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MÉDICO (A), SUA PARTICIPAÇÃO NA PESQUISA É MUITO IMPORTANTE!

A Associação Médica Brasileira (AMB) e a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) convidam todos os médicos para participarem da pesquisa PSYQUALY-COVID. O estudo vai avaliar o impacto da pandemia no dia a dia dos médicos, observando o psicotrauma, a resiliência e a qualidade de vida dos profissionais.

A PSYQUALY-COVID foi especialmente preparada para avaliar o atual cenário e orientar ações de melhoria específicas para a classe médica.

Contamos com você! Participe, independentemente de estar envolvido ou não no atendimento dos pacientes com Covid-19.

Acesse a pesquisa clicando aqui.

 

PESQUISA AVALIA IMPACTO DA PANDEMIA NA VIDA DOS MÉDICOS 

A Associação Médica Brasileira (AMB) e a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) se uniram para realizar a pesquisa PSYQUALY-COVID, um estudo que vai avaliar o impacto da pandemia no dia a dia dos médicos.  O resultado da pesquisa vai nortear as ações das entidades médicas em prol dos médicos. 

objetivo da PSYQUALY-COVID, direcionada exclusivamente para os médicos, é avaliar o psicotrauma, a resiliência e a qualidade de vida dos médicos brasileiros durante a pandemia de COVID-19, tendo como justificativa a necessidade de se conhecer os reflexos desse contexto na saúde desses profissionais.   

Marcus Bolívar Malachias, coordenador da pesquisa e professor da Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais, pontua que são muitas as condições que podem afetar a qualidade de vida e o equilíbrio emocional desses profissionais. “Como a possibilidade de dano moral, a preocupação com a responsabilidade legal, o temor de exposição de membros da família vulneráveis à infecção, e até as transferências de locais de trabalho para atuar em ambientes não habituais. Todos esses pontos são avaliados no estudo”, aponta o cardiologista.  

“O estudo está sendo enviado para os médicos de todas as especialidades e de todo o BrasilContamos com a participação de todos, independente se estejam envolvidos diretamente ou não no atendimento dos pacientes com COVID-19”, explica Lincoln Ferreira, presidente da AMB.   

Segundo Marcelo Queiroga, presidente da SBC, “embora já existam algumas pesquisas sendo realizadas sobre o tema, a PSYQUALY-COVID foi estruturada com todo o rigor científico, utilizando questionários estruturados e validados para fazer o mais amplo diagnóstico do impacto psicossocial da pandemia sobre os médicos do país.” 

Os resultados da pesquisa deverão ser publicados no fim desse ano. Acesse a pesquisa no link https://cardiol.typeform.com/to/g74z9E8k 

Participe, sua contribuição é muito importante! 

MINISTÉRIO DA SAÚDE DEBATE A LOGISTICA PARA DISTRIBUIÇÃO DE MEDICAMENTOS

Nesta terça-feira (22/09), o presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), Lincoln Ferreira, participou da Reunião Ordinária do Gabinete de Crise – Covid-19 do Ministério da Saúde, em Brasília. No encontro, houve um debate sobre a logística para distribuição de medicamento no País.

Na reunião também foram discutidas demandas da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) sobre a disponibilização do fármaco ‘heparina’, medicação essencial para terapias como a hemodiálise.

#AMB #MinisteriodaSaude #GabinetedeCrise #GovernoFederal #Pandemia #Medicina #Saude

RAMB LANÇA EDIÇÃO ESPECIAL SOBRE COVID-19

A Revista da Associação Médica Brasileira (Ramb) não poderia deixar de contar um uma edição especial para tratar da Covid-19, em virtude da série de artigos recebidos sobre o tema e que foram aprovados pelo Conselho Editorial. A contribuição para os artigos desta publicação veio de pesquisadores da China, da Turquia e dos Estados Unidos, além de 15 estados brasileiros mais o Distrito Federal.

A revista científica da AMB hoje é uma das mais respeitadas no meio científico. Acessada por quase 5 milhões de leitores em todo o mundo em 2019, pela plataforma Scielo e, com fator de impacto, 0.915, que mede a importância de periódicos científicos. Este ano a submissão para a Ramb deve chegar a mais mil artigos, contra os 600 recebidos no ano passado.

Leia, esta e outras edições da Ramb em: www.ramb.amb.org.br

AMB EM DESTAQUE NO WORLD MEDICAL JOURNAL

A nova edição da World Medical Journal, renomada publicação da Associação Médica Mundial (WMA- World Medical Association), contou com a participação especial da Associação Médica Brasileira (AMB): Miguel Jorge, presidente da WMA e diretor da AMB; Lincoln Ferreira, presidente da AMB; e Wanderley M. Bernardo, coordenador de Diretrizes da AMB. A participação dos brasileiros no jornal é também uma forma de reconhecimento e valorização da medicina do País, que constitui a terceira maior delegação da WMA, atrás apenas dos Estados Unidos e do Japão.

Na edição 66 do World Medical Journal, Miguel Jorge participou de uma entrevista sobre os desafios dos profissionais da saúde que estão na linha de frente nos hospitais em combate à Covid-19 e o impacto disso na saúde física e mental. “Há um enorme esforço de cientistas de todo mundo no desenvolvimento de pesquisas para estudar o comportamento humano durante a atual pandemia e avaliar como os hábitos irão mudar após o surto da Covid-19″, destaca na entrevista.

Já Lincoln e Wanderley tiveram publicados no jornal um artigo sobre os atendimentos emergenciais nas unidades públicas de saúde no Brasil. “Estamos honrados em fazer parte desta edição do World Medical Journal. O Brasil, hoje, é um país que se destaca com relação às pesquisas na área da saúde e os avanços. É uma honra podermos dividir com os colegas médicos internacionais um pouco de nossa experiência no combate à pandemia”, finaliza.

Confira a edição 66 do World Medical Journal no link https://amb.org.br/wp-content/uploads/2020/08/wmj_3_2020_WEB.pdf.

EM AUDIÊNCIA COM MINISTROS DA SAÚDE E DIREITOS HUMANOS, LIDERANÇAS MÉDICAS FAZEM BALANÇO DO ENFRENTAMENTO DA COVID-19

 “Qual a melhor forma de nos comunicarmos com os médicos que estão na linha frente no combate ao novo coronavírus?”. A desafiadora pergunta foi lançada pelo ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, durante teleconferência realizada nesta quarta-feira (29) com as principais lideranças médicas. Durante o encontro, que também contou com a participação da ministra dos Direitos Humanos, Damares Alves, representantes do Conselho Federal de Medicina (CFM), da Associação Médica Brasileira (AMB) e dos 27 Conselhos Regionais de Medicina discutiram estratégias de enfrentamento à COVID-19 e apresentaram aos gestores as principais ações e preocupações da categoria.

Ao apresentarem sugestões sobre como alcançar e orientar os médicos brasileiros com as informações mais recentes e relevantes sobre o combate à COVID-19, as lideranças destacaram a importância do uso das redes sociais oficiais para disseminar conteúdo de qualidade aos profissionais. Além de se colocarem à disposição para colaborar com as ações do Governo brasileiro, os representantes do CFM, CRMs e AMB ressaltaram ainda a participação dos Conselhos Nacionais de Secretários de Saúde (Conass) e Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) nessa estratégia.

“Esse encontro foi fundamental para aproximar as duas principais entidades médicas do País – CFM e AMB – com o Ministério da Saúde. Com muita paciência e objetividade, o ministro Pazuello ouviu as contribuições e reivindicações de todos os participantes. Estou certo de que, juntos, sairemos vitoriosos dessa batalha contra essa doença tão perversa”, declarou Mauro Ribeiro, presidente do CFM.

Por sua vez, o presidente da AMB, Lincoln Ferreira, ressaltou que “a qualificação, preparo e dedicação dos médicos brasileiros já são reconhecidas mundialmente. E que neste momento de crise demonstram sua capacidade e lealdade com seu juramento. Obrigado doutores, que fortalecem a relação médico-paciente e que mesmo em locais sem todas as condições atuam de forma exemplar para conseguirem minimizar o sofrimento e curar os infectados.”

Gabinete de Crise – Durante a conferência, o ministro Eduardo Pazuello também detalhou o trabalho realizado pela Pasta no enfrentamento da pandemia e se mostrou aberto ao diálogo com as entidades médicas para fortalecer o cerco contra o novo coronavírus. Na ocasião, ele abriu a possibilidade para se reunir com os representantes dos médicos com maior regularidade e adiantou ser oportuna a participação do CFM e da AMB no Gabinete de Crise para enfrentamento da COVID-19 no Sistema Único de Saúde (SUS).

Criado em maio, o grupo reúne membros do Ministério da Saúde, Conass, Conasems e Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS) no Brasil. O Gabinete de Crise é o fórum de discussões estratégicas para alinhar e decidir ações de monitoramento e mitigação da pandemia no SUS. As reuniões acontecem na sede do Ministério semanalmente para responder às demandas da pandemia, de forma célere e integrada.

Pontos de pauta – Também participou do encontro Raphael Câmara, conselheiro federal de medicina que recentemente assumiu o cargo de secretário Nacional de Atenção Básica, um dos mais importantes dentro da estrutura do Ministério, responsável pela coordenação de atividades de promoção, prevenção e cuidados em saúde em níveis de menor complexidade na assistência.

Na oportunidade, os líderes da classe também fizeram um balanço das ações empreendidas no enfrentamento da pandemia no Estados e levaram aos gestores a preocupação dos médicos com temas como a oferta de equipamentos de proteção individual (EPIs), a contratação de médicos com diplomas não revalidados, a implantação da carreira de estado, além da aplicação de protocolos e diretrizes de tratamento dos pacientes.

Sobre a possibilidade de tratamento farmacológico da COVID-19, o presidente do CFM reiterou o entendimento expresso no Parecer nº 04/2020, referente ao tratamento dos pacientes com diagnóstico confirmado. “Não existem, até o momento, evidências robustas de alta qualidade que possibilitem a indicação de uma terapia farmacológica específica para essa doença. Por isso, em todas as situações deve prevalecer a autonomia do médico e do paciente”, enfatizou.

LINHA DE CRÉDITO PARA PMEs

A Caixa anunciou nesta terça-feira (16) como irá operacionalizar de linha de crédito do Programa de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe). A linha tem uma carência de 8 meses, com taxa de juros Selic + 1,25 ao ano e financiamento em 28 parcelas. “A modalidade pode beneficiar milhares de pequenas clínicas e estabelecimentos de saúde que estão passando por crise financeira causada pela pandemia de Covid-19″, destaca Lincoln Ferreira, presidente da AMB.

O valor do empréstimo por CNPJ será de até 30% da receita bruta anual considerando a base no exercício de 2019. Pela regra do programa, 80% dos recursos serão destinados a empresas com faturamento anual de até 360 mil reais, e 20% para empresas com faturamento anual entre 360 mil reais e 4,8 milhões de reais. O processo de contratação será pela página www.caixa.gov.br/pronampe.

CRÉDITO ESPECIAL PARA PROFISSIONAIS DA SAÚDE

A Câmara dos Deputados pode votar nos próximos dias o projeto de lei (PL) 2.424/2020 que concede linha de crédito especial para profissionais liberais. O texto destina, a princípio, R$ 5 bilhões para serem disponibilizados em condições facilitadas para profissionais que trabalham como pessoa física, especialmente na área de saúde. Cada beneficiário poderá obter até R$ 100 mil, com juros de 2,5% ao ano e período de carência de 24 meses.

“A iniciativa atende a uma demanda da AMB. A entidade segue acompanhando os debates para garantir que o projeto seja aprovado e sancionado com agilidade”, pontua Diogo Sampaio, vice-presidente da AMB. ⠀

 

CONSELHO CIENTÍFICO DA AMB SE REÚNE PARA DISCUTIR FORMAÇÃO MÉDICA

Amanhã (12), às 11h, acontecerá a reunião extraordinária do Conselho Científico da AMB para tratar sobre a atuação da entidade junto à Comissão Nacional de Residência Médica, formação de especialistas durante a pandemia COVID-19 e -minuta de Nota Técnica. O encontro terá a participação de Lincoln Lopes Ferreira, presidente da AMB, Antonio Jorge Salomão, secretário-geral da Associação, e Antonio Carlos Palandri Chagas, diretor científico da AMB.

Entre os palestrantes estão o presidente da Associação Nacional dos Médicos Residentes, Euler Nicolau Sauaia Filho, e a conselheira secretária-executiva da Comissão Nacional de Residência Médica, Viviane Cristina Uliana Peterle. A reunião é online.

 

É HOJE A LIVE DA AMPE SOBRE A SITUAÇÃO DOS EPIs NO BRASIL


Live da Associação Médica de Pernambuco (AMPE) sobre a situação dos Equipamentos de Proteção Individual no País acontece hoje (7), às 17h, com a presença do vice-presidente da Associação Médica Brasileira e com apresentação da presidente da AMPE, Dra. Helena Carneiro Leão.

Acompanhe e veja o real panorama dos médicos e demais profissionais de saúde em relação aos EPIs e a atuação da AMB. A transmissão será feita ao vivo pelo canal da AMPE no Youtube
https://www.youtube.com/channel/UCT7D0S5xnAmMaoi-k9FIe4A.

 

COVID-19 E A ESPECIALIDADE VASCULAR

E o mundo virou de cabeça para baixo. De repente os nossos pacientes crônicos que fazem controle regular de suas patologias vasculares, com medo da epidemia, sumiram dos nossos consultórios, ambulatórios e do nosso monitoramento. O momento é de angústia e incerteza. Porém, temos que colocar na balança os riscos e benefícios e entender que, às vezes, o que sentimos ou apresentamos podem ser pior que a Covid-19. Sabemos como é difícil a decisão de buscar auxílio médico ou ficar em casa em isolamento social. Na especialidade vascular lidamos com doenças degenerativas que, mesmo bem cuidadas, progridem lentamente. Nossos pacientes, ou uma boa parte, são do grupo de risco para a Covid-19, e são exatamente esses que também têm risco de ficarem sem a nossa atenção.

 

Tenho conversado com diversos colegas do Brasil inteiro, que relatam que os casos de feridas infectadas, principalmente nos diabéticos, têm chegado aos hospitais em estado avançado de comprometimento e, assim sendo, evoluindo mal e com isso aumentando o número de amputações e até mortes que poderiam ser prevenidas se o atendimento fosse feito precocemente. Também temos pacientes com doença arterial periférica controlada, que podem se agravar com um quadro de trombose arterial com risco de perda de membro se não houver intervenção imediata. Temos tido relatos de casos de pacientes que chegam aos hospitais já com necrose de dedos e dor intensa. Pacientes portadores de aneurisma que fazem acompanhamento regular, devem manter esse controle. Pacientes que têm um edema súbito de perna, com endurecimento da musculatura da panturrilha e, às vezes por medo, tendem a diminuir a importância do sintoma e falar que é uma distensão ou que pisou errado,  podem estar diante de uma trombose venosa profunda aguda, que pode levar a problemas sérios se não reconhecida e tratada. Temos também pacientes que fazem uso de medicação anticoagulante com controle periódico e que precisam desse controle, pois correm o risco de uma hemorragia.

 

Além dos pacientes crônicos, que podem ter seus problemas agudizados, temos uma interface nova com a epidemia de Covid-19, que são sintomas de microtromboses de pequenos vasos de extremidade ou cutâneas que podem aparecer ainda no começo da infecção e que ajudam a corroborar no diagnóstico da doença. Também temos colaborado com nossos colegas intensivistas e clínicos na avaliação dos casos de tromboses em pacientes de Covid-19, e seu tratamento, que tem particularidades que ainda estamos estudando e aprendendo. Enfim, estamos atentos aos novos estudos científicos que têm surgido sobre o tema, mas queremos também zelar pelos nossos pacientes antigos, outrora bem controlados e que podem nesse momento, por um medo excessivo, deixar passar o período mais adequado de serem bem cuidados e submetidos a uma intervenção precoce antes do agravamento do quadro.  Qualquer sintoma novo que possa aparecer, como dor forte, edema, mudança de coloração ou temperatura de uma extremidade; se for portador de ferida crônica, mudança no aspecto, cheiro, ou tamanho da lesão devem ser motivos de um contato com seu médico. A forma como vai acontecer esse atendimento deverá ser combinada entre o médico e o paciente, mas o importante é não menosprezar os sinais que o nosso corpo usa para se comunicar conosco e dizer que algo não anda bem.

 

Enfim, cuidar-se bem nesse momento inusitado exige bom senso, tranquilidade, escutar seu corpo e gerir prioridades com sabedoria.

 

Dr. Bruno de Lima Naves

Presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV)