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LIVE DA AMAC DEBATE REVALIDAÇÃO DE DIPLOMAS

Há muito tempo a Associação Médica Brasileira (AMB), vem se posicionando quanto a importância da revalidação de diplomas médicos de egressos do exterior, e em meio à pandemia de coronavírus o oportunismo político quer voltar a debater o Revalida Light. Para alertar sobre os riscos de permitir que egressos do exterior exerçam medicina no Brasil sem o Revalida durante a COVID-19, a Associação Médica do Acre (AMAC), vai realizar uma live com o vice-presidente da AMB, Diogo Sampaio.

O debate será conduzido pela presidente da AMAC, Jene Greyce, e acontecerá no dia 13 de maio (quarta-feira), às 20h (horário de Brasília) e será transmitido no canal do YouTube da AMAC.

Link do canal: https://www.youtube.com/channel/UCaicyU7lBlCqPvtGOuJWvRQ 

REVALIDA, SIM!

Em meio à pandemia do coronavírus que assola o mundo e o Brasil, algumas alternativas desprovidas de quaisquer fundamentos vêm sendo apresentadas para o enfrentamento da crise.

O Consórcio Nordeste, formado por grupo de governadores daquela região, defende que egressos de faculdades de medicina no exterior atuem sem a revalidação de diplomas durante a pandemia. A Associação Médica Brasileira é absolutamente contrária à ideia.

Em solicitação ao Ministério da Saúde o Consórcio Nordeste não informa com a necessária clareza onde seria necessário um maior contingente de médicos restando desta forma impossível identificar a real necessidade. A priori, o Covid-19 tem maior ocorrência nas capitais onde estão concentrados cerca de 55% dos quase 500 mil médicos do País, sendo que no Nordeste, Norte e Centro-Oeste este percentual é superior a 70%.

O momento impõe a necessidade de profissionais especializados e qualificados em atenção terciária, dada às características de alta complexidade com que se apresentam as manifestações clínicas e o tratamento da Covid-19.  Capacitações estas que os referidos egressos de escolas médicas do exterior não possuem. A grande maioria sequer pode ser considerada capacitada para qualquer atividade como médico, em vista das precárias condições em que foram formados, objeto de ampla denúncia pública pela AMB, em escolas que são verdadeiros caça-níqueis, sem estrutura e algumas nem reconhecidas nos próprios países de origem, onde são conhecidas como  “escuelas de garaje”.

Na AMB temos condições de contribuir com o Ministério da Saúde na busca, se necessário, de médicos brasileiros para o preenchimento das vagas. Além disso o próprio Ministério da Saúde já tem constituído longo cadastro para atuação na pandemia. No referido Cadastro do Ministério da Saúde já constam registros de mais de 27 mil médicos dispostos a atuar, ou seja, quantidade bem superior aos apenas grosseiramente estimados 15 mil egressos do exterior.

Diogo Sampaio, vice-presidente da AMB comenta que “é lamentável que diante de uma situação de calamidade os interesses relativos à qualidade e à segurança do atendimento à população tenham sido colocados, uma vez mais, em segundo plano, para forçar que os debates sobre a Revalidação de Diplomas sejam retomados e que em meio à uma emergência de saúde pública esses interesses ganhem destaque”.

Há tempos que a Associação Médica Brasileira tem mostrado o caos que se encontra o ensino médico além da fronteira do País. A posição da AMB continua sendo a mesma:  que não se permita o exercício da medicina em território nacional sem o registro legal no CRM e que os egressos formados no exterior revalidem o diploma conforme estabelecido por lei para atuar como médicos no Brasil. Aceitar isso, além de desrespeitar a legislação brasileira em relação ao exercício legal da medicina, poderá colocar o sistema de saúde em colapso.

“Estamos lidando com um inimigo cuja força ainda não foi quantificada e sobre o qual ainda sequer está estabelecida a forma correta de combatê-lo. Profissionais malformados, além de apresentarem dificuldades em fazer diagnósticos, de se tornarem presas fáceis da Covid-19, engrossando as estatísticas dos acometidos, poderão gerar sequelas e danos irreparáveis aos pacientes, além de sobrecarregar o sistema de saúde que já possui a quantidade de leitos limitados, alguns dos quais passariam a ser ocupados pelos próprios e mal capacitados profissionais!”, conclui Lincoln Ferreira, presidente da AMB.

 

REVALIDA É TEMA DE REUNIÃO NA FEDERADA DO RIO GRANDE DO NORTE

 

Na última quarta-feira (11), o vice-presidente da AMB, Diogo Sampaio, esteve na sede da Associação Médica do Rio Grande do Norte (AMRN). Ele participou de um debate sobre o atual cenário do processo de revalidação de diplomas no Brasil. Foram abordadas as consequências que os esquemas fraudulentos de revalidação podem trazer para os brasileiros que estudam em outros países. Diogo Sampaio também falou sobre o impacto negativo da abertura desenfreada de novas faculdades de Medicina no Brasil, nos últimos 10 anos. O debate contou com a presença do ex-senador Paulo Davim, autor do Projeto de Lei do Revalida.

“Agradeço o presidente da Federada do Rio Grande do Norte, Marcelo Cascudo, pelo convite e recepção. Debates como esses são essenciais para conseguirmos colocar um fim no caos que está a revalidação no país e nos esquemas fraudulentos que facilitam a transferências de estudantes egressos do exterior”, pontua o vice-presidente da AMB.

REVALIDA LIGHT É DERRUBADO NO CONGRESSO NACIONAL

O Congresso barrou ontem a possibilidade de escolas privadas realizarem o Revalida. Os vetos do presidente Jair Bolsonaro que impedem a possibilidade de realizar o processo de revalidação de diplomas médicos obtidos no exterior em faculdades particulares foram mantidos pelos parlamentares.

Com os vetos, o processo de revalidação poderá ser realizado apenas em faculdades de medicina públicas. Esta conquista é fruto de um longo e minucioso trabalho de investigação realizado pela Associação Médica Brasileira (AMB) para combater as fraudes na revalidação e pela Operação Vagatomia, que foram amplamente divulgadas aos congressistas e à população.

Esforços

Uma das principais bandeiras sempre defendidas pela AMB é a da qualidade no atendimento à saúde da população. E a entidade não mede esforços para isso. Durante todo o ano de 2019, e ainda em 2020, a AMB se dedicou a apurar e desmascarar os esquemas bilionários na revalidação de diplomas médicos no País. As irregularidades denunciadas foram apresentadas formalmente ao Ministério da Educação, à Controladoria-Geral da União, ao Ministério Público Federal Procuradoria-Geral da República.

Com a colaboração da imprensa a entidade conseguiu alertar a população brasileira sobre o caos que se encontrava o processo de revalidação. Toda essa ação ganhou ainda mais destaque quando a Polícia Federal deflagrou a Operação Vagatomia, que confirmou a veracidade de denúncias apresentadas pela AMB.

Ao começar os debates sobre a MPV 890, que criou o Programa Médicos Pelo Brasil, na Câmara de Deputados, foram inseridos verdadeiros jabutis, sobre revalidação em escolas particulares, e que nada tinham a ver com a MPV. A AMB realizou uma verdadeira força tarefa “Não podíamos deixar isso acontecer. Faculdades particulares aplicarem o exame seria retirar do poder público a governabilidade da revalidação, o que traria riscos à qualidade do exame devido a critérios de avaliação que poderiam ser mais flexíveis em escolas com interesses econômicos”, enfatiza o presidente da AMB, Lincoln Ferreira.

Para derrubar a possibilidade da revalidação por escolas privadas foram realizadas ações e reuniões para esclarecer deputados, senadores e o presidente Jair Bolsonaro sobre os riscos à saúde da população. “Médicos malformados que revalidam diplomas no Brasil em processos frágeis, colocam em risco a saúde da população. Fica aqui o agradecimento da AMB ao presidente da República e parlamentares que atenderam aos apelos dos médicos brasileiros”, destaca o vice-presidente da entidade, Diogo Sampaio.

As ações continuam

Na última quarta-feira (04), Diogo Sampaio entregou à Procuradoria-Geral da República um documento contendo mais de 500 páginas com novas denúncias.

“Ainda temos um caminho a percorrer até que todas as denúncias feitas ao Ministério da Educação, à Controladoria Geral da União, ao Ministério Público Federal e à Procuradoria Geral da República sejam apuradas, os responsáveis identificados e as medidas corretivas sejam tomadas, para que não haja burlas à lei nas revalidações de diplomas e na transferências de alunos do exterior”, pontua o vice-presidente da AMB.

Se você estuda em uma faculdade particular que pratica revalidação de diploma ou transferência irregular de alunos do exterior envie sua denúncia para o e-mail denuncia@amb.org.br. Nosso compromisso é te ouvir e continuar trabalhando por um atendimento seguro e de qualidade para o cidadão, realizado somente por quem comprovou habilidade para exercer medicina, seja egresso de escolas brasileiras ou estrangeiras.

Acompanhe nos links abaixo todo o histórico de ações da AMB no combate ao Revalida Ligth:

https://amb.org.br/noticias/sobre-o-exame-revalida/

https://amb.org.br/noticias/pgr-recebe-denuncias-sobre-fraudes-na-revalidacao/

https://amb.org.br/noticias/amb-apresenta-a-pgr-novas-denuncias-sobre-esquemas-na-revalidacao/

https://amb.org.br/noticias/denuncie-irregularidades-na-revalidacao/

https://amb.org.br/noticias/entenda-os-vetos-que-salvaram-o-revalida/

https://amb.org.br/noticias/bolsonaro-ouve-os-medicos-e-veta-revalida-light/

https://amb.org.br/noticias/revalida-ligth-no-correio-braziliense/

ESQUEMAS CRESCEM, FORMAÇÃO MÉDICA DEFINHA

A cada dia, esquemas fraudulentos como a venda de vagas em faculdades de medicina e a facilitação no processo de revalidação de diplomas criam força no Brasil. Enquanto essa máfia movimenta bilhões de reais, o ensino nas universidades perde qualidade. A AMB convoca toda a classe médica, estudantes de medicina e a população em geral para colocar um fim nesse cenário!

Se você conhece uma faculdade particular que pratica revalidação de diploma, acesso irregular ao curso de medicina ou têm percebido situações como o atendimento de pessoas sem licença para exercer medicina no Brasil em postos de saúde, denuncie à AMB! Queremos te ouvir e saber mais sobre esses e outros casos.

Junte-se a nós nessa luta em prol da qualidade do atendimento à saúde da população! Envie sua denúncia para o e-mail denuncia@amb.org.br.

VETOS: EM DEFESA DA SAÚDE

Medicina ética e de qualidade começa na faculdade. Afinal, é na formação acadêmica que os estudantes desenvolvem competências e adquirem o conhecimento necessário para o adequado exercício da medicina.

Por isso, a qualidade do ensino médico é uma pauta constante na AMB. No Brasil, ainda estamos distantes de um sistema de fiscalização eficiente e capaz de limitar a atuação de instituições que não oferecem estrutura e ensino adequados.

A falta de fiscalização também abre espaço para a operação do esquema de compra de vagas envolvendo faculdades privadas, muitas com conceito 4 e 5 no MEC, para revalidação irregular de diplomas de medicina expedidos no exterior.

Diante disso, a AMB segue atuando para que o Congresso Nacional mantenha os vetos do presidente Jair Bolsonaro aos artigos das leis do Revalida e do Médicos pelo Brasil que liberavam a participação das faculdades particulares na revalidação.

A AMB convoca toda a classe médica para sensibilizar os parlamentares sobre a importância da manutenção do veto presidencial. Acesse a plataforma criada pelo CFM e envie um e-mail para o parlamentar de seu estado clicando aqui.

MANUTENÇÃO DOS VETOS

Os vetos do presidente Jair Bolsonaro que barraram a permissão para faculdades particulares revalidarem diplomas podem voltar à pauta do Congresso Nacional em breve. Diante dos crimes investigados pela Operação Vagatomia, deflagrada na última quinta-feira (13) pela Polícia Federal, os médicos não podem ficar de braços cruzados.

As atividades do Congresso para análise de vetos retornaram esta semana e, apesar de as matérias sobre revalidação só trancarem a pauta a partir de 29 de fevereiro, o assunto pode ser apreciado a qualquer momento.

É preciso ficar atento a novas investidas surpresa contra a saúde, se mobilizar para pressionar os parlamentares a manter os vetos do presidente Jair Bolsonaro e evitar a legitimação do esquema de compras de vagas envolvendo muitas faculdades privadas, inclusive com conceito 4 e 5 no MEC.

Médico, encaminhe um email para sensibilizar os parlamentares do seu estado a manter os vetos por meio da plataforma do CFM.

ARNALDO DE LIMA JR. FORA DO MEC

Durante entrevista, o vice-presidente da AMB, Diogo Sampaio, analisa os impactos da saída de Arnaldo de Lima Jr. da Secretaria Nacional de Educação Superior do Ministério da Educação (MEC). A AMB já havia pedido a demissão dele em agosto por prevaricação diante das denúncias sobre o esquema de compra de vagas na revalidação de diplomas médicos expedidos no exterior.

Assista!

 

LUTA CONTRA O REVALIDA LIGHT É DESTAQUE NO JAMB

 

“A saúde da população brasileira não pode ser usada de maneira eleitoreira”, destaca Diogo Sampaio, vice-presidente da AMB, na matéria de capa da edição 1411 do Jornal da Associação Médica Brasileira (JAMB).

Nesta edição, você vai ler sobre o papel da AMB na luta contra o Revalida Light. Os diretores da entidade deram voz às reivindicações da classe médica e acompanharam toda a tramitação da MPV890/19 e dos debates envolvendo o Médicos pelo Brasil e a revalidação de diplomas médicos expedidos no exterior.

A reportagem especial destaca os vetos presidenciais que mantiveram o processo restrito às instituições públicas e salvaram o Exame Revalida; e ainda detalha as denúncias feitas pela AMB contra esquemas fraudulentos de compra de vagas na revalidação.

Em breve todos os associados da AMB vão estar com a edição física em mãos. Se não quiser esperar, a versão digital já está disponível na área logada do site da AMB.

Confira!

RETROSPECTIVA AMB | INVESTIGAÇÃO SOBRE ESQUEMAS NA REVALIDAÇÃO

A AMB dedicou alguns meses no início de 2019 para investigar a fundo um esquema irregular na revalidação de diplomas de egressos do exterior. A entidade foi atrás de informações, evidências e dados que ajudassem a entender como operam as universidades e empresas intermediadoras envolvidas no esquema.

O trabalho, coordenado pelo vice-presidente da AMB, Diogo Sampaio, contemplou a análise detalhada da legislação sobre revalidação e dos editais da UFMT; o levantamento de informações sobre o perfil das faculdades conveniadas; avaliação dos canais online de empresas intermediadoras; reunião de materiais para entender como elas operam; e contato direto com as empresas, por meio de pessoas que cooperaram com a investigação, para comprovar a atuação ilícita e ameaçadora para a saúde brasileira.

A investigação levou à compreensão sobre como o esquema bilionário atua para facilitar a revalidação de diplomas de quem não comprovou habilidades para exercer medicina no Brasil. Em maio, o caso foi exposto ao Ministério da Educação e, devido à falta de retorno e atuação do MEC, as denúncias foram levadas ao CFM, à Controladoria Geral da União, a deputados da Frente Parlamentar da Medicina e ao próprio presidente da República, além da imprensa em geral.

A atuação da AMB provocou uma grande discussão nacional sobre a revalidação de diplomas estrangeiros e a capacidade de formação de escolas em países da América Latina.