USP. Em especial, dedico essa premiação a Eugênio Ferreira”, completou.

O Vice Mestre do Capítulo de São Paulo, TCBC Ramiro Colleoni Neto, fez o lançamento do Congresso Paulista de Cirurgia, que será realizado de 31 de agosto a 1 de setembro, no Centro de Convenções Rebouças. “Acompanhar o desenvolvimento da cirurgia e recepcionar os acadêmicos para a mútua reciclagem é, e sempre foi, um dos principais objetivos do evento”, explicou. Ramiro Colleoni ainda destacou que a programação científica terá os temas tradicionais da cirurgia, além da qualidade e segurança do paciente em qualquer cenário que ele esteja e relacionou a presença dos palestrantes internacionais.

 

O Mestre do Capítulo de São Paulo, Sidney Nadal, que deixou o cargo, fez um breve resumo das ações de sua Diretoria na promoção de ensino, nos eventos locais e estaduais, além da organização do Congresso Brasileiro de Cirurgia que, no ano passado, foi na Capital paulista. “Num momento de grande crise econômica conseguimos nos superar”, lembrou. Nadal citou todos os membros da Diretoria, prestando homenagem, como também para as funcionárias do Capítulo e os integrantes de sua própria família.

O Mestre do Capítulo de São Paulo, Carlos Eduardo Jacob, que assumiu o cargo, ressaltou a idealização do CBC e surgimento do Colégio, sempre em defesa do cirurgião para melhor atender os pacientes. “Em 1940 começou a expansão para os diversos estados do país com uma das três maiores entidades de cirurgia do mundo. O Capítulo de São Paulo tem mais de 2 mil membros, sendo o maior do CBC”. Jacob destacou que a cirurgia geral requer muito conhecimento e responsabilidade e, atualmente, existe falta de cirurgião geral em várias partes do país. “Ela é um pré-requisito para várias especialidades cirúrgicas e tenho certeza que o CBC fornece os instrumentos para esse caminho”, completou. O Mestre empossado nominou todos os integrantes da nova diretoria e as regionais, além dos departamentos de especialidade.

Antes de encerrar a Sessão Solene, Carlos Eduardo Jacob, fez uma homenagem a Sidney Roberto Nadal com a entrega de uma placa pelo trabalho realizado no último biênio.

 

Diretoria GeralCategoriaMembro
Mestre do CapítuloTCBCCARLOS EDUARDO JACOB
Vice Mestre do CapituloTCBCRAMIRO COLLEONI NETO
CBC/ SP – 1º TesoureiroTCBCELIAS JIRJOSS ILIAS
CBC/ SP – 2º TesoureiroTCBCROGERIO SAAD HOSSNE
CBC/ SP – 1º SecretárioECBCPAULO MAURICIO CHAGAS BRUNO
CBC/ SP – 2º SecretárioTCBCLUIZ ROBERTO LOPES
CBC/ SP – Defesa ProfissionalTCBCRUBENS ANTONIO AISSAR SALLUM
CBC/ SP – Coordenador – Curso Continuado de C GeralTCBCROGER BELTRATI COSER
CBC/ SP – Diretor Comunicação – siteTCBCCARLOS AUGUSTO METIDIERI MENEGOZZO
CBC/ SP – Diretor Comunicação – mídiasTCBCDIEGO ADAO FANTI SILVA

710 VAGAS NO MAIS MÉDICOS PARA BRASILEIROS: É POUCO!

Médicos brasileiros querem participar do programa e Associação Médica Brasileira dá apoio jurídico aos interessados que não foram aceitos.

Precisou que o governo cubano se recusasse a enviar 710 médicos para o Brasil (600 novos e 110 como reposição) para mais vagas serem dirigidas a brasileiros. Mas esta quantidade de vagas ainda é insuficiente, perto da quantidade de médicos brasileiros interessados, pois só no último edital se inscreveram 10.557 médicos brasileiros.

O interesse de médicos brasileiros em entrar para o programa Mais Médicos sempre foi grande, antes das inscrições de janeiro. Em outros editais a quantidade de médicos inscritos foi superior ao último. Grande quantidade de profissionais procurou a Associação Médica Brasileira (AMB),  por se sentirem preteridos ou cerceados nos seus direitos, beneficiando médicos de outros países. Assim, no início de abril, a AMB disponibilizou suporte jurídico para estes profissionais. “Os associados da AMB que se sentirem prejudicados ao tentar entrar no Mais Médicos ou aqueles que, já dentro do programa, tiverem qualquer tipo de dificuldade contarão com apoio do departamento jurídico da AMB”, explica Florentino Cardoso, presidente da entidade. Médicos interessados precisam pagar custas processuais, pois honorários advocatícios serão cobertos pela AMB.

A AMB se posicionou contrária ao programa no início pela forma atabalhoada como foi lançado, com viés político-eleitoreiro, sem que outras condições estruturais fossem olhadas para dar atendimento de qualidade à população. Mesmo assim muitos brasileiros tentaram se inscrever no programa, e tiveram dificuldades com o sistema, rejeitando suas inscrições ou não concluindo. Quando foram identificadas prefeituras que substituíram médicos brasileiros por médicos cubanos, para trocar a fonte de recursos de pagamento da esfera municipal para a federal, em função da situação orçamentária destas prefeituras. Ficou claro que não era programa para comunidades onde havia necessidade de médicos, mas sim para angariar simpatia das prefeituras e enviar recursos à Cuba, já que os médicos cubanos ficam com parte do recurso, sendo o restante encaminhada à OPAS e Cuba.

Mais fortemente a AMB se posicionou contrária à vinda de qualquer médico estrangeiro sem que tivesse revalidação do diploma no Brasil, permitido pelo Mais Médicos. Revalidar o diploma é obrigatório em qualquer país sério do mundo. Médicos brasileiros ou estrangeiros residentes no Brasil, que obtiveram diploma de graduação em instituições estrangeiras reconhecidas no país de origem, devem realizar o Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos (Revalida), com objetivo de avaliar conhecimentos, habilidades e atitudes dos médicos formados no exterior e verificar se as competências são equivalentes às exigências brasileiras.

Segundo a imprensa, questionado se o convênio com Cuba está sob risco, o ministro disse não acreditar na possibilidade de rompimento definitivo do acordo com o país, mesmo com o incômodo do governo cubano em sentenças judiciais determinando a permanência de cubanos no Brasil e pagamento diretamente aos cubanos. Para esclarecer estes pontos o Ministério da Saúde divulgou que se dispôs à ir a Cuba.

Desde o início a AMB atuou para tirar Cuba da zona de conforto. Posicionamo-nos contra o programa, acolhemos e demos refúgios a médicos cubanos que quisessem ficar no Brasil ou ir para outro país; denunciamos baixos salários recebidos pelos cubanos para que recursos fossem enviados a Cuba e ameaças de Cuba para que os profissionais retornassem suas famílias para sua pátria, separando pais e filhos. Mais recentemente propiciamos apoio jurídico a médicos brasileiros que queiram entrar no programa. O que agora se concretizou, com Cuba não querendo mais enviar seus profissionais ao Brasil.

Não somos contrários que profissionais formados no exterior se estabeleçam aqui e trabalhem, desde que realizem o Revalida. Lutamos para que médicos brasileiros tenham garantido seu direito prioritário para preenchimento das vagas no programa Mais Médicos.